A Brigada Militar no sistema penitenciário gaúcho
BM nos presídios não é garantia contra a corrupção e maus tratos
Na parte podre imprensa riograndense tem sido veiculada a notícia de que a corrupção e os maus tratos "comprovadamente" diminuíram nos estabelecimentos penais que a Brigada Militar assumiu desde 1995.
Essa afirmação, além de mentirosa - na verdade, não houve qualquer estudo a respeito, que permitisse comprovar nada - demonstra o desrespeito de parte dos veículos de comunicação para com a categoria dos servidores penitenciários, manipulando as notícias de forma interesseira e mal intencionada.
Essa imprensa podre está há um bom tempo fazendo a apologia do caos no sistema penitenciário, mas se a situação estivesse de fato caótica, teríamos motins e rebeliões em série, fugas em massa, etc. Isso só não tem ocorrido por que o trabalho exercido pela grande maioria dos servidores penitenciários vale em dobro se comparado com o da BM nos presídios. Dobro ou triplo, já que no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária Estadual do Jacuí mantínhamos o controle da massa carcerária com aproximadamente 1/3 do efetivo militar hoje disponível.
Seria bom reavivar a memória dessa podre imprensa, lembrando que a única fuga acontecida na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, a PASC, foi a do senhor Cláudio Adriano Ribeiro, vulgo Papagaio. A administração e a segurança eram da BM, e sabemos muito bem como a fuga aconteceu.
Também não me venham com a história de que a BM não pratica agressões e maus tratos contra presos, pois todas as semanas chegam notícias na Corregedoria-Geral, através de familiares de presos recolhidos no PCPA e na PEJ, desses tipos de irregularidades, que logo são encaminhadas à Corregedoria da BM.
Um dos problemas do nosso quadro de servidores penitenciários é o da falta de uma boa gestão penitenciária. Não há procedimentos uniformes, cada direção que assume um estabelecimento penal adota uma forma de trabalhar conforme a sua visão do sistema penitenciário, já que não há uma orientação oriunda do órgão central, a SUSEPE, quanto ao correto funcionamento das prisões. Primeiro deveríamos definir como deve funcionar cada tipo de prisão, conforme o porte a as características, instituir um manual de procedimentos administrativos e operacionais e, de posse desse material, implementar cursos de capacitação para gestores incansavelmente, até que possamos atingir um nível de excelência em serviços prestados na área penitenciária que realmente nos orgulhe e imponha uma maior respeitabilidade junto à sociedade.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
sábado, 17 de abril de 2010
Madre Pelletier: agentes sob suspeita
Uma investigação do Ministério Público, concluída em dezembro, revela que quatro servidores da Susepe lotados na Penitenciária Feminina Madre Pelletier teriam colaborado com criminosas ligadas ao tráfico. Entre os denunciados, está Silvia Terezinha Rangel Silva, ex-diretora da penitenciária. Confira seis pontos da denúncia:celulares para presas, escoltariam apenadas em passeios irregulares e receberiam dinheiro de traficantes. A investigação resultou no afastamento prévio da servidora do cargo.
A seguir, ZH revela como agiria o grupo formado por agentes da lei denunciados pelo MP por formação de quadrilha, peculado, incitação ao crime e associação para o tráfico. Como são funcionários públicos, a Justiça aguarda manifestação dos suspeitos para decidir se instaura ou não processo penal.
Um mimo do Paraguai
Às 16h33min de terça-feira, dia 2 de setembro de 2008, o telefone do auxiliar de serviços gerais Valdir Antonio Perez tocou na penitenciária feminina. Do outro lado da linha, o namorado de Leila Maria Ferreira da Silva, presa por tráfico de drogas e uma das 470 detentas do estabelecimento.
Funcionário da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Perez teria pedido um celular ao namorado da traficante. O presente, segundo o MP, chega às mãos do servidor nove dias após a conversa. O aparelho, utilizado por Perez, era emprestado para Leila conversar com o namorado – traficante residente em Foz do Iguaçu (PR).
Numa das conversas interceptadas pelo MP, Perez teria oferecido sua conta-corrente para que o homem depositasse dinheiro para Leila e sua irmã, Rosânia Maria Ferreira da Silva, também presa.
R$ 2 mil para agente
Funcionário da Susepe, o agente penitenciário Vladimir Vilhena Pereira teria recebido, de acordo com promotores, complemento salarial de familiares de presos. Em 4 de outubro de 2008, um sábado, uma mulher teria prometido enviar dinheiro para as irmãs Leila e Rosânia e, junto, o valor correspondente ao acertado com Pereira. O dinheiro, diz a interlocutora em conversa flagrada com autorização judicial, seria depositado na conta do advogado das presas, que repassará para Pereira. Antes de se despedir, ela avisa para o agente penitenciário:
... em ligação telefônica, informa a VLADIMIR (Pereira) que vai enviar dinheiro para as apenadas LEILA e ROSÂNIA e junto um valor destinado ao agente penitenciário, aquele previamente ajustado e que será depositado na conta do advogado das presas, referindo, ainda, que se VLADIMIR (Pereira)“precisar de mais alguma coisa é só falar que ele mandará”.
Vinte e quatro horas mais tarde, a irmã das presas Leila e Rosânia avisa que R$ 300 estavam disponíveis na conta do advogado.
Um mês depois, ao anoitecer do dia 12 de novembro, Pereira teria se encontrado com a irmã das presas Leila e Rosânia na Rodoviária de Porto Alegre. Conforme o MP, o agente teria recebido R$ 2 mil no encontro.
Celular emprestado para detentas
Funcionários públicos estariam emprestando os seus celulares particulares para bandidos. Foi o que teria ocorrido no dia 8 de novembro de 2008, às 9h33min. Naquela manhã, o agente penitenciário Vladimir Vilhena Pereira faz uma ligação e alcança o aparelho para uma presa.
Durante o diálogo, ROSÂNIA solicita, com insistência, que verifique um notebook para a filha de VLADIMIR (Pereira), com o melhor preço que estiver no Paraguai, bem como este fale... para obter informações, na Argentina, relativo a um motor de automóvel da marca Peugeot para o mesmo agente penitenciário”.
Presas avisadas de inspeções
Servidores do Estado revelavam, com antecedência, a realização de inspeções periódicas feitas pelo Batalhão de Operações Especiais (BOE). Em 2 de fevereiro de 2009, o agente Vladimir Vilhena Pereira teria avisado que PMs realizariam, no dia seguinte, uma revista minuciosa na penitenciária.
Programada em conjunto pela corregedoria da Susepe, MP e Brigada Militar, a operação, destinada a recolher armas, drogas e celulares, realmente aconteceu, mas fracassou.
Associados para o tráfico
Para o MP, a complacência de funcionários públicos vai além da tolerância com o tráfico e o consumo de drogas.
Promotores identificaram indícios de que a direção do Madre Pelletier associou-se ao tráfico na prisão. Num dos trechos da denúncia oferecida à Justiça, consta: “... Rangel (Silvia Terezinha Rangel Silva, ex-diretora do Madre Pelletier), com poderes ilimitados dentro da penitenciária, uma vez que diretora do estabelecimento, entregava drogas à apenada Salete Fátima Machado.
Cantina privada
Promotores descobriram que as mordomias garantidas a três presas recolhidas no Pelletier incluíam celas individuais – numa penitenciárias onde 470 criminosas ocupam espaço destinado a 239 mulheres – e passeios escoltados por agentes penitenciários. Gozando da confiança da direção, Maria Cristina Silva Corrêa escolhia as demais apenadas que a assessoravam na cozinha. Utilizando gás, energia, fogão, freezer e geladeiras, pagos com impostos arrecadados pelo Estado, ela cozinhava bolos, pães, salgados e doces vendidos para presas. Segundo a denúncia, criaram “uma verdadeira cantina paralela” autorizada pela direção. A divisão dos lucros, sustentam os promotores, ocorria quando Cristina saía “escoltada” para fazer compras. No livro de ocorrências da penitenciária, foi registrado:
Contraponto
O que diz Ricardo Morales Brum, defensor de Mario Vitor Pereira de Arruda e Silvia Terezinha Rangel Silva.
“É uma denúncia infundada, mas prefiro aguardar a instrução processual, o que ainda não aconteceu, para me manifestar. Acho que será difícil comprovar as acusações apresentadas pelo Ministério Público.”
O que diz Vladimir Vilhena Pereira
“Não é hora de me manifestar. Já fui vítima de uma ação, em 2000, mas é tudo mentira. Estava fazendo um bom trabalho com a Rangel, estou com a minha consciência tranquila. Não sou de bater em presa. Quando saí de lá, tinha um abaixo-assinado para eu não sair. Fizeram um carnaval em cima, que meu Deus do céu. O meu advogado pediu para esperar.”
O que diz Valdir Antonio Perez
“Vou provar que sou inocente, mas prefiro não me manifestar.”
Fonte: www.zerohora.com
Uma investigação do Ministério Público, concluída em dezembro, revela que quatro servidores da Susepe lotados na Penitenciária Feminina Madre Pelletier teriam colaborado com criminosas ligadas ao tráfico. Entre os denunciados, está Silvia Terezinha Rangel Silva, ex-diretora da penitenciária. Confira seis pontos da denúncia:celulares para presas, escoltariam apenadas em passeios irregulares e receberiam dinheiro de traficantes. A investigação resultou no afastamento prévio da servidora do cargo.
A seguir, ZH revela como agiria o grupo formado por agentes da lei denunciados pelo MP por formação de quadrilha, peculado, incitação ao crime e associação para o tráfico. Como são funcionários públicos, a Justiça aguarda manifestação dos suspeitos para decidir se instaura ou não processo penal.
Um mimo do Paraguai
Às 16h33min de terça-feira, dia 2 de setembro de 2008, o telefone do auxiliar de serviços gerais Valdir Antonio Perez tocou na penitenciária feminina. Do outro lado da linha, o namorado de Leila Maria Ferreira da Silva, presa por tráfico de drogas e uma das 470 detentas do estabelecimento.
Funcionário da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Perez teria pedido um celular ao namorado da traficante. O presente, segundo o MP, chega às mãos do servidor nove dias após a conversa. O aparelho, utilizado por Perez, era emprestado para Leila conversar com o namorado – traficante residente em Foz do Iguaçu (PR).
Numa das conversas interceptadas pelo MP, Perez teria oferecido sua conta-corrente para que o homem depositasse dinheiro para Leila e sua irmã, Rosânia Maria Ferreira da Silva, também presa.
R$ 2 mil para agente
Funcionário da Susepe, o agente penitenciário Vladimir Vilhena Pereira teria recebido, de acordo com promotores, complemento salarial de familiares de presos. Em 4 de outubro de 2008, um sábado, uma mulher teria prometido enviar dinheiro para as irmãs Leila e Rosânia e, junto, o valor correspondente ao acertado com Pereira. O dinheiro, diz a interlocutora em conversa flagrada com autorização judicial, seria depositado na conta do advogado das presas, que repassará para Pereira. Antes de se despedir, ela avisa para o agente penitenciário:
... em ligação telefônica, informa a VLADIMIR (Pereira) que vai enviar dinheiro para as apenadas LEILA e ROSÂNIA e junto um valor destinado ao agente penitenciário, aquele previamente ajustado e que será depositado na conta do advogado das presas, referindo, ainda, que se VLADIMIR (Pereira)“precisar de mais alguma coisa é só falar que ele mandará”.
Vinte e quatro horas mais tarde, a irmã das presas Leila e Rosânia avisa que R$ 300 estavam disponíveis na conta do advogado.
Um mês depois, ao anoitecer do dia 12 de novembro, Pereira teria se encontrado com a irmã das presas Leila e Rosânia na Rodoviária de Porto Alegre. Conforme o MP, o agente teria recebido R$ 2 mil no encontro.
Celular emprestado para detentas
Funcionários públicos estariam emprestando os seus celulares particulares para bandidos. Foi o que teria ocorrido no dia 8 de novembro de 2008, às 9h33min. Naquela manhã, o agente penitenciário Vladimir Vilhena Pereira faz uma ligação e alcança o aparelho para uma presa.
Durante o diálogo, ROSÂNIA solicita, com insistência, que verifique um notebook para a filha de VLADIMIR (Pereira), com o melhor preço que estiver no Paraguai, bem como este fale... para obter informações, na Argentina, relativo a um motor de automóvel da marca Peugeot para o mesmo agente penitenciário”.
Presas avisadas de inspeções
Servidores do Estado revelavam, com antecedência, a realização de inspeções periódicas feitas pelo Batalhão de Operações Especiais (BOE). Em 2 de fevereiro de 2009, o agente Vladimir Vilhena Pereira teria avisado que PMs realizariam, no dia seguinte, uma revista minuciosa na penitenciária.
Programada em conjunto pela corregedoria da Susepe, MP e Brigada Militar, a operação, destinada a recolher armas, drogas e celulares, realmente aconteceu, mas fracassou.
Associados para o tráfico
Para o MP, a complacência de funcionários públicos vai além da tolerância com o tráfico e o consumo de drogas.
Promotores identificaram indícios de que a direção do Madre Pelletier associou-se ao tráfico na prisão. Num dos trechos da denúncia oferecida à Justiça, consta: “... Rangel (Silvia Terezinha Rangel Silva, ex-diretora do Madre Pelletier), com poderes ilimitados dentro da penitenciária, uma vez que diretora do estabelecimento, entregava drogas à apenada Salete Fátima Machado.
Cantina privada
Promotores descobriram que as mordomias garantidas a três presas recolhidas no Pelletier incluíam celas individuais – numa penitenciárias onde 470 criminosas ocupam espaço destinado a 239 mulheres – e passeios escoltados por agentes penitenciários. Gozando da confiança da direção, Maria Cristina Silva Corrêa escolhia as demais apenadas que a assessoravam na cozinha. Utilizando gás, energia, fogão, freezer e geladeiras, pagos com impostos arrecadados pelo Estado, ela cozinhava bolos, pães, salgados e doces vendidos para presas. Segundo a denúncia, criaram “uma verdadeira cantina paralela” autorizada pela direção. A divisão dos lucros, sustentam os promotores, ocorria quando Cristina saía “escoltada” para fazer compras. No livro de ocorrências da penitenciária, foi registrado:
Contraponto
O que diz Ricardo Morales Brum, defensor de Mario Vitor Pereira de Arruda e Silvia Terezinha Rangel Silva.
“É uma denúncia infundada, mas prefiro aguardar a instrução processual, o que ainda não aconteceu, para me manifestar. Acho que será difícil comprovar as acusações apresentadas pelo Ministério Público.”
O que diz Vladimir Vilhena Pereira
“Não é hora de me manifestar. Já fui vítima de uma ação, em 2000, mas é tudo mentira. Estava fazendo um bom trabalho com a Rangel, estou com a minha consciência tranquila. Não sou de bater em presa. Quando saí de lá, tinha um abaixo-assinado para eu não sair. Fizeram um carnaval em cima, que meu Deus do céu. O meu advogado pediu para esperar.”
O que diz Valdir Antonio Perez
“Vou provar que sou inocente, mas prefiro não me manifestar.”
Fonte: www.zerohora.com
R$ 1,5 mil por um celular
DEPOIMENTO DE PRESO RECOLHIDO HÁ UM ANO E OITO MESES NA PASC
“Os agentes penitenciários vendem celular por R$ 1,5 mil. Eu tenho comprovante de depósito de três agentes penitenciários, de dinheiro que familiares depositaram na conta deles. Na verdade, na conta de familiares dos agentes, familiares que têm o mesmo sobrenome deles. Os comprovantes estão com os meus familiares, na rua (o preso cita o nome dos agentes).”
Guardas introduzem aparelho
“Os celulares entram nas mãos dos guardas. Os guardas (agentes) entregam o telefone para o preso trabalhador, que leva para o preso que encomendou. Inclusive foi pego um agente penitenciário, há poucos dias, com 10 celulares vendendo dentro da galeria. Esse agente penitenciário era encarregado pelo setor que revisa os aparelhos de TV.”
Aparelhos eram revendidos
DEPOIMENTO DE PRESO QUE CUMPRIU PENA DURANTE TRÊS ANOS NA PENITENCIÁRIA MODULADA DE CHARQUEADAS
“Fui para lá em dezembro de 2007. Eu era um preso de confiança deles. Um diretor me pediu para eu ajudar, oferecendo, em troca, a minha permanência na casa. Eu não corria risco de ser removido. Colaborei. Eu contei para eles, então, umas tentativas de fuga que estavam ocorrendo. Eu ajudava a achar os celulares. Se encontravam 15 celulares, eram apresentados cinco. Os melhores eram separados e guardados. Eles faziam uma ocorrência dos cinco e o restante eles guardavam e revendiam por R$ 400. Tem celulares que vêm de fora. ”
15 celulares a cada duas semanas
“Quando eu comecei, eles me usavam, de 15 em 15 dias, para participar da geral (revista). Eu colocava os celulares numa mochila. Eles pegavam a mochila e os telefones e entregava para eles (agentes penitenciários). A cada 15 dias, voltava uma média de uns 15 celulares para a galeria.”
Fonte: www.zerohora.com
DEPOIMENTO DE PRESO RECOLHIDO HÁ UM ANO E OITO MESES NA PASC
“Os agentes penitenciários vendem celular por R$ 1,5 mil. Eu tenho comprovante de depósito de três agentes penitenciários, de dinheiro que familiares depositaram na conta deles. Na verdade, na conta de familiares dos agentes, familiares que têm o mesmo sobrenome deles. Os comprovantes estão com os meus familiares, na rua (o preso cita o nome dos agentes).”
Guardas introduzem aparelho
“Os celulares entram nas mãos dos guardas. Os guardas (agentes) entregam o telefone para o preso trabalhador, que leva para o preso que encomendou. Inclusive foi pego um agente penitenciário, há poucos dias, com 10 celulares vendendo dentro da galeria. Esse agente penitenciário era encarregado pelo setor que revisa os aparelhos de TV.”
Aparelhos eram revendidos
DEPOIMENTO DE PRESO QUE CUMPRIU PENA DURANTE TRÊS ANOS NA PENITENCIÁRIA MODULADA DE CHARQUEADAS
“Fui para lá em dezembro de 2007. Eu era um preso de confiança deles. Um diretor me pediu para eu ajudar, oferecendo, em troca, a minha permanência na casa. Eu não corria risco de ser removido. Colaborei. Eu contei para eles, então, umas tentativas de fuga que estavam ocorrendo. Eu ajudava a achar os celulares. Se encontravam 15 celulares, eram apresentados cinco. Os melhores eram separados e guardados. Eles faziam uma ocorrência dos cinco e o restante eles guardavam e revendiam por R$ 400. Tem celulares que vêm de fora. ”
15 celulares a cada duas semanas
“Quando eu comecei, eles me usavam, de 15 em 15 dias, para participar da geral (revista). Eu colocava os celulares numa mochila. Eles pegavam a mochila e os telefones e entregava para eles (agentes penitenciários). A cada 15 dias, voltava uma média de uns 15 celulares para a galeria.”
Fonte: www.zerohora.com
A extorsão vista sob dois ângulos
Depoimentos de uma agente penitenciária e de presos revelam como funciona a venda de favores e de celulares dentro das penitenciárias gaúchas
Segundo os presos
Revelações feitas por presidiários à Justiça ajudam a compreender por que condenados continuam usando celulares para praticar crimes.
Fonte: www.zerohora.com
Depoimentos de uma agente penitenciária e de presos revelam como funciona a venda de favores e de celulares dentro das penitenciárias gaúchas
Segundo os presos
Revelações feitas por presidiários à Justiça ajudam a compreender por que condenados continuam usando celulares para praticar crimes.
Fonte: www.zerohora.com
Acesso fácil para drogas e celulares
Mães e mulheres de presos agacham-se, nuas, sob a expectativa dos seguranças que algo seja expelido dos seus corpos antes de se encontrarem com filhos e maridos nas principais penitenciárias do Rio Grande do Sul.
A humilhação é tolerada sob a justificativa de que se trata de um método eficiente para evitar o ingresso de celulares, drogas e armas nas celas – mas celulares, drogas e armas continuam entrando nas prisões.
Se as visitas têm seus corpos investigados, quem faz chegar às mãos dos apenados telefones móveis de última geração, com acesso à internet, maconha, cocaína, crack, revólveres e pistolas?
Denúncias oferecidas à Justiça pelo Ministério Público (MP) e depoimentos de presos sugerem que agentes penitenciários têm colaborado para que presos se mantenham drogados, armados e conectados.
Aos 54 anos, o agente penitenciário José Renato do Nascimento Iorio, recolhido no Presídio Central, é suspeito de associar-se ao crime. Às 8h15min de 19 de setembro passado, Iorio foi flagrado com um tijolo de 575 gramas de maconha no pátio da Penitenciária Modulada de Charqueadas, onde exerceria a função de plantão de galeria. A droga, apuraram os investigadores, seria entregue a um preso que cumpre pena por tráfico. Além do entorpecente, embaixo do banco do motorista, enrolados numa sacola plástica, havia cinco celulares – três Nokia, um LG e um Motorola –, carregadores e baterias. Na denúncia oferecida pelo MP à Justiça em 21de dezembro, consta:
“O acusado José Renato (Iorio), em razão do seu cargo de agente penitenciário, era responsável por fazer ingressar a droga no interior da casa prisional, onde seria entregue a Vanderlei (preso), que se encarregaria da venda”.
Em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, sabe-se até quanto um agente supostamente cobra para levar um celular para dentro da Penitenciária Modulada Estadual: R$ 200. Esta é a importância em dinheiro que, segundo o promotor Rodrigo de Oliveira Vieira, responsável pela denúncia formalizada à Justiça em 2 de dezembro, o agente penitenciário Claiton Ubirajara Cavalheiro do Canto teria recebido para entregar um telefone ao presidiário Sílvio Sandro da Silveira.
– Foi eu quem entreguei o aparelho para o agente – disse a Zero Hora a mulher de Silveira, uma vendedora de 32 anos.
Remanejado para Santana do Livramento, Cavalheiro prefere não se manifestar sobre a denúncia do MP, mas nega envolvimento no crime.
Para se ter ideia do volume de celulares nas cadeias, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) tinha em seu poder, no final do ano passado, 6.374 aparelhos apreendidos entre outubro de 2006 e novembro de 2009.
Nas mãos de líderes de quadrilhas condenados no Estado, os telefones são utilizados para organizar assaltos. Em todas as nove operações realizadas pela Delegacia de Roubos no ano passado, que resultaram na prisão de 110 bandidos, havia presidiários flagrados ao telefone.
– Um dos motivos da prisão é retirar o cara do meio social, mas isso não existe mais. Os presos permanecem ligados ao mundo exterior, todos os dias, 24 horas por dia, cometendo crime, namorando, conversando com familiares. Alguns entram na prisão e, no mesmo dia, estão falando ao celular – diz Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Roubos.
Contraponto
O que diz Marcele Silva, advogada de José Renato do Nascimento Iorio
“O Renato foi preso por supostamente ter levado drogas e celulares para o presídio. Eu acompanhei o flagrante, em Charqueadas. O que aconteceu é que, quando ele chegou de carro ao trabalho, chamaram-no numa sala, onde estavam outros colegas dele. O carro acabou ficando aberto. Quando ele retornou ao veículo, disseram que havia drogas e celulares no carro. Mas ele não tem nenhuma relação com aquele material. Ele diz que está sendo prejudicado por alguns colegas”.
O que diz Claiton Ubirajara Cavalheiro do Canto
“Isso é uma mentira, mas não quero falar no assunto. Alguém falou que eu levei celular para um preso. Não tem prova nenhuma sobre isso.''
Fonte: http://www.zerohora.com/
Mães e mulheres de presos agacham-se, nuas, sob a expectativa dos seguranças que algo seja expelido dos seus corpos antes de se encontrarem com filhos e maridos nas principais penitenciárias do Rio Grande do Sul.
A humilhação é tolerada sob a justificativa de que se trata de um método eficiente para evitar o ingresso de celulares, drogas e armas nas celas – mas celulares, drogas e armas continuam entrando nas prisões.
Se as visitas têm seus corpos investigados, quem faz chegar às mãos dos apenados telefones móveis de última geração, com acesso à internet, maconha, cocaína, crack, revólveres e pistolas?
Denúncias oferecidas à Justiça pelo Ministério Público (MP) e depoimentos de presos sugerem que agentes penitenciários têm colaborado para que presos se mantenham drogados, armados e conectados.
Aos 54 anos, o agente penitenciário José Renato do Nascimento Iorio, recolhido no Presídio Central, é suspeito de associar-se ao crime. Às 8h15min de 19 de setembro passado, Iorio foi flagrado com um tijolo de 575 gramas de maconha no pátio da Penitenciária Modulada de Charqueadas, onde exerceria a função de plantão de galeria. A droga, apuraram os investigadores, seria entregue a um preso que cumpre pena por tráfico. Além do entorpecente, embaixo do banco do motorista, enrolados numa sacola plástica, havia cinco celulares – três Nokia, um LG e um Motorola –, carregadores e baterias. Na denúncia oferecida pelo MP à Justiça em 21de dezembro, consta:
“O acusado José Renato (Iorio), em razão do seu cargo de agente penitenciário, era responsável por fazer ingressar a droga no interior da casa prisional, onde seria entregue a Vanderlei (preso), que se encarregaria da venda”.
Em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, sabe-se até quanto um agente supostamente cobra para levar um celular para dentro da Penitenciária Modulada Estadual: R$ 200. Esta é a importância em dinheiro que, segundo o promotor Rodrigo de Oliveira Vieira, responsável pela denúncia formalizada à Justiça em 2 de dezembro, o agente penitenciário Claiton Ubirajara Cavalheiro do Canto teria recebido para entregar um telefone ao presidiário Sílvio Sandro da Silveira.
– Foi eu quem entreguei o aparelho para o agente – disse a Zero Hora a mulher de Silveira, uma vendedora de 32 anos.
Remanejado para Santana do Livramento, Cavalheiro prefere não se manifestar sobre a denúncia do MP, mas nega envolvimento no crime.
Para se ter ideia do volume de celulares nas cadeias, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) tinha em seu poder, no final do ano passado, 6.374 aparelhos apreendidos entre outubro de 2006 e novembro de 2009.
Nas mãos de líderes de quadrilhas condenados no Estado, os telefones são utilizados para organizar assaltos. Em todas as nove operações realizadas pela Delegacia de Roubos no ano passado, que resultaram na prisão de 110 bandidos, havia presidiários flagrados ao telefone.
– Um dos motivos da prisão é retirar o cara do meio social, mas isso não existe mais. Os presos permanecem ligados ao mundo exterior, todos os dias, 24 horas por dia, cometendo crime, namorando, conversando com familiares. Alguns entram na prisão e, no mesmo dia, estão falando ao celular – diz Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Roubos.
Contraponto
O que diz Marcele Silva, advogada de José Renato do Nascimento Iorio
“O Renato foi preso por supostamente ter levado drogas e celulares para o presídio. Eu acompanhei o flagrante, em Charqueadas. O que aconteceu é que, quando ele chegou de carro ao trabalho, chamaram-no numa sala, onde estavam outros colegas dele. O carro acabou ficando aberto. Quando ele retornou ao veículo, disseram que havia drogas e celulares no carro. Mas ele não tem nenhuma relação com aquele material. Ele diz que está sendo prejudicado por alguns colegas”.
O que diz Claiton Ubirajara Cavalheiro do Canto
“Isso é uma mentira, mas não quero falar no assunto. Alguém falou que eu levei celular para um preso. Não tem prova nenhuma sobre isso.''
Fonte: http://www.zerohora.com/
“Se tu tem cabeça fraca, tu cai”
Agente penitenciáriaZero Hora – Como é a relação entre presos e agentes?
Agente – Quem manda na cadeia, hoje, é o preso. Se tu quiser ficar vivo, tu diz amém. Eles pedem muita coisa. Hoje é sabonete, amanhã é jornal, depois é celular, cachaça, crack, tudo.
ZH – Que tipo de coisa?
Agente – Entra de tudo nas cadeias, e celular é o de menos. Sei de um colega que, em troca de dinheiro, levava arma e droga para dentro do presídio.
ZH – Como entram os celulares?
Agente – Tem preso que chega na tua cara e te oferece R$ 500 por um chip. Se tu tem cabeça fraca, tu cai. Mas depois que entrar nessa, não tem mais como sair.
ZH – Já lhe ofereceram suborno?
Agente – Uma vez um preso me ofereceu dinheiro para eu arrumar uma vaga para ele varrer o pátio. Eu disse que não faria isso, que se ele quisesse teria de arrumar com outro agente. Ele achou um colega que fez.
ZH – O que mais acontece?
Agente – Os presos descobrem coisas da vida pessoal dos agentes. Sabem, por exemplo, quem está passando por dificuldades financeiras. Aí começa a tortura. Oferecem dinheiro para poder sair em horários que deveriam estar na cela. Um colega meu aceitou e foi descoberto. Pensamos que ele ia ser exonerado, mas não deu nada. A única coisa que fizeram foi colocar ele em outra cadeia até a coisa esfriar.
ZH – Que casos?
Agente – Fiquei sabendo que um colega roubava cebola, tomate, batata, galinha, leite, do presídio. Ele levava tudo para casa. Eu chamei o cara para conversar e disse que não concordava com aquilo, que era uma vergonha.
ZH – Algum agente já lhe ameaçou por se negar a participar de um esquema?
Agente – Não, porque sabem que eu não sou de aceitar isso. Eu iria denunciar na hora.
ZH – Você não tem medo?
Agente – Já vesti mais a camiseta. Quando esses casos de agentes corruptos aparecem na mídia, a gente se sente mal. Fica a imagem de que todo agente é assim, mas não é verdade, tem gente honesta. O problema é que tu já não sabe mais em quem confiar. Tenho filhos, família. Não vou dar uma de herói. Prefiro ser uma medrosa viva.
Fonte: www.zerohora.com
Agente penitenciáriaZero Hora – Como é a relação entre presos e agentes?
Agente – Quem manda na cadeia, hoje, é o preso. Se tu quiser ficar vivo, tu diz amém. Eles pedem muita coisa. Hoje é sabonete, amanhã é jornal, depois é celular, cachaça, crack, tudo.
ZH – Que tipo de coisa?
Agente – Entra de tudo nas cadeias, e celular é o de menos. Sei de um colega que, em troca de dinheiro, levava arma e droga para dentro do presídio.
ZH – Como entram os celulares?
Agente – Tem preso que chega na tua cara e te oferece R$ 500 por um chip. Se tu tem cabeça fraca, tu cai. Mas depois que entrar nessa, não tem mais como sair.
ZH – Já lhe ofereceram suborno?
Agente – Uma vez um preso me ofereceu dinheiro para eu arrumar uma vaga para ele varrer o pátio. Eu disse que não faria isso, que se ele quisesse teria de arrumar com outro agente. Ele achou um colega que fez.
ZH – O que mais acontece?
Agente – Os presos descobrem coisas da vida pessoal dos agentes. Sabem, por exemplo, quem está passando por dificuldades financeiras. Aí começa a tortura. Oferecem dinheiro para poder sair em horários que deveriam estar na cela. Um colega meu aceitou e foi descoberto. Pensamos que ele ia ser exonerado, mas não deu nada. A única coisa que fizeram foi colocar ele em outra cadeia até a coisa esfriar.
ZH – Que casos?
Agente – Fiquei sabendo que um colega roubava cebola, tomate, batata, galinha, leite, do presídio. Ele levava tudo para casa. Eu chamei o cara para conversar e disse que não concordava com aquilo, que era uma vergonha.
ZH – Algum agente já lhe ameaçou por se negar a participar de um esquema?
Agente – Não, porque sabem que eu não sou de aceitar isso. Eu iria denunciar na hora.
ZH – Você não tem medo?
Agente – Já vesti mais a camiseta. Quando esses casos de agentes corruptos aparecem na mídia, a gente se sente mal. Fica a imagem de que todo agente é assim, mas não é verdade, tem gente honesta. O problema é que tu já não sabe mais em quem confiar. Tenho filhos, família. Não vou dar uma de herói. Prefiro ser uma medrosa viva.
Fonte: www.zerohora.com
A extorsão vista sob dois ângulos
Segundo uma agente
Com 20 anos de carreira, agente detalha que corrupção nas penitenciárias conta, muitas vezes, com a conivência dos diretores das casas.
Fonte: www.zerohora.com
Segundo uma agente
Com 20 anos de carreira, agente detalha que corrupção nas penitenciárias conta, muitas vezes, com a conivência dos diretores das casas.
Fonte: www.zerohora.com
Agentes contribuem para crime nas ruas
Embora tenham como epicentro as superlotadas cadeias gaúchas, as consequências das relações entre agentes penitenciários e o mundo do crime não se esgotam no cárcere.
Do lado de fora das grades, as atitudes de servidores corrompidos repercutem na vida de inocentes, engrossando as estatísticas de delitos como homicídios, furtos e assaltos.
Além de receberem regalias em troca do pagamento de propina – entre elas a permissão para sair da prisão e cometer crimes –, prisioneiros obtêm livre acesso a telefones celulares, transformados em armas dentro de celas e galerias. Por meio de ligações escusas, detentos comandam o tráfico de drogas, ordenam execuções e determinam ataques.
O problema é tão grave que, no ano passado, a Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital fez um rastreamento em sete prisões da Região Metropolitana atrás de celulares. Foram detectados nada menos do que 361 telefones móveis em uso e pelo menos 650 chips. Para juízes, promotores e policiais, não restam dúvidas de que, por trás desse descontrole, está a conivência de alguns agentes penitenciários corruptos.
Ao esquadrinhar os passos de um grupo de extermínio que vinha aterrorizando a população de Canoas nos últimos anos, agentes da 1ª Delegacia da Polícia Civil do município descobriram que seus líderes mandavam matar desafetos de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Por meio de telefones celulares, não apenas eram encomendados assassinatos, como também ouvidos os gritos de vítimas agonizando no momento da morte. Mais de 30 pessoas perderam a vida – entre elas inocentes, sem ficha na polícia. Não se descarta a possibilidade de que os criminosos contassem com a cobertura de servidores da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) para fazer as ligações livremente.
– No mínimo, houve negligência de agentes que atuavam lá dentro – resume o delegado Guilherme Pacífico.
À frente de uma megaofensiva deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma das maiores e mais perigosas quadrilhas de furto e roubo de veículos do Estado, o delegado Rafael França indiciou um agente penitenciário por suspeita de participação em um esquema que deixou centenas de gaúchos a pé.
Composto por mais de 70 pessoas, o grupo investigado pela PF seria responsável por uma rede criminosa completa, que atacava motoristas, adulterava carros, falsificava documentos e vendia automóveis clonados. O funcionário da Susepe Rodolfo Linck Oliveira, 57 anos, conhecido como Velho Linck, seria uma peça chave na organização, que, segundo os investigadores, tinha conexões em Santa Catarina, no Paraguai e no Uruguai.
Por não levantar suspeitas e gozar de benefícios em função do cargo, Linck seria responsável, conforme França, por guardar em sua casa, no bairro Sarandi, em Porto Alegre, armas usadas pela quadrilha e carros clonados. Um desses veículos – um Meriva com placas frias – foi flagrado na residência do suspeito.
– Linck dava um caráter lícito à quadrilha, afinal, quem iria dar uma batida na casa de um agente? Ninguém desconfiava dele, por isso ele cuidava das armas e dos carros clonados – diz França.
Ao todo, 72 pessoas foram denunciadas por envolvimento. Linck foi preso enquanto trabalhava, no Instituto Penal Miguel Dario, na Capital, e levado ao Presídio Central, de onde foi solto após10 dias de reclusão. O agente foi denunciado pelos crimes de formação de quadrilha e receptação e atualmente responde à Justiça em liberdade. O processo está tramitando na 1ª Vara Criminal do Foro do Sarandi, na Capital.
Conforme a Susepe, Linck foi transferido para outro presídio e continua trabalhando.
Contraponto
O que diz a advogada do agente Rodolfo Linck Oliveira, Rita Toschi Selbach:
“Meu cliente nega envolvimento no caso. Não há nada consistente contra ele. É um senhor de idade, que nunca se envolveu em problemas. Chegou a responder um processo administrativo disciplinar dentro da Susepe depois de ter sido preso e foi absolvido.”
Fonte: www.zerohora.com
Embora tenham como epicentro as superlotadas cadeias gaúchas, as consequências das relações entre agentes penitenciários e o mundo do crime não se esgotam no cárcere.
Do lado de fora das grades, as atitudes de servidores corrompidos repercutem na vida de inocentes, engrossando as estatísticas de delitos como homicídios, furtos e assaltos.
Além de receberem regalias em troca do pagamento de propina – entre elas a permissão para sair da prisão e cometer crimes –, prisioneiros obtêm livre acesso a telefones celulares, transformados em armas dentro de celas e galerias. Por meio de ligações escusas, detentos comandam o tráfico de drogas, ordenam execuções e determinam ataques.
O problema é tão grave que, no ano passado, a Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital fez um rastreamento em sete prisões da Região Metropolitana atrás de celulares. Foram detectados nada menos do que 361 telefones móveis em uso e pelo menos 650 chips. Para juízes, promotores e policiais, não restam dúvidas de que, por trás desse descontrole, está a conivência de alguns agentes penitenciários corruptos.
Ao esquadrinhar os passos de um grupo de extermínio que vinha aterrorizando a população de Canoas nos últimos anos, agentes da 1ª Delegacia da Polícia Civil do município descobriram que seus líderes mandavam matar desafetos de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Por meio de telefones celulares, não apenas eram encomendados assassinatos, como também ouvidos os gritos de vítimas agonizando no momento da morte. Mais de 30 pessoas perderam a vida – entre elas inocentes, sem ficha na polícia. Não se descarta a possibilidade de que os criminosos contassem com a cobertura de servidores da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) para fazer as ligações livremente.
– No mínimo, houve negligência de agentes que atuavam lá dentro – resume o delegado Guilherme Pacífico.
À frente de uma megaofensiva deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma das maiores e mais perigosas quadrilhas de furto e roubo de veículos do Estado, o delegado Rafael França indiciou um agente penitenciário por suspeita de participação em um esquema que deixou centenas de gaúchos a pé.
Composto por mais de 70 pessoas, o grupo investigado pela PF seria responsável por uma rede criminosa completa, que atacava motoristas, adulterava carros, falsificava documentos e vendia automóveis clonados. O funcionário da Susepe Rodolfo Linck Oliveira, 57 anos, conhecido como Velho Linck, seria uma peça chave na organização, que, segundo os investigadores, tinha conexões em Santa Catarina, no Paraguai e no Uruguai.
Por não levantar suspeitas e gozar de benefícios em função do cargo, Linck seria responsável, conforme França, por guardar em sua casa, no bairro Sarandi, em Porto Alegre, armas usadas pela quadrilha e carros clonados. Um desses veículos – um Meriva com placas frias – foi flagrado na residência do suspeito.
– Linck dava um caráter lícito à quadrilha, afinal, quem iria dar uma batida na casa de um agente? Ninguém desconfiava dele, por isso ele cuidava das armas e dos carros clonados – diz França.
Ao todo, 72 pessoas foram denunciadas por envolvimento. Linck foi preso enquanto trabalhava, no Instituto Penal Miguel Dario, na Capital, e levado ao Presídio Central, de onde foi solto após10 dias de reclusão. O agente foi denunciado pelos crimes de formação de quadrilha e receptação e atualmente responde à Justiça em liberdade. O processo está tramitando na 1ª Vara Criminal do Foro do Sarandi, na Capital.
Conforme a Susepe, Linck foi transferido para outro presídio e continua trabalhando.
Contraponto
O que diz a advogada do agente Rodolfo Linck Oliveira, Rita Toschi Selbach:
“Meu cliente nega envolvimento no caso. Não há nada consistente contra ele. É um senhor de idade, que nunca se envolveu em problemas. Chegou a responder um processo administrativo disciplinar dentro da Susepe depois de ter sido preso e foi absolvido.”
Fonte: www.zerohora.com
CORRUPÇÃO NA CADEIAS 1
Em meio a celas superlotadas e longe da fiscalização da sociedade, alguns agentes penitenciários subornam, facilitam acesso a armas e a celulares e torturam presosDentro das cadeias gaúchas, protegidos pela cumplicidade de presos e de seus familiares, agentes penitenciários gaúchos são acusados de vender drogas e celulares, liberar apenados sem autorização judicial e extorquir e torturar presidiários.
Face oculta do caos instalado nas decrépitas e superlotadas penitenciárias do Rio Grande do Sul, a realidade não se restringe às celas: ultrapassa muros e grades e repercute na vida de inocentes, fora das prisões, em todo o Estado.
Investigações desencadeadas por órgãos como Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Federal demonstram que as ações ilícitas de alguns servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) contribuem, direta e indiretamente, para a multiplicação de crimes como homicídios, furtos e roubos.
A maior parte dos casos, porém, sequer é investigada. Já que os delitos praticados pelos funcionários das cadeias gaúchas têm criminosos como vítimas ou comparsas, raramente chegam ao conhecimento das autoridades. Quando chegam, não são prioritários.
Caberia à Susepe coibir abusos e punir ilícitos no cárcere. Mas a estrutura da superintendência, ancorada nos anos 60, década de sua criação, conspira a favor da impunidade. Na Susepe, nada impede que o corregedor de hoje, responsável por reprimir desvios e depurar o órgão, seja o carcereiro de amanhã, abrindo e fechando celas no fundo de uma galeria, ombro a ombro com um colega por ele investigado.
O resultado é uma corregedoria permissiva, que pune condutas suspeitas transferindo funcionários – foi o que aconteceu com um agente indiciado pela Polícia Federal suspeito de participar de uma quadrilha de furto e roubo de veículos desarticulada no Estado. É um exemplo, mas há dezenas de situações semelhantes.
Medidas drásticas, como demissões, são incomuns. Em uma década, apenas 12 agentes foram expulsos num universo de 2,5 mil concursados. Para efeito de comparação, em igual período a Polícia Civil, com 5 mil integrantes, expurgou da corporação 165 maus policiais – um número sete vezes superior.
– A nossa legislação é diferente. Há uma sindicância e, posteriormente, o processo é enviado para a Procuradoria-geral do Estado (PGE), que decide sobre a demissão. Creio que foge da nossa atribuição eu afirmar o porquê de as demissões serem menores no sistema penitenciário. Em média, são instaurados entre 250 e 350 procedimentos por ano. Nos últimos cinco anos, 419 servidores sofreram algum tipo de punição – diz o corregedor-geral da Susepe, Homero Diógenes Negrello.
É nesse contexto que proliferam extorsões, achaques e espancamentos, como o ocorrido semana passada na Penitenciária Regional de Caxias do Sul. Flagrada pelas câmeras de vídeo da própria instituição, as imagens de agentes torturando presos abalaram a prisão que a Susepe considera modelo no Estado.
São tantas as denúncias que promotores da Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital decidiram agir. Até 2008, eles informavam à Polícia Civil, à corregedoria e à colegas do MP que atuam nas áreas criminais sobre os indícios de crime. Com exceções, a apuração era pífia. Agora, eles mesmo investigam.
O resultado, ainda tímido, já é percebido. No ano passado, 10 agentes foram presos e pelo menos 30 denunciados. De hoje a terça-feira, Zero Hora revela, em uma série de reportagens, como o crime corrói o cárcere.
Fonte: www.zerohora.com
Em meio a celas superlotadas e longe da fiscalização da sociedade, alguns agentes penitenciários subornam, facilitam acesso a armas e a celulares e torturam presosDentro das cadeias gaúchas, protegidos pela cumplicidade de presos e de seus familiares, agentes penitenciários gaúchos são acusados de vender drogas e celulares, liberar apenados sem autorização judicial e extorquir e torturar presidiários.
Face oculta do caos instalado nas decrépitas e superlotadas penitenciárias do Rio Grande do Sul, a realidade não se restringe às celas: ultrapassa muros e grades e repercute na vida de inocentes, fora das prisões, em todo o Estado.
Investigações desencadeadas por órgãos como Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Federal demonstram que as ações ilícitas de alguns servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) contribuem, direta e indiretamente, para a multiplicação de crimes como homicídios, furtos e roubos.
A maior parte dos casos, porém, sequer é investigada. Já que os delitos praticados pelos funcionários das cadeias gaúchas têm criminosos como vítimas ou comparsas, raramente chegam ao conhecimento das autoridades. Quando chegam, não são prioritários.
Caberia à Susepe coibir abusos e punir ilícitos no cárcere. Mas a estrutura da superintendência, ancorada nos anos 60, década de sua criação, conspira a favor da impunidade. Na Susepe, nada impede que o corregedor de hoje, responsável por reprimir desvios e depurar o órgão, seja o carcereiro de amanhã, abrindo e fechando celas no fundo de uma galeria, ombro a ombro com um colega por ele investigado.
O resultado é uma corregedoria permissiva, que pune condutas suspeitas transferindo funcionários – foi o que aconteceu com um agente indiciado pela Polícia Federal suspeito de participar de uma quadrilha de furto e roubo de veículos desarticulada no Estado. É um exemplo, mas há dezenas de situações semelhantes.
Medidas drásticas, como demissões, são incomuns. Em uma década, apenas 12 agentes foram expulsos num universo de 2,5 mil concursados. Para efeito de comparação, em igual período a Polícia Civil, com 5 mil integrantes, expurgou da corporação 165 maus policiais – um número sete vezes superior.
– A nossa legislação é diferente. Há uma sindicância e, posteriormente, o processo é enviado para a Procuradoria-geral do Estado (PGE), que decide sobre a demissão. Creio que foge da nossa atribuição eu afirmar o porquê de as demissões serem menores no sistema penitenciário. Em média, são instaurados entre 250 e 350 procedimentos por ano. Nos últimos cinco anos, 419 servidores sofreram algum tipo de punição – diz o corregedor-geral da Susepe, Homero Diógenes Negrello.
É nesse contexto que proliferam extorsões, achaques e espancamentos, como o ocorrido semana passada na Penitenciária Regional de Caxias do Sul. Flagrada pelas câmeras de vídeo da própria instituição, as imagens de agentes torturando presos abalaram a prisão que a Susepe considera modelo no Estado.
São tantas as denúncias que promotores da Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital decidiram agir. Até 2008, eles informavam à Polícia Civil, à corregedoria e à colegas do MP que atuam nas áreas criminais sobre os indícios de crime. Com exceções, a apuração era pífia. Agora, eles mesmo investigam.
O resultado, ainda tímido, já é percebido. No ano passado, 10 agentes foram presos e pelo menos 30 denunciados. De hoje a terça-feira, Zero Hora revela, em uma série de reportagens, como o crime corrói o cárcere.
Fonte: www.zerohora.com
Susepe envia 44 agentes para Penitenciária de Caxias do Sul
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) está enviando nesta sexta-feira (16/04) 40 agentes penitenciários e quatro agentes penitenciários administrativos para trabalharem na Penitenciária Regional de Caxias do Sul. Os novos funcionários, que tomaram posse na última segunda-feira (12/04), começariam nesta sexta-feira um curso de extensão na Academia da Brigada Militar, mas por determinação do superintendente Mario Santa Maria Junior, e pela necessidade de serviços, estão seguindo para iniciar imediatamente o trabalho em Caxias do Sul.
Mario Santa Maria Junior explica que na próxima segunda-feira (19/04) mais 40 agentes penitenciários e 04 agentes penitenciários administrativos seguirão para Osório, para iniciar as atividades na Penitenciária Modulada. Ressalta que dos 178 novos agentes recentemente nomeados, 90 seguirão o curso de extensão sobre o regime semiaberto na Brigada Militar, para lotação posterior em outras unidades prisionais do Rio Grande do Sul.
Fonte: www.ssp.rs.gov.br
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) está enviando nesta sexta-feira (16/04) 40 agentes penitenciários e quatro agentes penitenciários administrativos para trabalharem na Penitenciária Regional de Caxias do Sul. Os novos funcionários, que tomaram posse na última segunda-feira (12/04), começariam nesta sexta-feira um curso de extensão na Academia da Brigada Militar, mas por determinação do superintendente Mario Santa Maria Junior, e pela necessidade de serviços, estão seguindo para iniciar imediatamente o trabalho em Caxias do Sul.
Mario Santa Maria Junior explica que na próxima segunda-feira (19/04) mais 40 agentes penitenciários e 04 agentes penitenciários administrativos seguirão para Osório, para iniciar as atividades na Penitenciária Modulada. Ressalta que dos 178 novos agentes recentemente nomeados, 90 seguirão o curso de extensão sobre o regime semiaberto na Brigada Militar, para lotação posterior em outras unidades prisionais do Rio Grande do Sul.
Fonte: www.ssp.rs.gov.br
Os Super-Hérois das Cadeias voltaram....
Colapso devolve à Brigada papel-chave nas penitenciárias
Corporação volta a intervir no sistema penal, assumindo administração de penitenciária caxiense e de três novos albergues
Quinze anos após desencadear uma intervenção maciça em presídios gaúchos e uma década depois de anunciar sua retirada gradual das prisões, a Brigada Militar foi chamada a retomar parte do controle que exercia sobre o sistema penitenciário.
Oficiais PMs assumiram ontem a administração da Penitenciária Regional de Caxias do Sul, após um conturbado período de fugas, motim e flagrantes de agressões de agentes a presos. E planejam controlar três albergues do semiaberto que devem ser inaugurados em Charqueadas, Osório e na Capital.
É uma ocupação, embora a cúpula da Brigada Militar prefira definir como uma “colaboração” com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). A ideia, mesmo que não descrita oficialmente, é impedir que presos escapem ou que, na tentativa de contê-los, esses apenados sejam espancados. A receita deu certo em 15 anos de administrações de grandes presídios por parte da BM e será agora ampliada. Há um consenso de que fugas, brigas e relatos de corrupção diminuem ante a presença dos PMs.
A decisão de militarizar os novos presídios gaúchos foi tomada no último sábado, logo depois que PMs tiveram de ser deslocados até a penitenciária de Caxias para retirar os agentes penitenciários envolvidos no espancamento de presos. A intervenção foi acertada em reunião realizada no Centro Administrativo do Estado e que teve a participação, entre outros, do comandante da BM, coronel João Carlos Trindade, da secretária-geral de Governo, Ana Pellini, do secretário estadual do Planejamento, Matheus Bandeira, e do secretário estadual da Segurança Pública, Edson Goularte. O que todos querem é que os novos albergues não comecem sob o estigma de um velho dilema, a epidemia de fugas no regime semiaberto, que acontece nos locais controlados por agentes.
– Vamos garantir um bom início de trabalhos, sem prejudicar o policiamento das ruas. Depois sairemos – resume o coronel Trindade.
Em Caxias do Sul, assumem 50 PMs experientes – veteranos da administração de presídios na Capital e em Charqueadas. Eles serão comandados pelo major César Augusto Ferreira, ex-diretor do Presídio Central.
PMs devem comandar penitenciária por 30 dias
A intervenção acontece após episódios de espancamento de detentos na cidade da Serra, que resultaram em sete agentes penitenciários afastados. PMs devem comandar a penitenciária por cerca de 30 dias, enquanto os novos agentes penitenciários passam por treinamento, ministrado pela BM.
A situação será diferente nos novos albergues. Cada um deles receberá cinco PMs que irão orientar o trabalho de 20 agentes penitenciários, em cada casa. Os albergues funcionam em Charqueadas, em Osório e na Capital.
Com as quatro novas casas para administrar, a BM ficará no comando de seis prisões gaúchas – as outras duas são o Presídio Central de Porto Alegre e a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ). Nessas duas prisões, os PMs estão há 15 anos, embora a previsão inicial fosse de ficar seis meses.
Fonte: http://www.zerohora.com/
Corporação volta a intervir no sistema penal, assumindo administração de penitenciária caxiense e de três novos albergues
Quinze anos após desencadear uma intervenção maciça em presídios gaúchos e uma década depois de anunciar sua retirada gradual das prisões, a Brigada Militar foi chamada a retomar parte do controle que exercia sobre o sistema penitenciário.
Oficiais PMs assumiram ontem a administração da Penitenciária Regional de Caxias do Sul, após um conturbado período de fugas, motim e flagrantes de agressões de agentes a presos. E planejam controlar três albergues do semiaberto que devem ser inaugurados em Charqueadas, Osório e na Capital.
É uma ocupação, embora a cúpula da Brigada Militar prefira definir como uma “colaboração” com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). A ideia, mesmo que não descrita oficialmente, é impedir que presos escapem ou que, na tentativa de contê-los, esses apenados sejam espancados. A receita deu certo em 15 anos de administrações de grandes presídios por parte da BM e será agora ampliada. Há um consenso de que fugas, brigas e relatos de corrupção diminuem ante a presença dos PMs.
A decisão de militarizar os novos presídios gaúchos foi tomada no último sábado, logo depois que PMs tiveram de ser deslocados até a penitenciária de Caxias para retirar os agentes penitenciários envolvidos no espancamento de presos. A intervenção foi acertada em reunião realizada no Centro Administrativo do Estado e que teve a participação, entre outros, do comandante da BM, coronel João Carlos Trindade, da secretária-geral de Governo, Ana Pellini, do secretário estadual do Planejamento, Matheus Bandeira, e do secretário estadual da Segurança Pública, Edson Goularte. O que todos querem é que os novos albergues não comecem sob o estigma de um velho dilema, a epidemia de fugas no regime semiaberto, que acontece nos locais controlados por agentes.
– Vamos garantir um bom início de trabalhos, sem prejudicar o policiamento das ruas. Depois sairemos – resume o coronel Trindade.
Em Caxias do Sul, assumem 50 PMs experientes – veteranos da administração de presídios na Capital e em Charqueadas. Eles serão comandados pelo major César Augusto Ferreira, ex-diretor do Presídio Central.
PMs devem comandar penitenciária por 30 dias
A intervenção acontece após episódios de espancamento de detentos na cidade da Serra, que resultaram em sete agentes penitenciários afastados. PMs devem comandar a penitenciária por cerca de 30 dias, enquanto os novos agentes penitenciários passam por treinamento, ministrado pela BM.
A situação será diferente nos novos albergues. Cada um deles receberá cinco PMs que irão orientar o trabalho de 20 agentes penitenciários, em cada casa. Os albergues funcionam em Charqueadas, em Osório e na Capital.
Com as quatro novas casas para administrar, a BM ficará no comando de seis prisões gaúchas – as outras duas são o Presídio Central de Porto Alegre e a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ). Nessas duas prisões, os PMs estão há 15 anos, embora a previsão inicial fosse de ficar seis meses.
Fonte: http://www.zerohora.com/
Ampliada a participação da Brigada Militar no sistema penitenciário
Além da Penitenciária Regional de Caxias do Sul, mais três albergues serão comandados pela BM
A Penitenciária Regional de Caxias do Sul (PRCS) já está sob o comando da Brigada Militar. O comandante da BM, João Trindade, e o superintendente da SUSEPE, Mário Santa Maria, receberam os novos agentes penitenciários que lá desempenharão suas atribuições.
A ideia é a de que a BM permaneça por 30 dias comandando a penitenciária, instituindo uma filosofia de trabalho chamada pelo governo estadual de "Novo Paradigma".
Além da PRCS, está previsto que a BM comandará mais três albergues, prestes a serem inaugurados: o anexo da Penitenciária Estadual do Jacuí, o anexo da Penitenciária Modulada Estadual de Osório e o Albergue Feminino em Porto Alegre.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
Além da Penitenciária Regional de Caxias do Sul, mais três albergues serão comandados pela BM
A Penitenciária Regional de Caxias do Sul (PRCS) já está sob o comando da Brigada Militar. O comandante da BM, João Trindade, e o superintendente da SUSEPE, Mário Santa Maria, receberam os novos agentes penitenciários que lá desempenharão suas atribuições.
A ideia é a de que a BM permaneça por 30 dias comandando a penitenciária, instituindo uma filosofia de trabalho chamada pelo governo estadual de "Novo Paradigma".
Além da PRCS, está previsto que a BM comandará mais três albergues, prestes a serem inaugurados: o anexo da Penitenciária Estadual do Jacuí, o anexo da Penitenciária Modulada Estadual de Osório e o Albergue Feminino em Porto Alegre.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
FOI CONCEDIDA LIMINAR SOBRE CARGA HORÁRIA DO PARADIGMA.
Fim da linha para a carga horária discriminatória, escravagista, estressante, e por aí vai...
Nós, Servidores Penitenciários, conseguimos uma vitória importante para o sistema prisional gaúcho.
Nós não somos ratinhos de laboratório, sendo submetidos às experiências de governantes ocasionais. Querem mostrar o quê e para quem? Qual a finalidade dessas experiências? Impor uma vontade pessoal (vaidade)? Querem provar o quê para quem? Nós não somos e nunca seremos “saco de pancadas”! Somos um Quadro Especial de Servidores Penitenciários.
Com muito orgulho. Temos nossas mazelas. Quem não tem que atire a primeira pedra. Porém, somos aguerridos. Sabemos respeitar e exigimos respeito! Nós, Servidores Penitenciários que cuidamos de uma parcela doente da sociedade, merecemos respeito pelo nosso trabalho. Nunca nos intrometemos no trabalho de ninguém, afinal NÓS sabemos qual é NOSSA missão.
A seguir a Liminar concedida suspendendo a Portaria 025/2010-SSP que instituiu plantões de 08h, o qual a partir de agora, deve ser plantão de 24h por 72 h de folga.
POR ÚLTIMO, VALE LEMBRAR.
DECISÃO JUDICIAL, CUMPRA-SE!
Fonte: http://www.amapergs-sindicato.org.br
Fim da linha para a carga horária discriminatória, escravagista, estressante, e por aí vai...
Nós, Servidores Penitenciários, conseguimos uma vitória importante para o sistema prisional gaúcho.
Nós não somos ratinhos de laboratório, sendo submetidos às experiências de governantes ocasionais. Querem mostrar o quê e para quem? Qual a finalidade dessas experiências? Impor uma vontade pessoal (vaidade)? Querem provar o quê para quem? Nós não somos e nunca seremos “saco de pancadas”! Somos um Quadro Especial de Servidores Penitenciários.
Com muito orgulho. Temos nossas mazelas. Quem não tem que atire a primeira pedra. Porém, somos aguerridos. Sabemos respeitar e exigimos respeito! Nós, Servidores Penitenciários que cuidamos de uma parcela doente da sociedade, merecemos respeito pelo nosso trabalho. Nunca nos intrometemos no trabalho de ninguém, afinal NÓS sabemos qual é NOSSA missão.
A seguir a Liminar concedida suspendendo a Portaria 025/2010-SSP que instituiu plantões de 08h, o qual a partir de agora, deve ser plantão de 24h por 72 h de folga.
POR ÚLTIMO, VALE LEMBRAR.
DECISÃO JUDICIAL, CUMPRA-SE!
Fonte: http://www.amapergs-sindicato.org.br
Do Blog http://achcavalcanti.blogspot.com/
Problemas em Caxias do Sul - a solução
Brigada Militar assume a direção da Penitenciária Regional de Caxias do Sul
Depois dos últimos acontecimentos, o governo do Estado decidiu que a Brigada Militar assumirá, a partir desta sexta-feira, a direção da Penitenciária Regional de Caxias do Sul (PRCS), por cerca de 30 dias, período em que 35 agentes penitenciários recentemente nomeados e designados para trabalhar no estabelecimento passarão por treinamento.
Segundo o chefe do Estado Maior da BM, Cel Hildebrando Sanfelice, a intervenção acontecerá para garantir o funcionamento da penitenciária durante o período de capacitação, em uma ação que integra o que o governo chama de "Novo Paradigma", projeto cuja pretensão é a de que isto seja implementado em todas as casas prisionais e que começou no albergue da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ). O ato de intervenção será marcado com uma solenidade hoje, às 15h, com a presença do comandante-geral da BM.
_____________________________________________________
Provavelmente, quase todos os servidores penitenciários ficarão irados com a notícia, haverá discursos inflamados de que não estão nos respeitando, quem é a BM para nos ensinar a trabalhar e tal e coisa.
Pois nesse caso especificamente, assim como tem ocorrido em muitos outros, eu afirmo que o nosso pessoal é que errou, deixando o flanco aberto ao não trabalhar como devia.
No final do ano de 2009 estive representando a Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário em uma reunião na 7ª Delegacia Penitenciária Regional, com a presença do delegado penitenciário e dos diretores e chefes das atividades de segurança e disciplina das casas prisionais da região.
Eu tinha em mãos dados estatísticos e outras informações, que indicavam a necessidade de serem adotadas alterações profundas quantos aos procedimentos na área de segurança e disciplina na PRCS. Foram mais de 2 horas de explanações e debates, em que notei uma resistência muito grande da então direção da PRCS, além de alguns dos presentes, em aceitarem as ponderações e sugestões, a ponto de ter que encerrar a parte que cabia à CGSP, dizendo: "pessoal, o recado está dado. Vocês estão adotando alguns procedimentos que trarão problemas e colocarão suas carreiras profissionais em risco, caso não os modifiquem".
E aí está a consequência. Continuaram a trabalhar do mesmo jeito. Não aceitaram as orientações da Corregedoria na época. Assim, só nos resta o silêncio desanimador, acatando passivamente as decisões superiores.
Se nós não demonstramos competência para trabalhar corretamente, dentro do que manda a lei, outros o farão. Ponto final.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
Brigada Militar assume a direção da Penitenciária Regional de Caxias do Sul
Depois dos últimos acontecimentos, o governo do Estado decidiu que a Brigada Militar assumirá, a partir desta sexta-feira, a direção da Penitenciária Regional de Caxias do Sul (PRCS), por cerca de 30 dias, período em que 35 agentes penitenciários recentemente nomeados e designados para trabalhar no estabelecimento passarão por treinamento.
Segundo o chefe do Estado Maior da BM, Cel Hildebrando Sanfelice, a intervenção acontecerá para garantir o funcionamento da penitenciária durante o período de capacitação, em uma ação que integra o que o governo chama de "Novo Paradigma", projeto cuja pretensão é a de que isto seja implementado em todas as casas prisionais e que começou no albergue da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ). O ato de intervenção será marcado com uma solenidade hoje, às 15h, com a presença do comandante-geral da BM.
_____________________________________________________
Provavelmente, quase todos os servidores penitenciários ficarão irados com a notícia, haverá discursos inflamados de que não estão nos respeitando, quem é a BM para nos ensinar a trabalhar e tal e coisa.
Pois nesse caso especificamente, assim como tem ocorrido em muitos outros, eu afirmo que o nosso pessoal é que errou, deixando o flanco aberto ao não trabalhar como devia.
No final do ano de 2009 estive representando a Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário em uma reunião na 7ª Delegacia Penitenciária Regional, com a presença do delegado penitenciário e dos diretores e chefes das atividades de segurança e disciplina das casas prisionais da região.
Eu tinha em mãos dados estatísticos e outras informações, que indicavam a necessidade de serem adotadas alterações profundas quantos aos procedimentos na área de segurança e disciplina na PRCS. Foram mais de 2 horas de explanações e debates, em que notei uma resistência muito grande da então direção da PRCS, além de alguns dos presentes, em aceitarem as ponderações e sugestões, a ponto de ter que encerrar a parte que cabia à CGSP, dizendo: "pessoal, o recado está dado. Vocês estão adotando alguns procedimentos que trarão problemas e colocarão suas carreiras profissionais em risco, caso não os modifiquem".
E aí está a consequência. Continuaram a trabalhar do mesmo jeito. Não aceitaram as orientações da Corregedoria na época. Assim, só nos resta o silêncio desanimador, acatando passivamente as decisões superiores.
Se nós não demonstramos competência para trabalhar corretamente, dentro do que manda a lei, outros o farão. Ponto final.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
Secretaria da Segurança Pública emite Nota de Esclarecimento
Problemas na Penitenciária Regional de Caxias do Sul motivaram ações da SSP conforme nota abaixo
Nota de Esclarecimento sobre o episódio na Penitenciária de Caxias do Sul
Em decorrência do episódio envolvendo agressões praticadas por agentes penitenciários a apenado na Penitenciária Regional de Caxias do Sul, a Secretaria da Segurança Pública tem a informar que:
1) imediatamente ao fato ocorrido, todas as providências investigativas e punitivas foram adotadas, com a instauração de sindicância e o afastamento dos agentes penitenciários envolvidos;
2) embora o fato seja isolado, será implementada uma auditoria de gestão no sistema prisional gaúcho, através da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage);
3) a partir desta sexta-feira (16), a Penitenciária Regional de Caxias do Sul será incluída no Programa do Novo Paradigma de Administração Prisional, em uma ação absolutamente transparente e conjunta entre a Susepe e a Brigada Militar;
4) como medida decorrente, serão realizadas ações teóricas e práticas, por intermédio de uma turma do curso de aperfeiçoamento dos novos agentes penitenciários, reforçando a segurança, adequada às circunstâncias;
5) outras medidas estão sendo adotadas, entre elas:
- construção do muro;
- melhoria do sistema de monitoramento e vigilância;
- ampliação das equipes de tratamento penal (assistentes sociais, psicólogas e advogados) e uma equipe responsável pelo gerenciamento do trabalho prisional.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
Problemas na Penitenciária Regional de Caxias do Sul motivaram ações da SSP conforme nota abaixo
Nota de Esclarecimento sobre o episódio na Penitenciária de Caxias do Sul
Em decorrência do episódio envolvendo agressões praticadas por agentes penitenciários a apenado na Penitenciária Regional de Caxias do Sul, a Secretaria da Segurança Pública tem a informar que:
1) imediatamente ao fato ocorrido, todas as providências investigativas e punitivas foram adotadas, com a instauração de sindicância e o afastamento dos agentes penitenciários envolvidos;
2) embora o fato seja isolado, será implementada uma auditoria de gestão no sistema prisional gaúcho, através da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage);
3) a partir desta sexta-feira (16), a Penitenciária Regional de Caxias do Sul será incluída no Programa do Novo Paradigma de Administração Prisional, em uma ação absolutamente transparente e conjunta entre a Susepe e a Brigada Militar;
4) como medida decorrente, serão realizadas ações teóricas e práticas, por intermédio de uma turma do curso de aperfeiçoamento dos novos agentes penitenciários, reforçando a segurança, adequada às circunstâncias;
5) outras medidas estão sendo adotadas, entre elas:
- construção do muro;
- melhoria do sistema de monitoramento e vigilância;
- ampliação das equipes de tratamento penal (assistentes sociais, psicólogas e advogados) e uma equipe responsável pelo gerenciamento do trabalho prisional.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
quarta-feira, 14 de abril de 2010

Polícia encontra revólver dentro de bola jogada no pátio de presídio em Erechim
Delegado diz que prática é inédita na cidade
Em ano de Copa do Mundo, os criminosos apostavam que uma bola de futebol passaria despercebida ao ser jogada pelo muro, para dentro do pátio do Presídio Estadual de Erechim. Foi gol contra. O peso excessivo fez com que os policiais militares revistassem a bola que tinha um recheio inusitado: entre pedaços de espuma e trapos de tecido, estava um revólver calibre 38 e 18 munições intactas.
O delegado Gerson Fraga da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento disse que é comum a tentativa de jogar drogas para dentro do presídio, mas a combinação usada para fazer entrar uma arma é inédita na cidade. A suspeita é que a arma pudesse ser usada para matar um preso, ou ainda numa tentativa arrojada de fuga.
Fonte: www.zerohora.com
Só não entendi o que a brigada estava fazendo no pátio? Ainda, o Delegado falando sobre cadeia? Cadê os Agentes? Será que não foram eles que encontraram essa arma?
terça-feira, 13 de abril de 2010
Fuga com algemas
Preso por tráfico em Lajeado, no Vale do Taquari, Cassiano Pereira, 28 anos, fugiu algemado da DP. Às 10h20min, ele foi detido no bairro São José com 10 pedras de crack e cerca de R$ 20.
Segundo a delegada Flávia Frey, quando foi assinar o flagrante, às 15h30min, o preso jogou-se contra a porta da delegacia e saiu correndo. Cerca de uma hora depois ele foi recapturado novamente no bairro São José.
Fonte: www.zerohora.com
Preso por tráfico em Lajeado, no Vale do Taquari, Cassiano Pereira, 28 anos, fugiu algemado da DP. Às 10h20min, ele foi detido no bairro São José com 10 pedras de crack e cerca de R$ 20.
Segundo a delegada Flávia Frey, quando foi assinar o flagrante, às 15h30min, o preso jogou-se contra a porta da delegacia e saiu correndo. Cerca de uma hora depois ele foi recapturado novamente no bairro São José.
Fonte: www.zerohora.com

GOVERNADORA HOMENAGEIA AGENTE PENITENCIÁRIO JAIR FIORIN.
A governadora do Estado, Yeda Crusius, através do decreto nº 47.166, de 07 de abril de 2010 e publicado no Diário Oficial em 08 de abril de 2010, homenageia o agente penitenciário Jair Fiorin, que no exercício das atribuições de seu cargo colocou em risco a própria vida para cumprir seu trabalho.
Pelo decreto, a governadora denomina Penitenciária Estadual Modulada Agente Penitenciário Jair Fiorin, a Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro. Em janeiro de 2005, o agente foi ferido quando do resgate de dois apenados que eram conduzidos a um hospital, após terem se ferido numa briga. Não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Jair Fiorin nasceu em Independência, RS, em 14 de novembro de 1972. Trabalhou na Penitenciária Modulada de Ijuí, transferindo-se posteriormente para a Penitenciária Modulada de Montenegro. Era casado e não tinha filhos.
Fonte: www.susepe.rs.gov.br
Do Blog de http://achcavalcanti.blogspot.com
TJRS instaura processo disciplinar contra juíza Data (16.04.08)
O Órgão Especial do TJRS, por maioria, acolheu, em sua sessão de anteontem (14), a instauração de processo disciplinar contra a juíza Sonáli da Cruz Zluhan, titular da 3ª Vara Criminal de Caxias do Sul, na qual são processadas as execuções penais. O relator foi o desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, corregedor-geral da Justiça.
A decisão foi tomada com base em representações dos agentes do M.P. em Caxias do Sul, pedindo a advertência ou a remoção compulsória da magistrada, por descumprimento de acórdãos - com trânsito em julgado - proferidos por Câmaras Criminais.
Segundo ainda o M.P., algumas decisões da magistrada autorizando impropriamente a conversão ao regime semi-aberto de condenados, fez com que os agentes ministeriais tivessem que ingressar com inúmeros agravos de instrumento. "Réus liberados pela juíza, voltam à prática reiterada de crimes na cidade" - diz um dos promotores. (Processos administrativos nºs 0010-07/000916-0 e 0010-06/002299-7.
O saite oficial do Ministério Público Estadual - transcrevendo matéria do jornal O Pioneiro - registra que "o TJRS tem reformado nove entre dez decisões da juíza Sonáli, que não tem considerado falta grave as fugas de detentos do regime semi-aberto". O MP, que recorre das decisões desde 2004, já interpôs180 recursos. Desse número, os desembargadores analisaram 97 casos, sendo que 89 foram favoráveis aos pedidos do MP. Decisões da juíza foram mantidas em apenas oito casos.
Há quem veja as decisões da magistrada sob outra ótica. Em 7 de dezembro de 2006, Sonáli recebeu uma homenagem especial da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, em reconhecimento "ao trabalho realizado pela juíza, sempre norteado pelo sentido de justiça, com empenho em priorizar a inclusão social, diminuindo a distância entre as mazelas sociais e o caos social, implantando uma nova ordem mais igualitária e justa para todos".
.........................
Leia a matéria seguinte
.........................
"O perfil clássico de um magistrado não se encaixa em Sonáli Zluhan"
Em matéria de página inteira, o jornal Zero Hora, em sua edição de 11 de junho de 2006, analisou Sonáli como pessoa e como juíza e concluiu que "o perfil clássico de um magistrado não se encaixa em Sonáli Zluhan; ela veste jeans e botas de salto alto, tem seis tatuagens no corpo, já usou piercing no nariz, tem página no Orkut, é vegetariana e aprecia o esoterismo".
O piercing foi abandonado em 2005 porque irritava a pele. "O vestuário simples e as tatuagens são mantidos como marca da informalidade e como expressão de seu modo de vida" - refere o jornal.
É assim que ela deseja ser respeitada. "Acho uma afronta vir empetecada para uma audiência; recebo gente pobre" - resume a juíza. Ela pergunta e também responde: "quem já viu um grandão dos crimes do colarinho-branco ou algum desses sanguessugas das ambulâncias superfaturadas cumprindo pena? Aqui em Caxias não tem nenhum."
Fonte: Pesquisas de Internet Site http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=10824
O Órgão Especial do TJRS, por maioria, acolheu, em sua sessão de anteontem (14), a instauração de processo disciplinar contra a juíza Sonáli da Cruz Zluhan, titular da 3ª Vara Criminal de Caxias do Sul, na qual são processadas as execuções penais. O relator foi o desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, corregedor-geral da Justiça.
A decisão foi tomada com base em representações dos agentes do M.P. em Caxias do Sul, pedindo a advertência ou a remoção compulsória da magistrada, por descumprimento de acórdãos - com trânsito em julgado - proferidos por Câmaras Criminais.
Segundo ainda o M.P., algumas decisões da magistrada autorizando impropriamente a conversão ao regime semi-aberto de condenados, fez com que os agentes ministeriais tivessem que ingressar com inúmeros agravos de instrumento. "Réus liberados pela juíza, voltam à prática reiterada de crimes na cidade" - diz um dos promotores. (Processos administrativos nºs 0010-07/000916-0 e 0010-06/002299-7.
O saite oficial do Ministério Público Estadual - transcrevendo matéria do jornal O Pioneiro - registra que "o TJRS tem reformado nove entre dez decisões da juíza Sonáli, que não tem considerado falta grave as fugas de detentos do regime semi-aberto". O MP, que recorre das decisões desde 2004, já interpôs180 recursos. Desse número, os desembargadores analisaram 97 casos, sendo que 89 foram favoráveis aos pedidos do MP. Decisões da juíza foram mantidas em apenas oito casos.
Há quem veja as decisões da magistrada sob outra ótica. Em 7 de dezembro de 2006, Sonáli recebeu uma homenagem especial da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, em reconhecimento "ao trabalho realizado pela juíza, sempre norteado pelo sentido de justiça, com empenho em priorizar a inclusão social, diminuindo a distância entre as mazelas sociais e o caos social, implantando uma nova ordem mais igualitária e justa para todos".
.........................
Leia a matéria seguinte
.........................
"O perfil clássico de um magistrado não se encaixa em Sonáli Zluhan"
Em matéria de página inteira, o jornal Zero Hora, em sua edição de 11 de junho de 2006, analisou Sonáli como pessoa e como juíza e concluiu que "o perfil clássico de um magistrado não se encaixa em Sonáli Zluhan; ela veste jeans e botas de salto alto, tem seis tatuagens no corpo, já usou piercing no nariz, tem página no Orkut, é vegetariana e aprecia o esoterismo".
O piercing foi abandonado em 2005 porque irritava a pele. "O vestuário simples e as tatuagens são mantidos como marca da informalidade e como expressão de seu modo de vida" - refere o jornal.
É assim que ela deseja ser respeitada. "Acho uma afronta vir empetecada para uma audiência; recebo gente pobre" - resume a juíza. Ela pergunta e também responde: "quem já viu um grandão dos crimes do colarinho-branco ou algum desses sanguessugas das ambulâncias superfaturadas cumprindo pena? Aqui em Caxias não tem nenhum."
Fonte: Pesquisas de Internet Site http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=10824
Ciro Fabres - Mirante, Jornal Pioneiro
QUEM NÃO FEZ AGORA CORRE
O que houve na sexta-feira na Penitenciária Regional, no Apanhador, deve ser muito bem esclarecido. Denúncias existem para serem apuradas. Independentemente disso, a turbulência do sistema penitenciário em Caxias do Sul reflete as dificuldades de gestão resultantes do tratamento negligente dado pelo Governo do Estado aos investimentos necessários.
Desprezou-se acordo com o Ministério Público homologado pela Justiça que previa ocupação gradual condicionada à construção de muralha e guaritas. E faltou investimento em pessoal, em agentes penitenciários. Só agora são nomeados 185 para todo o Estado. Por várias vezes, houve pressão das autoridades do Judiciário para aparelhamento da casa prisional, mas sem consequência.
O resultado dessa defasagem toda se dá agora, sob forma de fuga e de tensão causadas pela dificuldade do contigente de servidores em administrar o ambiente carcerário.
O governo, apesar do discurso da penitenciária modelo, sempre negligenciou na atenção à unidade do Apanhador. Agora precisou vir às pressas a Caxias, com o superintendente-geral da Susepe e o secretário de Segurança Pública, para tentar controlar a situação e oferecer satisfações à Justiça e a comunidade. Tomara aprenda a lição e faça o dever de casa.
A PROPÓSITO - Imagem comprometida
A governadora Yeda Crusius (PSDB), pré-candidata à reeleição, bem que tinha vontade de apresentar aos gaúchos suas ações na área carcerária como exemplares. As turbulências recentes em Caxias, porém, comprometem seus esforços e indicam uma dificuldade especial de gestão. Existe até um programa estruturante, mas ele não resultou no investimento onde ele é imprescindível.
Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxias do Sul.
O que houve na sexta-feira na Penitenciária Regional, no Apanhador, deve ser muito bem esclarecido. Denúncias existem para serem apuradas. Independentemente disso, a turbulência do sistema penitenciário em Caxias do Sul reflete as dificuldades de gestão resultantes do tratamento negligente dado pelo Governo do Estado aos investimentos necessários.
Desprezou-se acordo com o Ministério Público homologado pela Justiça que previa ocupação gradual condicionada à construção de muralha e guaritas. E faltou investimento em pessoal, em agentes penitenciários. Só agora são nomeados 185 para todo o Estado. Por várias vezes, houve pressão das autoridades do Judiciário para aparelhamento da casa prisional, mas sem consequência.
O resultado dessa defasagem toda se dá agora, sob forma de fuga e de tensão causadas pela dificuldade do contigente de servidores em administrar o ambiente carcerário.
O governo, apesar do discurso da penitenciária modelo, sempre negligenciou na atenção à unidade do Apanhador. Agora precisou vir às pressas a Caxias, com o superintendente-geral da Susepe e o secretário de Segurança Pública, para tentar controlar a situação e oferecer satisfações à Justiça e a comunidade. Tomara aprenda a lição e faça o dever de casa.
A PROPÓSITO - Imagem comprometida
A governadora Yeda Crusius (PSDB), pré-candidata à reeleição, bem que tinha vontade de apresentar aos gaúchos suas ações na área carcerária como exemplares. As turbulências recentes em Caxias, porém, comprometem seus esforços e indicam uma dificuldade especial de gestão. Existe até um programa estruturante, mas ele não resultou no investimento onde ele é imprescindível.
Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxias do Sul.
‘O Estado e a Susepe não barganham’ Entrevista com o Superintendente!!!
O superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, veio ontem a Caxias para anunciar medidas para contornar a crise no sistema prisional. Contudo, data, ele só deu para a chegada de novos agentes. Santa Maria assegurou que as três sindicâncias em andamento na cidade – fuga dos presos do Apanhador e agressões contra presos nas duas cadeias – estão em andamento, mas também não disse quando elas serão concluídas. Em pouco mais de 20 minutos de entrevista coletiva, Santa Maria assegurou que o modelo implantado no Apanhador não ruiu e a crise será superada com o oferecimento de trabalho e assistência para os apenados.
Pioneiro: O senhor esteve na Serra ontem (domingo), mas não foi ao Apanhador por causa do risco de rebelião que só foi contornada porque os agentes estenderam o horário de visita até a noite?
Mario Santa Maria Junior: Não. Encontrei com o delegado (regional da Susepe) próximo ao Centro e repassei todas as atribuições e tarefas, mas não foi por esse motivo (risco de rebelião)
Pioneiro: Na sua opinião, o modelo diferenciado para o cumprimento de pena instalado na Penitenciária Regional está ruindo?
Santa Maria: Não. Não tem nada a ver. O rumo é outro. Assumi há um ano a Susepe e como servidor do quadro conheço a realidade de todo o Estado. Aqui em Caxias, sempre estivemos propostos a fazer novas regras. De um tempo para cá começamos a observar com mais atenção da Penitenciária Regional para poder implantar esse modelo.
Pioneiro: Quais motivos que levaram a maioria dos agentes lotados quando a cadeia foi ocupada para outros presídios?
Santa Maria: Nós completamos esse efetivo com diarista. A partir do momento que não se tem um número grande de apenados a gente começa a retirar servidores.
Pioneiro: A Susepe não coloca em risco o presídio e a própria segurança dos agentes quando deixar que a massa carcerária veja 15 agentes sendo levados detidos por PMs?
Santa Maria: A Susepe não verifica as questões penais, somente administrativa. A pergunta deve ser direcionada a pessoa que fez a condução desses agentes.
Pioneiro: Mas solicitação para a prisão aconteceu a pedido do corregedor-geral da Susepe....
Santa Maria: A solicitação para resolver o problema. A questão da condução é com o judiciário ou MP local. Nosso dever é informar ao MP e ao Judiciário. Cada um tem seu método de trabalho.
Pioneiro: O Apanhador segue com o mesmo modelo de cumprimento de pena, com os detentos fechados 22 horas por dia nas celas, sem energia elétrica nas celas e usando uniformes?
Santa Maria: Com certeza. Temos o objetivo de trazer essa disciplina para todo o sistema prisional. Vamos dar trabalho para os presos para eles não ficarem tanto tempo dentro da cela. O resto permanece.
Pioneiro: O Estado estaria disposto a barganhar com os presos, a exemplo do que foi feito domingo quando o horária de visita foi ampliado para não haver tumulto?
Santa Maria: O Estado e a Susepe não barganham. Se negocia o que é melhor para a paz e a ordem.
Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxia sdo Sul.
Agora, quem fala a verdade? Quem deu a ordem de prisão? Nem a própria instituição defende seus servidores! Então ficam reféns de presos, da própria instituição e da incompetência do Estado em dar condições dignas de trabalho aos servidores.
O superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, veio ontem a Caxias para anunciar medidas para contornar a crise no sistema prisional. Contudo, data, ele só deu para a chegada de novos agentes. Santa Maria assegurou que as três sindicâncias em andamento na cidade – fuga dos presos do Apanhador e agressões contra presos nas duas cadeias – estão em andamento, mas também não disse quando elas serão concluídas. Em pouco mais de 20 minutos de entrevista coletiva, Santa Maria assegurou que o modelo implantado no Apanhador não ruiu e a crise será superada com o oferecimento de trabalho e assistência para os apenados.
Pioneiro: O senhor esteve na Serra ontem (domingo), mas não foi ao Apanhador por causa do risco de rebelião que só foi contornada porque os agentes estenderam o horário de visita até a noite?
Mario Santa Maria Junior: Não. Encontrei com o delegado (regional da Susepe) próximo ao Centro e repassei todas as atribuições e tarefas, mas não foi por esse motivo (risco de rebelião)
Pioneiro: Na sua opinião, o modelo diferenciado para o cumprimento de pena instalado na Penitenciária Regional está ruindo?
Santa Maria: Não. Não tem nada a ver. O rumo é outro. Assumi há um ano a Susepe e como servidor do quadro conheço a realidade de todo o Estado. Aqui em Caxias, sempre estivemos propostos a fazer novas regras. De um tempo para cá começamos a observar com mais atenção da Penitenciária Regional para poder implantar esse modelo.
Pioneiro: Quais motivos que levaram a maioria dos agentes lotados quando a cadeia foi ocupada para outros presídios?
Santa Maria: Nós completamos esse efetivo com diarista. A partir do momento que não se tem um número grande de apenados a gente começa a retirar servidores.
Pioneiro: A Susepe não coloca em risco o presídio e a própria segurança dos agentes quando deixar que a massa carcerária veja 15 agentes sendo levados detidos por PMs?
Santa Maria: A Susepe não verifica as questões penais, somente administrativa. A pergunta deve ser direcionada a pessoa que fez a condução desses agentes.
Pioneiro: Mas solicitação para a prisão aconteceu a pedido do corregedor-geral da Susepe....
Santa Maria: A solicitação para resolver o problema. A questão da condução é com o judiciário ou MP local. Nosso dever é informar ao MP e ao Judiciário. Cada um tem seu método de trabalho.
Pioneiro: O Apanhador segue com o mesmo modelo de cumprimento de pena, com os detentos fechados 22 horas por dia nas celas, sem energia elétrica nas celas e usando uniformes?
Santa Maria: Com certeza. Temos o objetivo de trazer essa disciplina para todo o sistema prisional. Vamos dar trabalho para os presos para eles não ficarem tanto tempo dentro da cela. O resto permanece.
Pioneiro: O Estado estaria disposto a barganhar com os presos, a exemplo do que foi feito domingo quando o horária de visita foi ampliado para não haver tumulto?
Santa Maria: O Estado e a Susepe não barganham. Se negocia o que é melhor para a paz e a ordem.
Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxia sdo Sul.
Agora, quem fala a verdade? Quem deu a ordem de prisão? Nem a própria instituição defende seus servidores! Então ficam reféns de presos, da própria instituição e da incompetência do Estado em dar condições dignas de trabalho aos servidores.

Resumo do Problema. Solução tardia!
- Em efeito cascata, o sistema prisional caxiense começou a desmoronar em março. No dia 27, dois agentes teriam agredido presos da Pics por motivos ainda investigados pela Susepe. Por isso, detentos se amotinaram e somente a juíza Sonáli da Cruz Zluhan conseguiu contornar a situação. Os dois agentes foram transferidos para outras cadeias.
- Na sexta-feira passada, o delegado regional Carlos Moreira dos Passos foi substituído por Everson Corrêa Munhos. A queda de Carlinhos, como Passos é conhecido, se deu a partir dos problemas nas duas cadeias de Caxias do Sul. Ao deixar o cargos, ele afirmou ter feito o que podia com os recursos disponíveis.
- Na sexta-feira passada, agentes teriam agredido um apenado na Percs. Um dos agentes telefonou para a corregedoria da Susepe, informando o ocorrido. O corregedor-geral, Homéro Diógenes, solicitou auxilio da Justiça. Na madrugada de sábado, 15 agentes deixaram o Apanhador em viaturas da BM. Dentro das galerias, a massa carcerária explodiu em êxtase.
- A quase prisão dos agentes deu força aos apenados. Na noite de sábado, quando parte de um grupo especial da Susepe, acionado para reforçar a segurança, deixou o presídio, a cadeia ficou sob a responsabilidade de 10 agentes. Os detentos começaram uma “bateção” (quando eles chutam as portas das celas). Com poucos agentes, a visita de familiares de presos marcada para domingo atrasou. A cadeia quase “explodiu” (uma grande rebelião).
- No domingo, o superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, tinha uma visita programada à Percs, segundo a própria assessoria. Porém, ele não foi até a localidade de Apanhador. Ontem, alegou que revolveu as questões em um encontro com o novo delegado regional da Susepe. Mas fontes asseguram que Santa Maria só não foi à Percs por não haver segurança e risco de motim, o que, se ele estivesse na cadeia, seria um vexame para o governo.
- Como resultado do problema do final de semana, sete agentes suspeitos de agressões ao preso ficarão afastados das atividades até o final da investigação. Os outros oito servidores serão reintegrados na próxima segunda ao trabalho. Alguns solicitaram afastamento alegando problemas ocasionados pelo desgaste emocional, segundo Fabiano Hoff, presidente da Associação dos Servidores Penitenciários de Caxias.
Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxias do Sul.
Não é o ''Modelo'' que está errado é os valores que estão invertido!!!
UM MODELO EM COLAPSO
Promessa da construção de um muro e o reforço de agentes foi a maneira que o Estado encontrou para tentar contornar a crise prisional caxiense. A medida seria insuficiente para salvar o sistema diferenciado para o cumprimento de pena que a Susepe implantou na Penitenciária Regional. Um princípio de motim, fuga, a interdição judicial, agressões contra preso, afastamento de agentes e a intervenção da corregedoria mostram o descontrole na cadeia inaugurada para ser modelo no governo Yeda Crusius.
ENTREVISTA: Sonáli da Cruz Zluhan, juíza da Vara de Execuções Criminais em Caxias do Sul Caxias do Sul – Somente depois de o sistema prisional caxiense ter entrado em colapso é que o governo do Estado resolveu tentar salvar a cadeia eleita para ser modelo no país. Ontem à tarde, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) anunciou a construção de um muro no entorno do complexo orçado em R$ 4 milhões e o reforço de 35 agentes na Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs). Os novos servidores devem estar na cidade a partir da próxima segunda-feira. A muralha está na fase de projeto e não tem data para ser iniciada e concluída.
Porém, para conseguir reconstruir o modelo diferenciado de cumprimento de pena e fazer a única cadeia para detentos do regime fechado inaugurada no governo Yeda Crusius (PSDB) dar certo, na opinião de quem trabalha com o sistema prisional, não bastam mais servidores e proteção contra fugas. Os detentos perderam o respeito pelo agentes e começam a colocar contra a parede o regime disciplinar mais rígido do sistema prisional gaúcho. Apenados, familiares e agentes temem o resultado final de uma iminente rebelião geral na Percs e que possivelmente seria seguida pela Penitenciária Industrial de Caxias (Pics).
A derrocada do conceito de presídio modelo se iniciou no dia seguinte à ocupação da cadeia, em outubro de 2008. O presídio havia sido considerado inseguro por técnicos da Susepe, Ministério Público e Brigada Militar (BM). Mesmo assim, o Estado decidiu levar gradualmente os detentos para a localidade de Apanhador. A única maneira para garantir o funcionamento da prisão era lotá-la com agentes. No início da ocupação das 432 vagas, havia 85 agentes. Um a um eles foram deixando o presídio e fragilizando cada vez mais uma estrutura que todos no sistema prisional desconheciam. A Percs é a única cadeia que segue o modelo americano no Estado. Alguns por problemas pessoais, mas a maioria deles retornou para sua região de origem graças ao lobby de políticos e empresários.
A falta de agentes e a insegurança interna apontados por estudos do próprio governo, da BM e do MP endureceu ainda mais a disciplina na cadeia e, aos poucos, foi minando o sistema. Para conseguir manter o projeto da Percs, os presos passaram a ficar 22 horas por dia trancados dentro de suas celas. Os refeitórios, onde todos os detentos fariam três refeições diárias, foram abolidos. A sala de aula nunca funcionou e o trabalho que seria oferecido em amplas salas se resumiu a atividades simples, como costura de bolas e montagem de chaveiros.
– Sem agentes não tem como ficar movimentando o preso dentro da cadeia. O negócio é deixá-lo fechado na cela. Uma hora de pátio e outra solto na galeria – disse um servidor que trabalhou no Apanhador.
O novo sistema desagradou a presos, acostumados com tabaco, TV e rádios na celas e a possibilidade de cozinhar e receber alimentos. Eles não aceitaram usar uniformes e chinelos de dedo. Aos poucos, a Percs ganhou a fama de pior cadeia gaúcha. Para o detento, a única vantagem oferecida no complexo do Apanhador seria cumprir pena em uma cadeia que não estava lotada.
Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxias do Sul.
Então tá! O modelo de prisão desagradou os presos...Vamos seguir o que o Jornalista Datena da TV Bandeirantes disse ontem: -Vamos deixar os presos sair e vamos nós lá pra dentro assim pode ser que teremos um pouco mais de segurança!!!
Promessa da construção de um muro e o reforço de agentes foi a maneira que o Estado encontrou para tentar contornar a crise prisional caxiense. A medida seria insuficiente para salvar o sistema diferenciado para o cumprimento de pena que a Susepe implantou na Penitenciária Regional. Um princípio de motim, fuga, a interdição judicial, agressões contra preso, afastamento de agentes e a intervenção da corregedoria mostram o descontrole na cadeia inaugurada para ser modelo no governo Yeda Crusius.
ENTREVISTA: Sonáli da Cruz Zluhan, juíza da Vara de Execuções Criminais em Caxias do Sul Caxias do Sul – Somente depois de o sistema prisional caxiense ter entrado em colapso é que o governo do Estado resolveu tentar salvar a cadeia eleita para ser modelo no país. Ontem à tarde, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) anunciou a construção de um muro no entorno do complexo orçado em R$ 4 milhões e o reforço de 35 agentes na Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs). Os novos servidores devem estar na cidade a partir da próxima segunda-feira. A muralha está na fase de projeto e não tem data para ser iniciada e concluída.
Porém, para conseguir reconstruir o modelo diferenciado de cumprimento de pena e fazer a única cadeia para detentos do regime fechado inaugurada no governo Yeda Crusius (PSDB) dar certo, na opinião de quem trabalha com o sistema prisional, não bastam mais servidores e proteção contra fugas. Os detentos perderam o respeito pelo agentes e começam a colocar contra a parede o regime disciplinar mais rígido do sistema prisional gaúcho. Apenados, familiares e agentes temem o resultado final de uma iminente rebelião geral na Percs e que possivelmente seria seguida pela Penitenciária Industrial de Caxias (Pics).
A derrocada do conceito de presídio modelo se iniciou no dia seguinte à ocupação da cadeia, em outubro de 2008. O presídio havia sido considerado inseguro por técnicos da Susepe, Ministério Público e Brigada Militar (BM). Mesmo assim, o Estado decidiu levar gradualmente os detentos para a localidade de Apanhador. A única maneira para garantir o funcionamento da prisão era lotá-la com agentes. No início da ocupação das 432 vagas, havia 85 agentes. Um a um eles foram deixando o presídio e fragilizando cada vez mais uma estrutura que todos no sistema prisional desconheciam. A Percs é a única cadeia que segue o modelo americano no Estado. Alguns por problemas pessoais, mas a maioria deles retornou para sua região de origem graças ao lobby de políticos e empresários.
A falta de agentes e a insegurança interna apontados por estudos do próprio governo, da BM e do MP endureceu ainda mais a disciplina na cadeia e, aos poucos, foi minando o sistema. Para conseguir manter o projeto da Percs, os presos passaram a ficar 22 horas por dia trancados dentro de suas celas. Os refeitórios, onde todos os detentos fariam três refeições diárias, foram abolidos. A sala de aula nunca funcionou e o trabalho que seria oferecido em amplas salas se resumiu a atividades simples, como costura de bolas e montagem de chaveiros.
– Sem agentes não tem como ficar movimentando o preso dentro da cadeia. O negócio é deixá-lo fechado na cela. Uma hora de pátio e outra solto na galeria – disse um servidor que trabalhou no Apanhador.
O novo sistema desagradou a presos, acostumados com tabaco, TV e rádios na celas e a possibilidade de cozinhar e receber alimentos. Eles não aceitaram usar uniformes e chinelos de dedo. Aos poucos, a Percs ganhou a fama de pior cadeia gaúcha. Para o detento, a única vantagem oferecida no complexo do Apanhador seria cumprir pena em uma cadeia que não estava lotada.
Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxias do Sul.
Então tá! O modelo de prisão desagradou os presos...Vamos seguir o que o Jornalista Datena da TV Bandeirantes disse ontem: -Vamos deixar os presos sair e vamos nós lá pra dentro assim pode ser que teremos um pouco mais de segurança!!!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A Solução!
Estado anuncia construção de muro na Penitenciária Regional de Caxias
Superintendente garantiu a vinda de 35 agentes penitenciários para a próxima segunda-feira
O superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, anunciou na tarde desta segunda-feira em reunião em Caxias do Sul que o Estado vai construir um muro no entorno da Penitenciária Regional de Caxias do Sul, na localidade do Apanhador.
Além do muro, o superintendente garantiu a vinda de 35 agentes penitenciários para Caxias na próxima segunda-feira.
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) trabalha para contornar a crise no sistema prisional de Caxias do Sul. A situação se agravou no final de semana com o afastamento de 15 agentes que teriam se envolvido em um suposto caso de tortura contra um preso na Penitenciária Regional (Percs), no Apanhador.
Na sexta-feira, o delegado regional Carlos Moreira dos Passos já havia sido destituído do cargo depois de uma série de problemas registrados nos últimos dias, entre eles a fuga de três apenados do Apanhador e um motim na Penitenciária Industrial (Pics).
Fonte: www.zerohora.com
Superintendente garantiu a vinda de 35 agentes penitenciários para a próxima segunda-feira
O superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, anunciou na tarde desta segunda-feira em reunião em Caxias do Sul que o Estado vai construir um muro no entorno da Penitenciária Regional de Caxias do Sul, na localidade do Apanhador.
Além do muro, o superintendente garantiu a vinda de 35 agentes penitenciários para Caxias na próxima segunda-feira.
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) trabalha para contornar a crise no sistema prisional de Caxias do Sul. A situação se agravou no final de semana com o afastamento de 15 agentes que teriam se envolvido em um suposto caso de tortura contra um preso na Penitenciária Regional (Percs), no Apanhador.
Na sexta-feira, o delegado regional Carlos Moreira dos Passos já havia sido destituído do cargo depois de uma série de problemas registrados nos últimos dias, entre eles a fuga de três apenados do Apanhador e um motim na Penitenciária Industrial (Pics).
Fonte: www.zerohora.com
Mais um curso de Polícia...
Susepe empossa 185 novos agentes penitenciários nesta segunda-feira
Os 185 novos agentes penitenciários, aprovados no concurso da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e nomeados no dia 24 de março último, tomam posse nesta segunda-feira (12/04), na Divisão de Recursos Humanos (DRH) do órgão. Os agentes realizarão, a partir de quarta-feira (14/04), durante 30 dias, curso de extensão na Academia da Brigada Militar. O efetivo será distribuído em várias casas prisionais do Rio Grande do Sul.
Os novos servidores da Susepe preenchem necessidades de pessoal geradas a partir de demandas com as novas vagas prisionais, que serão liberadas até o final do ano. As posses estão inseridas no Programa Estruturante Cidadão Seguro, dentro do Projeto Recomposição dos Efetivos.
Fonte: www.ssp.rs.gov.br
Os 185 novos agentes penitenciários, aprovados no concurso da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e nomeados no dia 24 de março último, tomam posse nesta segunda-feira (12/04), na Divisão de Recursos Humanos (DRH) do órgão. Os agentes realizarão, a partir de quarta-feira (14/04), durante 30 dias, curso de extensão na Academia da Brigada Militar. O efetivo será distribuído em várias casas prisionais do Rio Grande do Sul.
Os novos servidores da Susepe preenchem necessidades de pessoal geradas a partir de demandas com as novas vagas prisionais, que serão liberadas até o final do ano. As posses estão inseridas no Programa Estruturante Cidadão Seguro, dentro do Projeto Recomposição dos Efetivos.
Fonte: www.ssp.rs.gov.br
Crise no sistema prisional traz secretário de Segurança do Estado a Caxias nesta segunda.
Uma coletiva com Edson de Oliveira Goularte e representantes da Susepe está agendada para as 16h.
O secretário estadual de Segurança, Edson de Oliveira Goularte, e o superintendente dos Serviços Penitenciários (Susepe), Mario Santa Maria Junior, vêm a Caxias do Sul na tarde desta segunda-feira para tratar sobre a crise no sistema penitenciário da cidade. Uma coletiva com a imprensa está prevista para as 16h, na Delegacia Regional.
A expectativa é de que as autoridades anunciem medidas em relação ao afastamento de 15 agentes, que teriam se envolvido em um suposto caso de tortura contra um preso na Penitenciária Regional (Percs) do Apanhador, e também em relação à interdição da Percs.
Esse presídio está fechado para o ingresso de novos presos desde a metade de março. A interdição foi determinada pela juiza Sonáli da Cruz Zluhan, que pede ao Estado soluções aos problemas de segurança na casa de detenção.
Fonte: www.zerohora.com
Uma coletiva com Edson de Oliveira Goularte e representantes da Susepe está agendada para as 16h.
O secretário estadual de Segurança, Edson de Oliveira Goularte, e o superintendente dos Serviços Penitenciários (Susepe), Mario Santa Maria Junior, vêm a Caxias do Sul na tarde desta segunda-feira para tratar sobre a crise no sistema penitenciário da cidade. Uma coletiva com a imprensa está prevista para as 16h, na Delegacia Regional.
A expectativa é de que as autoridades anunciem medidas em relação ao afastamento de 15 agentes, que teriam se envolvido em um suposto caso de tortura contra um preso na Penitenciária Regional (Percs) do Apanhador, e também em relação à interdição da Percs.
Esse presídio está fechado para o ingresso de novos presos desde a metade de março. A interdição foi determinada pela juiza Sonáli da Cruz Zluhan, que pede ao Estado soluções aos problemas de segurança na casa de detenção.
Fonte: www.zerohora.com
Boa Iniciativa!!!
Associação dos Servidores Penitenciários lança manifesto nesta segunda-feira em Caxias.
A entidade questiona tratamento do Estado a agentes da Penitenciária Regional do Apanhador
A Associação dos Servidores Penitenciários da Comarca de Caxias do Sul (Asserpe) vai entregar a veículos de comunicação, na tarde desta segunda-feira, um manifesto questionando o tratamento dado pelo Estado a agentes que atuam na Penitenciária Regional (Percs) do Apanhador.
No final de semana, 15 agentes da casa de detenção foram afastados porque teriam se envolvido em um suposto caso de tortura contra um preso na Percs.
— Não podemos ser responsabilizados por uma deficiência estrutural e pessoal. É grave condenar 15 agentes, acusando-os de tortura, quando os fatos nem foram apurados — critica o presidente da Asserpe, Fabiano Hoff .
Fonte: www.zerohora.com
A entidade questiona tratamento do Estado a agentes da Penitenciária Regional do Apanhador
A Associação dos Servidores Penitenciários da Comarca de Caxias do Sul (Asserpe) vai entregar a veículos de comunicação, na tarde desta segunda-feira, um manifesto questionando o tratamento dado pelo Estado a agentes que atuam na Penitenciária Regional (Percs) do Apanhador.
No final de semana, 15 agentes da casa de detenção foram afastados porque teriam se envolvido em um suposto caso de tortura contra um preso na Percs.
— Não podemos ser responsabilizados por uma deficiência estrutural e pessoal. É grave condenar 15 agentes, acusando-os de tortura, quando os fatos nem foram apurados — critica o presidente da Asserpe, Fabiano Hoff .
Fonte: www.zerohora.com
Pela entrevista a solução é liberar geral.

“Vão ocorrer mais problemas”
Sonáli da Cruz Zluhan, juíza da Vara de Execuções Criminais em Caxias do Sul
O presídio que deveria ser modelo virou o mais temido pelos presos. Segundo a juíza Sonáli da Cruz Zluhan, da Vara de Execuções Criminais de Caxias, o desvio do projeto original transformou a Penitenciária Regional de Caxias em um pesadelo para os detentos. Falhas de segurança e falta de agentes penitenciários, afirma ela, criaram um clima de tensão que pode ter favorecido a ocorrência de torturas. Na entrevista a seguir, a juíza afirma que novos problemas acontecerão se não fora achada uma solução:
Zero Hora – Qual é o significado da ocorrência de fugas e de denúncias de tortura na Penitenciária Regional de Caxias, apontada como modelo pela Susepe?
Sonáli da Cruz Zluhan – Essa consideração da Susepe de ser uma penitenciária modelo é altamente questionável. Não sei modelo de que eles consideram. Não entendo isso até hoje. O preso está lá dentro fechado na cela por 22 horas, não existe trabalho prisional ali e há poucos agentes penitenciários. Os presos não têm direito a nada do que foi planejado para aquela penitenciária – trabalho prisional, educação, área de convivência –, porque não tem agente suficiente para movimentar o preso lá dentro.
ZH – O problema é que o projeto não está sendo seguido?
Sonáli – Não foi implementado. O prédio é limpo e amplo. Mas o preso fica 22 horas na cela, não pode fumar e não tem tomada na cela, então não tem TV e não ouve rádio. Como o pátio não é murado e não tem agente, os presos saem de forma escalonada, só uma hora por dia, e não podem fazer nada no pátio além de caminhar. O preso que vai para lá acha que está indo cumprir castigo. Tenho presos que vieram transferidos da Pasc, o único no Estado com regime diferenciado, e eles acreditam que aqui é pior do que a Pasc, por terem de ficar confinados, de usar uniforme – o que não existe em nenhum outro presídio do Estado –, de usar chinelo de dedo no frio, por não poderem fazer quase nada.
ZH – Então a penitenciária modelo é pior do que as outras?
Sonáli – Sim. Não tem preso que queira cumprir pena ali. Eles preferem em 12 em outro presídio do que em três ou quatro por cela aqui.
ZH – Essa situação colaborou para a suposta tortura?
Sonáli – Aquele presídio tem um clima de tensão constante. São poucos agentes penitenciários, com a obrigação de impor essa disciplina. O preso está sempre testando e constantemente revoltado com isso. Sempre ocorre alguma coisa ali. Por mais agentes penitenciários que se coloque, se não for flexibilizado o regime, não tem solução.
ZH – Que lição para as prisões gaúchas se tira dos fatos nessa penitenciária?
Sonáli – É um projeto que não funcionou porque não se colocou pessoal e porque se comprovou que a segurança era falha. Por exemplo, existe uma central de controle onde ficam os agentes penitenciários. Essa central tem contato direto com os três blocos das galerias. No primeiro momento, quando foi inaugurado, o agente não tinha proteção nenhuma, não havia um gradil que separasse. O projeto é totalmente falho, aí se começou a remendar.
Fonte: www.zerohora.com
Só não entendo por que o Judiciário sabendo desses problemas nada fez e nada cobrou do estado para que se tomasse uma atitude. Sabendo que a cadeia estaria inacabada por que não esparar para que se ficasse pronta? Ainda se o efetivo é reduzido por que não solicitou reforço?
Ah sim, agora fica mais fácil, se púni o servidor, se dá explicações à sociedade e fica tudo certo, a melhor forma que o estado encontra para acobertar a sua incopentência.
COLAPSO NA CADEIA
Susepe define hoje medidas para a criseA Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) deve definir hoje à tarde que medidas adotará para contornar a crise nos presídios de Caxias do Sul. Na sexta-feira, o delegado regional, Carlos Moreira dos Passos, havia sido destituído do cargo, depois de uma série de problemas, como a fuga de três apenados e um motim na Penitenciária Industrial (Pics). O diretor da cadeia, Gustavo Fuhrmann, já havia sido afastado.
Passos, 48 anos,estava havia sete anos no comando dos presídios da região. A situação foi agravada com uma revolta de presos na Percs na noite de quinta-feira.
A segurança foi reforçada pelo Grupo de Ações Especiais da Superintendência dos Serviços Penitenciários (GAEs). Everson Corrêa Munhoz assumiu o cargo no lugar de Passos. A determinação partiu do superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior. Ele visitaria o presídio na tarde de ontem, mas, por problemas de agenda, não teve como se deslocar até lá. Desde sexta-feira, autoridades estão em alerta, com receio de uma rebelião simultânea nas duas casas. Ontem, um preso tentou fugir da Pics.
Fonte: www.zerohora.com
Susepe define hoje medidas para a criseA Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) deve definir hoje à tarde que medidas adotará para contornar a crise nos presídios de Caxias do Sul. Na sexta-feira, o delegado regional, Carlos Moreira dos Passos, havia sido destituído do cargo, depois de uma série de problemas, como a fuga de três apenados e um motim na Penitenciária Industrial (Pics). O diretor da cadeia, Gustavo Fuhrmann, já havia sido afastado.
Passos, 48 anos,estava havia sete anos no comando dos presídios da região. A situação foi agravada com uma revolta de presos na Percs na noite de quinta-feira.
A segurança foi reforçada pelo Grupo de Ações Especiais da Superintendência dos Serviços Penitenciários (GAEs). Everson Corrêa Munhoz assumiu o cargo no lugar de Passos. A determinação partiu do superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior. Ele visitaria o presídio na tarde de ontem, mas, por problemas de agenda, não teve como se deslocar até lá. Desde sexta-feira, autoridades estão em alerta, com receio de uma rebelião simultânea nas duas casas. Ontem, um preso tentou fugir da Pics.
Fonte: www.zerohora.com
COLAPSO NA CADEIA
Suspeitas abalam prisão modelo
Quinze agentes foram afastados depois de presos reclamarem de supostas torturas na Penitenciária Estadual de Caxias do SulO afastamento de 15 agentes penitenciários pela suposta tortura de um detento expôs um quadro sombrio na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul (Percs). Inaugurada em 2008, a cadeia nasceu com a promessa de criar um novo parâmetro para as prisões gaúchas.
O episódio teria ocorrido na sexta-feira, quando chegou à Vara de Execuções Criminais uma denúncia feita pela corregedoria da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). A juíza titular, Sonáli da Cruz Zluhan, esteve no local durante a madrugada de sábado e conduziu os agentes de plantão até a Polícia Civil. No mesmo dia, o delegado regional da Susepe havia sido destituído.
A suposta tortura e a destituição adicionaram novos episódios preocupantes à conturbada história da casa de detenção, que está interditada desde o mês passado, quando ocorreu a fuga de três presos. A interdição impede o ingresso de novos detentos. A situação na Percs assusta porque, ao ser inaugurada, em 2008, a penitenciária era apresentada como um grande avanço. O governo ressaltava que os R$ 15 milhões investidos haviam produzido um presídio de alta segurança e de tecnologia avançada.
Problema de falta de pessoal soma-se à falha na segurança
Logo de saída, a Susepe teve de assinar um termo de ajustamento com o Ministério Público, devido às falhas de segurança. Para iniciar a ocupação das celas, a superintendência assumiu o compromisso de realizar obras como a construção de muros e guaritas.
No mês passado, três presos serraram grades, pularam uma janela e fugiram. Não foram captados pelas câmeras. Segundo a Vara de Execuções Criminais, elas não funcionavam.
Ao problema das falhas de segurança soma-se ao da falta de pessoal. A previsão era de 110 agentes penitenciários, mas trabalham cerca de 60. Sem pessoal para garantir a segurança, a saída é manter os presos confinados. A tensão resultante pode ser a causa da suposta tortura, acredita Sonáli.
A suspeita de que um apenado estaria sofrendo abuso por parte de oito agentes levou à magistrada à penitenciária às 3h30min de sábado. O preso estava machucado, mas não havia elementos suficientes para o flagrante. Os agentes foram conduzidos à DP para prestar esclarecimentos.
Fonte: www.zerohora.com
Suspeitas abalam prisão modelo
Quinze agentes foram afastados depois de presos reclamarem de supostas torturas na Penitenciária Estadual de Caxias do SulO afastamento de 15 agentes penitenciários pela suposta tortura de um detento expôs um quadro sombrio na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul (Percs). Inaugurada em 2008, a cadeia nasceu com a promessa de criar um novo parâmetro para as prisões gaúchas.
O episódio teria ocorrido na sexta-feira, quando chegou à Vara de Execuções Criminais uma denúncia feita pela corregedoria da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). A juíza titular, Sonáli da Cruz Zluhan, esteve no local durante a madrugada de sábado e conduziu os agentes de plantão até a Polícia Civil. No mesmo dia, o delegado regional da Susepe havia sido destituído.
A suposta tortura e a destituição adicionaram novos episódios preocupantes à conturbada história da casa de detenção, que está interditada desde o mês passado, quando ocorreu a fuga de três presos. A interdição impede o ingresso de novos detentos. A situação na Percs assusta porque, ao ser inaugurada, em 2008, a penitenciária era apresentada como um grande avanço. O governo ressaltava que os R$ 15 milhões investidos haviam produzido um presídio de alta segurança e de tecnologia avançada.
Problema de falta de pessoal soma-se à falha na segurança
Logo de saída, a Susepe teve de assinar um termo de ajustamento com o Ministério Público, devido às falhas de segurança. Para iniciar a ocupação das celas, a superintendência assumiu o compromisso de realizar obras como a construção de muros e guaritas.
No mês passado, três presos serraram grades, pularam uma janela e fugiram. Não foram captados pelas câmeras. Segundo a Vara de Execuções Criminais, elas não funcionavam.
Ao problema das falhas de segurança soma-se ao da falta de pessoal. A previsão era de 110 agentes penitenciários, mas trabalham cerca de 60. Sem pessoal para garantir a segurança, a saída é manter os presos confinados. A tensão resultante pode ser a causa da suposta tortura, acredita Sonáli.
A suspeita de que um apenado estaria sofrendo abuso por parte de oito agentes levou à magistrada à penitenciária às 3h30min de sábado. O preso estava machucado, mas não havia elementos suficientes para o flagrante. Os agentes foram conduzidos à DP para prestar esclarecimentos.
Fonte: www.zerohora.com
domingo, 11 de abril de 2010
Mais Crise em Caxias!!!
Corregedores vistoriam Penitenciária Regional de Caxias do Sul
Equipe avalia rotina da cadeia, após denúncia de abuso por parte de agentes .
Dois corregedores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) avaliam a rotina na Penitenciária Regional de Caxias do Sul, no Apanhador, neste domingo. Os servidores devem ficar na cadeia até o final da tarde de hoje. A presença da corregedoria se deve a denúncia de um suposto abuso por parte de oito agentes penitenciários contra um apenado. Um relatório dos corregedores será entregue no início desta semana para a chefia da Susepe, o que deve determinar quais os agentes que serão ou não afastados das funções até a conclusão da sindicância.
Os oito servidores denunciados e outros sete colegas foram afastados temporariamente do trabalho e estão sendo substituídos pelo Grupo de Ações Especiais da Superintendência dos Serviços Penitenciários (GAEs). A determinação partiu do superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior. Inicialmente, Santa Maria Junior visitaria o presídio do Apanhador na tarde deste domingo. Mas por problemas de agenda, ele não teve como se deslocar até a cadeia.
De acordo com o novo delegado penitenciário regional Everson Correa Munhoz, o superintendente esteve em Caxias do Sul por volta do meio-dia deste domingo. O encontro durou alguns minutos na RS-122, entre Caxias e Farroupilha. Santa Maria Junior voltou a Porto Alegre pouco depois e deve retornar a Caxias ainda nesta semana.
Fonte: www.zerohora.com
Equipe avalia rotina da cadeia, após denúncia de abuso por parte de agentes .
Dois corregedores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) avaliam a rotina na Penitenciária Regional de Caxias do Sul, no Apanhador, neste domingo. Os servidores devem ficar na cadeia até o final da tarde de hoje. A presença da corregedoria se deve a denúncia de um suposto abuso por parte de oito agentes penitenciários contra um apenado. Um relatório dos corregedores será entregue no início desta semana para a chefia da Susepe, o que deve determinar quais os agentes que serão ou não afastados das funções até a conclusão da sindicância.
Os oito servidores denunciados e outros sete colegas foram afastados temporariamente do trabalho e estão sendo substituídos pelo Grupo de Ações Especiais da Superintendência dos Serviços Penitenciários (GAEs). A determinação partiu do superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior. Inicialmente, Santa Maria Junior visitaria o presídio do Apanhador na tarde deste domingo. Mas por problemas de agenda, ele não teve como se deslocar até a cadeia.
De acordo com o novo delegado penitenciário regional Everson Correa Munhoz, o superintendente esteve em Caxias do Sul por volta do meio-dia deste domingo. O encontro durou alguns minutos na RS-122, entre Caxias e Farroupilha. Santa Maria Junior voltou a Porto Alegre pouco depois e deve retornar a Caxias ainda nesta semana.
Fonte: www.zerohora.com
O sistema prisional...

POR DENTRO DOS PRESÍDIOS
O juiz
Durante um mês, Zero Hora acompanhou o cotidiano do juiz Sidinei Brzuska, da Vara de Execuções Criminais e Fiscalização de Presídios de Porto Alegre. Lavador de carros e borracheiro dos 12 aos 16 anos, frentista dos 16 aos 18, juiz de direito aos 29, esse gaúcho de Três de Maio é o encarregado pelo Judiciário estadual de monitorar o sistema prisional da Região Metropolitana. Nesta reportagem, ele reconta episódios de sua vida, comenta suas decisões, defende a instalação de pequenos presídios em cidades pequenas e diz que a regeneração de presos deve ser uma preocupação de toda a sociedade
A maioria o chama de “doutor”. Alguns, de “Excelência”. Uns poucos, de “meritíssimo”. À medida que ele avança pelo corredor central da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas, segundo maior presídio do Estado, escoltado por quatro seguranças de terno escuro, dois oficiais e dois soldados da Brigada Militar, mãos se estendem pelas grades para lhe repassar bilhetes rabiscados com garranchos.
É 18 de março, uma quinta-feira, e a notícia de sua chegada já se espalhou. Há gritos, palmas e ruídos de lata. O velho presídio de paredes brancas parece se sacudir como um grande animal que desperta à beira do rio. O juiz gosta de chegar sem aviso.
Desde 1º de outubro de 2008, o juiz faz o papel de olhos e ouvidos do Judiciário no interior do agitado sistema prisional gaúcho. Por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os tribunais de Justiça têm de fazer um relatório mensal sobre a situação dos presídios. É missão das mais delicadas. Nos últimos 15 anos, a população carcerária do Estado quase triplicou. Eram 29,1 mil presos na última terça-feira, segundo o site da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). Apenas 8,3% trabalham. Promessas de construção de prisões se acumulam, medidas práticas rareiam.
No território do juiz – um quadrilátero delimitado ao norte por Feliz, a leste por Rolante, a oeste por Charqueadas e ao sul por Barra do Ribeiro –, concentram-se 45% dos presos do Estado. Com outros quatro magistrados de duas varas de execuções criminais, ele monitora os sinais vitais do sistema. Para fazê-lo, tem de entrar diariamente na barriga da baleia.
Por vezes, suas decisões alteram o funcionamento das instituições. Ele já interditou parcialmente, em momentos distintos, o Presídio Central de Porto Alegre – o maior da América Latina, considerado o pior do país em 2008 pela CPI do Sistema Penitenciário da Câmara – e seis outras prisões, além de 15 albergues. Depois das interdições, o Estado concluiu novos pavilhões do Central, está terminando a construção do Presídio Regional de Santa Maria e providenciando albergues emergenciais na Região Metropolitana. Foi ele também o responsável por permitir o acesso da imprensa aos recônditos do Central. Tornou-se uma pedra no sapato daqueles que só aceitam mudar as prisões gaúchas se for para pior.
“Lavava duas carretas por domingo”
O juiz se chama Sidinei José Brzuska. O pai, Leonardo, neto de poloneses que fugiram do jugo russo, era lavador de carros em Três de Maio. Depois de uma tentativa malograda de montar um pequeno negócio, aposentou-se por invalidez.
O filho de Leonardo seguiu-o no ofício a partir dos 12 anos. Começou como borracheiro, depois lavador e, por fim, frentista no mesmo posto em que o pai trabalhara. Aproveitou no serviço o vigor e a dedicação herdados da mãe, Marli, filha de agricultores de Santa Rosa e acostumada desde os sete anos ao trabalho na roça. O menino era tão disposto que, depois de trabalhar de segunda a sábado como frentista, fazia uns trocados lavando carretas aos domingos.
– Ia à casa do caminhoneiro, pegava a chave do veículo escondida num lugar combinado e dirigia até o posto para a lavagem. Lavava duas carretas por domingo – recorda.
Era uma infância pobre de cidade, entremeada por férias de verão na pequena propriedade dos avós em Santa Rosa. Graças a uma bolsa de estudos, cursou da 1ª à 5ª série do Ensino Fundamental no Colégio Dom Hermeto, de freiras do Sagrado Coração de Jesus. Os pais lhe ensinavam a se manter asseado, mas jamais o forçaram a estudar. Como aluno carente, vinha de um universo diferente daquele dos colegas.
– Eles iam para a escola de tênis Rainha e Olympikus, e eu, de Conga – diz.
Pode parecer ressentimento. Não era. Uma paródia de jingle era cantarolada nas escolas de classe média: “Conga / É pra quem não tem dinheiro / É pra filho de lixeiro / É bem fácil de rasgar”.
Mudou-se para Porto Alegre no dia 4 de janeiro de 1987 para fazer a vida. Morava com um casal de tios e dois primos numa casa de madeira na Vila Cefer. Com dinheiro curto, chegou a almoçar churros comprados em frente à Igreja do Rosário. Foi frentista, boy, faz-tudo de imobiliária.
Em 1988, passou no vestibular para direito na PUCRS, que cursou graças ao crédito educativo. No ano seguinte, foi nomeado servidor concursado do recém-criado Tribunal Federal da 4ª Região, que aproveitara classificados em concurso da Justiça Federal de 1986. Refletia:
– Para ser juiz não precisa nada a não ser estudar. Não precisa fazer campanha para partido. Se eu estudar, até os 30 anos sou juiz.
No dia 23 de outubro de 1997, assumiu como juiz da Vara de Execuções Criminais de Santo Ângelo. Tinha 29 anos.
“Parem com essas greves aí”
Na primeira vez que o juiz viu um presídio, foi para entrar e pôr fim a um motim. No primeiro dia de trabalho no Fórum de Santo Ângelo, soube que havia greve de fome e princípio de rebelião na prisão. Foi ao local, identificou-se e pediu uma reunião com os amotinados. Apresentou-se e disse:
– A partir de hoje, para sair ou entrar neste presídio tem de passar por mim.
Burburinho. Queixas. Expressões de descrédito. Risos. A Vara ficara algum tempo sem magistrado, e os processos se acumulavam. Ele cortou:
– Cheguei ao Fórum às 8h30min, são 11h e estou aqui conversando com vocês. Vocês não podem me acusar de omissão. Me deem um tempo para arrumar isto aqui. Parem com essas greves aí e voltem para as celas que a situação vai se resolver.
Aplausos entusiasmados.
“Mas é um café no presídio”
Em 1998, o juiz inaugurou em Santa Rosa, sua segunda Vara de Execuções Criminais, uma marca registrada: convidar grupos de pessoas proeminentes para tomar um café. Aceito o convite, completava:
– Mas é um café no presídio.
Da primeira vez, levou cerca de 50 pessoas para visitar a cadeia. Os presos fizeram rapaduras, pés-de-moleque, pipoca. Escalou 10 apenados por crimes variados – tráfico, homicídio, estupro – para contar suas vidas aos visitantes.
– No terceiro depoimento, percebi que muitas pessoas estavam com os olhos marejados, emocionadas com aquela realidade que até então desconheciam.
Formou-se uma rede de entidades para melhorar as condições do presídio. O índice de homicídios despencou. O município chegou a ocupar 97% dos presos de forma remunerada. Paravam o juiz na rua:
– Os presos têm trabalho e eu não tenho.
Mostrar a realidade dos presídios tornou-se uma obsessão do juiz.
– Se a população conhecesse o que acontece dentro do sistema prisional, não permitiria que continuasse como está – garante.
Em Santa Maria, seu terceiro posto, fez algo ainda mais improvável: um abaixo-assinado pela construção de um novo presídio regional. Com apoio de empresários, espalhou outdoors e arrancou assinaturas de políticos. Reuniu cerca de 35 mil firmas.
“Agora não posso prendê-la”
O repórter lhe pergunta o que é justiça. O juiz não é homem de raciocínios abstratos. Não cita sentenças em latim nem sequer provérbios. Diz que não saberia responder. Em seguida, conta uma história. Em Santa Maria, uma condenada por latrocínio engravidou e teve gêmeos durante a tramitação do processo. Na prisão, as crianças foram acometidas de sarna. O juiz soltou-a para que cuidasse dos filhos. A mãe da vítima abordava-o no Fórum, e ele explicava:
– Entendo a sua dor, sua perda. Mas não é sacrificando esses dois bebês que nós vamos recuperar isso. Me dê um tempo, deixe eu encaminhar essas crianças, depois prendo ela de novo. Agora não posso prendê-la.
Também em Santa Maria, julgou e condenou uma mãe de oito filhos por tráfico.
– O marido estava preso pelo mesmo crime. Ela apelou da sentença, que foi confirmada, e o processo retornou para que eu expedisse o mandado de prisão. E eu disse: “Não posso prender essa mulher”. Enquanto ela esteve em liberdade, abandonou o tráfico, colocou as crianças na escola. O direito das crianças de ser criadas pela mãe era superior ao direito do Estado de puni-la.
Quando o marido saiu da prisão, a condenada apresentou-se no gabinete do juiz e foi presa. Basta que mães condenadas não disponham de quem cuide dos filhos para evitar a prisão? Ele responde com ênfase:
– A meu juízo, deveriam ser soltas. A lei assegura determinadas condições, como berçários e creches, e o Estado não cumpre.
A fama de juiz bonzinho não o preocupa:
– O Tribunal de Justiça normalmente diminuía minhas penas. Condenei a 16 anos um réu primário de homicídio simples, sem antecedentes. A pena máxima é de 20 anos.
“Não tenho arrependimentos”
Dizem ao juiz que o país está em guerra contra o crime e que não é possível dialogar. Ele se lembra de dois amigos de infância: um tornou-se assaltante, outro, traficante. Desconfia que a guerra os tenha separado no momento em que deixaram de estudar.
– Se pegássemos os adolescentes de 12 a 18 anos e evitássemos que saíssem da escola, em 10 anos a criminalidade cairia.
No dia 22 de março, o juiz ouviu um condenado por furto no Instituto Penal Irmão Miguel Dario, na Capital. Viciado em crack, 18 anos, paraplégico, não tem parentes.
– Numa guerra teríamos de executá-lo.
O juiz tem três filhos – uma do primeiro casamento, um casal do atual. Garante que não se sente inseguro. Vez por outra, acorda no meio da noite.
– Não tenho arrependimentos. Há coisas para as quais a vida te prepara.
Na quinta-feira, 11 de março, ouve presos no Albergue Estadual de Montenegro. Pedem transferências, informações sobre comutação de pena ou indulto, melhoria das condições internas. O último, 73 anos, de bermuda e chinelos de dedo, espia-o timidamente. Condenado a 15 anos e três meses por atentado violento ao pudor contra duas filhas menores, já cumpriu 11 anos.
– O que o senhor quer? – o juiz indaga.
O homem sorri como uma criança a quem se pede que adivinhe o conteúdo de um embrulho de presente. Não tem os dentes da frente. Balbucia:
– A... liberdade?
Fonte: http://www.zerohora.com/
GAEs assume o controle da Penitenciária Regional de Caxias do Sul, na localidade do Apanhador.
Determinação partiu do superintendente da Susepe, que estará na cidade neste domingo.
O controle da Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs) foi assumido, temporariamente, pelo Grupo de Ações Especiais da Susepe (GAEs). Ao todo, foram designados 24 homens para fazer a segurança da cadeia. A determinação partiu do superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, que estava acompanhando a governadora Yeda Crusius (PSDB) em viagem a Brasília neste sábado.
Na tarde deste domingo, Junior estará em Caxias do Sul para acompanhar a crise desencadeada no sistema prisional. Segundo a assessoria de imprensa da Susepe, 15 agentes envolvidos na denúncia de tortura foram afastados e responderão à sindicância instaurada neste sábado.
O diretor da cadeia, Sandro Borlina, está no cargo há menos de um mês e também corre o risco de ser afastado. A decisão será tomada na segunda-feira. Borlina assumiu o comando com queda do ex-diretor Gustavo Fuhrmann, que caiu após o registro de três fugas.
Fonte: www.zerohora.com
Determinação partiu do superintendente da Susepe, que estará na cidade neste domingo.
O controle da Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs) foi assumido, temporariamente, pelo Grupo de Ações Especiais da Susepe (GAEs). Ao todo, foram designados 24 homens para fazer a segurança da cadeia. A determinação partiu do superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, que estava acompanhando a governadora Yeda Crusius (PSDB) em viagem a Brasília neste sábado.
Na tarde deste domingo, Junior estará em Caxias do Sul para acompanhar a crise desencadeada no sistema prisional. Segundo a assessoria de imprensa da Susepe, 15 agentes envolvidos na denúncia de tortura foram afastados e responderão à sindicância instaurada neste sábado.
O diretor da cadeia, Sandro Borlina, está no cargo há menos de um mês e também corre o risco de ser afastado. A decisão será tomada na segunda-feira. Borlina assumiu o comando com queda do ex-diretor Gustavo Fuhrmann, que caiu após o registro de três fugas.
Fonte: www.zerohora.com
Homem tenta fugir da Penitenciária Industrial em Caxias do Sul
Caso ocorreu na manhã deste domingo na cadeia do bairro Sagrada Família
O clima de tensão no sistema prisional de Caxias do Sul se agravou na manhã deste domingo com a tentativa de fuga de um preso na Penitenciária Industrial, que fica no bairro Sagrada Família. Um apenado tentou pular o pátio por volta das 10h, durante o horário de visita.
De acordo com a titular da Vara de Execuções Criminais (VEC), juíza Sonáli da Cruz Zluhan, um grupo de presos simulou uma briga, o que atraiu a atenção dos PMs que fazem a guarda externa. Aproveitando a confusão, um dos apenados arremessou um gancho preso a uma corda feita de lençol sobre o muro. Mas ao tentar escalar o muro, o preso caiu. Os agentes penitenciários apreenderam somente o ganho e a corda, mas não identificaram o homem que tentou fugir pois ele se misturou aos outros.
Fonte: www.zerohora.com
Caso ocorreu na manhã deste domingo na cadeia do bairro Sagrada Família
O clima de tensão no sistema prisional de Caxias do Sul se agravou na manhã deste domingo com a tentativa de fuga de um preso na Penitenciária Industrial, que fica no bairro Sagrada Família. Um apenado tentou pular o pátio por volta das 10h, durante o horário de visita.
De acordo com a titular da Vara de Execuções Criminais (VEC), juíza Sonáli da Cruz Zluhan, um grupo de presos simulou uma briga, o que atraiu a atenção dos PMs que fazem a guarda externa. Aproveitando a confusão, um dos apenados arremessou um gancho preso a uma corda feita de lençol sobre o muro. Mas ao tentar escalar o muro, o preso caiu. Os agentes penitenciários apreenderam somente o ganho e a corda, mas não identificaram o homem que tentou fugir pois ele se misturou aos outros.
Fonte: www.zerohora.com
sábado, 10 de abril de 2010
É lamentável!
É uma pena ver nomes de colegas em paginas policiais sendo usados por esses oportunistas de plantão como forma de se promover. Noticias rumorosas que nada prova e além do mais nada se prova, apenas boatos e a palavra de um apenado condenado (Vale mais que a palavra do servidor)? A própria Juíza diz ''— De fato, o preso estava machucado, mas não tinham elementos suficientes para configurar flagrante. Diante disso, eles foram conduzidos somente para prestar esclarecimentos. Assistimos as imagens de circuito interno e não tinha como confirmar sinais de tortura. As câmeras mostram o apenado saindo da cela sem algemas e, posteriormente, ele teria esboçado reação e foi contido pelos agentes — descreve Sonáli.
Será que era necessário um escolta policial para esses agentes?
Se não for provado nada quem vai se responsabilizar por esses exageros? Quem vai ir para a imprensa ''limpar'' o nome dessas pessoas?
Mais uma vez a palavra de um preso vale mais que a de 15 agentes?
Vamos torcer para que fique tudo esclarecido e que se faça justiça, mesmo que seja pra punir eventuais exageros por parte dos agentes. Se não vai ficar uma imagen distorcida para a sociedade de que toda a instituição se equivale a estes incidentes.
É uma pena ver nomes de colegas em paginas policiais sendo usados por esses oportunistas de plantão como forma de se promover. Noticias rumorosas que nada prova e além do mais nada se prova, apenas boatos e a palavra de um apenado condenado (Vale mais que a palavra do servidor)? A própria Juíza diz ''— De fato, o preso estava machucado, mas não tinham elementos suficientes para configurar flagrante. Diante disso, eles foram conduzidos somente para prestar esclarecimentos. Assistimos as imagens de circuito interno e não tinha como confirmar sinais de tortura. As câmeras mostram o apenado saindo da cela sem algemas e, posteriormente, ele teria esboçado reação e foi contido pelos agentes — descreve Sonáli.
Será que era necessário um escolta policial para esses agentes?
Se não for provado nada quem vai se responsabilizar por esses exageros? Quem vai ir para a imprensa ''limpar'' o nome dessas pessoas?
Mais uma vez a palavra de um preso vale mais que a de 15 agentes?
Vamos torcer para que fique tudo esclarecido e que se faça justiça, mesmo que seja pra punir eventuais exageros por parte dos agentes. Se não vai ficar uma imagen distorcida para a sociedade de que toda a instituição se equivale a estes incidentes.
Mudando o Delegado a situação vai melhorar?
Problemas em Caxias do Sul
Delegado penitenciário da 7ª DPR é substituído
Após uma série de acontecimentos nos estabelecimentos penais de Caxias do Sul, a Penitenciária Industrial e a Penitenciária Regional, na localidade de Apanhador, e após a direção desta última ser afastada, ontem a administração central da SUSEPE decidiu substituir também o delegado penitenciário José Carlos Moreira dos Passos, o nosso conhecido Carlinhos, da 7ª Delegacia Penitenciária Regional, situada na mesma cidade.
Segundo informações, houve nesta madrugada uma rebelião e denúncias de que um preso havia sido espancado por alguns servidores na Penitenciária Regional. A Corregedoria-Geral da SUSEPE está no local com uma equipe e algumas decisões estão sendo adotadas momento, com a finalidade de fazer a situação voltar à normalidade.
No lugar do delegado Carlinhos, assume as funções o agente penitenciário Everson Munhoz, que foi administrador do Presídio Estadual de Santa Vitória do Palmar e estava até então assessorando o delegado penitenciário da 9ª Delegacia Penitenciária Regional, que coordena as casas da Região Metropolitana.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
Delegado penitenciário da 7ª DPR é substituído
Após uma série de acontecimentos nos estabelecimentos penais de Caxias do Sul, a Penitenciária Industrial e a Penitenciária Regional, na localidade de Apanhador, e após a direção desta última ser afastada, ontem a administração central da SUSEPE decidiu substituir também o delegado penitenciário José Carlos Moreira dos Passos, o nosso conhecido Carlinhos, da 7ª Delegacia Penitenciária Regional, situada na mesma cidade.
Segundo informações, houve nesta madrugada uma rebelião e denúncias de que um preso havia sido espancado por alguns servidores na Penitenciária Regional. A Corregedoria-Geral da SUSEPE está no local com uma equipe e algumas decisões estão sendo adotadas momento, com a finalidade de fazer a situação voltar à normalidade.
No lugar do delegado Carlinhos, assume as funções o agente penitenciário Everson Munhoz, que foi administrador do Presídio Estadual de Santa Vitória do Palmar e estava até então assessorando o delegado penitenciário da 9ª Delegacia Penitenciária Regional, que coordena as casas da Região Metropolitana.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
Lamentável...
Agentes penitenciários de Caxias nomeiam advogado e prometem processar o Estado
Defensor classifica de palhaçada a condução dos servidores por policiais militares
Os agentes penitenciários conduzidos ao Plantão da Polícia Civil por soldados da Brigada Militar (BM) constituíram o advogado criminalista Luiz Fernando Possamai para defendê-los. O representante legal diz que foram 15 os agentes levados por policiais militares para prestarem esclarecimentos na Polícia Civil sobre a denúncia de suposta tortura que teria sido praticada por oito deles, conforme acusa o preso Alexandro da Rosa.
Possamai critica a forma como ocorreu o episódio e antecipa que ingressará com ação reparatória contra o Estado por dano moral.
— É uma situação lamentável, uma palhaçada. Os agentes foram expostos a uma situação humilhante e vexatória perante aos presos, que assistiram eles sendo conduzidos pela BM. Como vão trabalhar com os detentos a partir de agora? — questiona Possamai.
Segundo o defensor, as imagens de circuito interno comprovam que não houve prática de tortura e sim medida de contenção do apenado:
— A filmagem mostra que quem agrediu um agente foi o próprio preso.
Em uma reunião dos agentes, advogado e representantes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) entre a manhã e tarde deste sábado, ficou acertado que apenas dois agentes, sendo um chefe da segurança e outro da guarda, vão prestar esclarecimentos à corregedoria da Susepe.Possamai antecipa, no entanto, que tal procedimento não configura a abertura de sindicância ou de processo administrativo.
O advogado não deixa de tecer críticas ao Estado e à Susepe pela situação no sistema prisional de Caxias.
— A juíza Sonáli tem cobrado providências na área de segurança, e o Estado e a Susepe têm tratado com descaso a exigência do Judiciário. Essa falta de atenção acaba atingindo os dois lados mais fracos: os presos e os agentes — pontua o advogado.
A Susepe ainda não se pronunciou sobre os últimos acontecimentos. A informação é de que o órgão vai se manifestar após a apuração do fato.
Fonte: http://www.zerohora.com/
Defensor classifica de palhaçada a condução dos servidores por policiais militares
Os agentes penitenciários conduzidos ao Plantão da Polícia Civil por soldados da Brigada Militar (BM) constituíram o advogado criminalista Luiz Fernando Possamai para defendê-los. O representante legal diz que foram 15 os agentes levados por policiais militares para prestarem esclarecimentos na Polícia Civil sobre a denúncia de suposta tortura que teria sido praticada por oito deles, conforme acusa o preso Alexandro da Rosa.
Possamai critica a forma como ocorreu o episódio e antecipa que ingressará com ação reparatória contra o Estado por dano moral.
— É uma situação lamentável, uma palhaçada. Os agentes foram expostos a uma situação humilhante e vexatória perante aos presos, que assistiram eles sendo conduzidos pela BM. Como vão trabalhar com os detentos a partir de agora? — questiona Possamai.
Segundo o defensor, as imagens de circuito interno comprovam que não houve prática de tortura e sim medida de contenção do apenado:
— A filmagem mostra que quem agrediu um agente foi o próprio preso.
Em uma reunião dos agentes, advogado e representantes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) entre a manhã e tarde deste sábado, ficou acertado que apenas dois agentes, sendo um chefe da segurança e outro da guarda, vão prestar esclarecimentos à corregedoria da Susepe.Possamai antecipa, no entanto, que tal procedimento não configura a abertura de sindicância ou de processo administrativo.
O advogado não deixa de tecer críticas ao Estado e à Susepe pela situação no sistema prisional de Caxias.
— A juíza Sonáli tem cobrado providências na área de segurança, e o Estado e a Susepe têm tratado com descaso a exigência do Judiciário. Essa falta de atenção acaba atingindo os dois lados mais fracos: os presos e os agentes — pontua o advogado.
A Susepe ainda não se pronunciou sobre os últimos acontecimentos. A informação é de que o órgão vai se manifestar após a apuração do fato.
Fonte: http://www.zerohora.com/
Clima de tensão no presídio caxiense do Apanhador
Denúncia de tortura contra um preso agitou cadeia durante a madrugada deste sábado
A movimentação foi grande na Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs), na localidade do Apanhador, durante a madrugada deste sábado. A tensão tomou conta da cadeia com a denúncia de que um apenado estaria sofrendo prática de tortura por parte de oito agentes penitenciários. Essa foi a informação que chegou à titular da Vara de Execuções Criminais (VEC), juíza Sonáli da Cruz Zluhan, por meio da corregedoria da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).
De posse da denúncia, Sonáli conta ter solicitado o apoio da Brigada Militar (BM) para ir até o Presídio do Apanhador, por volta da 1h30min. O aparato envolveu quatro viaturas e um microônibus da corporação. A magistrada chegou na penitenciária às 3h30min determinada a prender os agentes penitenciários. O detento supostamente agredido, cujo nome, por ora, está sendo mantido em sigilo, e os 15 agentes de plantão foram conduzidos até o Plantão da Polícia Civil.
— De fato, o preso estava machucado, mas não tinham elementos suficientes para configurar flagrante. Diante disso, eles foram conduzidos somente para prestar esclarecimentos. Assistimos as imagens de circuito interno e não tinha como confirmar sinais de tortura. As câmeras mostram o apenado saindo da cela sem algemas e, posteriormente, ele teria esboçado reação e foi contido pelos agentes — descreve Sonáli.
Outro motivo apontado pela juíza que impediu um possível flagrante é o longo tempo transcorrido entre a suposta agressão e a chegada das autoridades.
— As imagens mostram o apenado sendo contido às 17h48min de sexta e só chegamos na penitenciária por volta das 3h30min — reforça a magistrada.
Enquanto os agentes prestavam esclarecimentos na Polícia Civil, uma equipe de Porto Alegre foi designada pela corregedoria para fazer a segurança da casa prisional. Sonáli, por sua vez, determinou que o preso envolvido na confusão ficasse resguardado em uma cela isolada da Penitenciária Industrial de Caxias do Sul (Pics) para manter sua integridade física.
Neste momento, a direção do presídio do Apanhador está reunida. Sonáli vai visitar o apenado ainda na manhã de sábado e conferir a situação das duas cadeias. As autoridades estão em alerta, com receio de uma rebelião simultânea nas duas casas prisionais.
A Percs está sob interdição da Justiça após rebelião na noite de quinta-feira.
Fonte: http://www.zerohora.com/
Denúncia de tortura contra um preso agitou cadeia durante a madrugada deste sábado
A movimentação foi grande na Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs), na localidade do Apanhador, durante a madrugada deste sábado. A tensão tomou conta da cadeia com a denúncia de que um apenado estaria sofrendo prática de tortura por parte de oito agentes penitenciários. Essa foi a informação que chegou à titular da Vara de Execuções Criminais (VEC), juíza Sonáli da Cruz Zluhan, por meio da corregedoria da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).
De posse da denúncia, Sonáli conta ter solicitado o apoio da Brigada Militar (BM) para ir até o Presídio do Apanhador, por volta da 1h30min. O aparato envolveu quatro viaturas e um microônibus da corporação. A magistrada chegou na penitenciária às 3h30min determinada a prender os agentes penitenciários. O detento supostamente agredido, cujo nome, por ora, está sendo mantido em sigilo, e os 15 agentes de plantão foram conduzidos até o Plantão da Polícia Civil.
— De fato, o preso estava machucado, mas não tinham elementos suficientes para configurar flagrante. Diante disso, eles foram conduzidos somente para prestar esclarecimentos. Assistimos as imagens de circuito interno e não tinha como confirmar sinais de tortura. As câmeras mostram o apenado saindo da cela sem algemas e, posteriormente, ele teria esboçado reação e foi contido pelos agentes — descreve Sonáli.
Outro motivo apontado pela juíza que impediu um possível flagrante é o longo tempo transcorrido entre a suposta agressão e a chegada das autoridades.
— As imagens mostram o apenado sendo contido às 17h48min de sexta e só chegamos na penitenciária por volta das 3h30min — reforça a magistrada.
Enquanto os agentes prestavam esclarecimentos na Polícia Civil, uma equipe de Porto Alegre foi designada pela corregedoria para fazer a segurança da casa prisional. Sonáli, por sua vez, determinou que o preso envolvido na confusão ficasse resguardado em uma cela isolada da Penitenciária Industrial de Caxias do Sul (Pics) para manter sua integridade física.
Neste momento, a direção do presídio do Apanhador está reunida. Sonáli vai visitar o apenado ainda na manhã de sábado e conferir a situação das duas cadeias. As autoridades estão em alerta, com receio de uma rebelião simultânea nas duas casas prisionais.
A Percs está sob interdição da Justiça após rebelião na noite de quinta-feira.
Fonte: http://www.zerohora.com/

Segurança é reforçada nos dois presídios de Caxias
Susepe e BM aumentaram o efetivo por temor de rebelião simultânea neste final de semana
O temor de uma rebelião simultânea nas duas cadeias de Caxias do Sul está assombrando as autoridades. A segurança foi reforçada. Tanto a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) quanto a Brigada Militar (BM) aumentaram o efetivo neste sábado, mas o número de homens colocado a mais não é revelado por estratégia de segurança.
A ameaça de motim nas duas cadeias neste final de semana foi enviada por meio de um fax à titular da Vara de Execuções Criminais (VEC), juíza Sonáli da Cruz Zluhan, no final da tarde de sexta-feira.
Na madrugada de sábado, houve confusão na Penitenciária Regional de Caxias do Sul (Percs), na localidade do Apanhador, com denúncia de tortura contra um apenado por parte de oito dos 15 agentes penitenciários de plantão. Sonáli esteve há pouco na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul (Pics) para onde foi levado o preso Alexandre da Rosa, o Santinho, 23 anos, que cumpre pena no regime fechado por latrocínio (roubo seguido de morte) e teria sido o pivô da suposta tentativa de tortura.
Paralelo à ameaça de rebelião, a Percs está interditada por determinação da juíza Sonáli, que exige o cumprimento de acordo por parte da Susepe e do Estado para liberar a casa de detenção.
O acerto selado na semana passada entre a juíza, representantes do Estado, Susepe e Ministério Público (MP) prevê a desinterdição após a transferência de 35 agentes para a unidade da localidade de Apanhador e a instalação de equipamentos de vigilância eletrônica.
Enquanto as medidas de segurança não forem cumpridas, Sonáli reforça que os presos de outras comarcas serão removidos tão logo expire os prazos de permanência no presídio de Caxias.
— Neste sábado, 20 apenados serão removidos para Gramado. Mas ainda temos detentos de Canela, Vacaria e Bom Jesus, por exemplo, com prazos por vencer — revela Sonáli.
Segundo a juíza e agentes penitenciários, o clima era de aparente tranquilidade nas duas casas prisionais na tarde deste sábado.
Fonte: http://www.zerohora.com/
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Justiça manda soltar 150 presas por causa de superlotação na Capital
Detentas estão em local na penitenciária Madre Pelletier que já foi interditado na semana passada
Cento e cinquenta presas do regime semiaberto que cumprem pena na Casa Albergue Feminino, um anexo na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, na Capital, serão liberadas nas próximas horas. A decisão é da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre e atende a um pedido feito pelo Ministério Público (MP).
O local já foi interditado na semana passada por causa da superlotação. As mulheres cumprem pena em um salão onde antes funcionava um auditório e também em uma sala. Uma auditoria do Judiciário e do MP constatou as más condições da casa de detenção no ano passado.
Fonte: www.zerohora.com
Detentas estão em local na penitenciária Madre Pelletier que já foi interditado na semana passada
Cento e cinquenta presas do regime semiaberto que cumprem pena na Casa Albergue Feminino, um anexo na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, na Capital, serão liberadas nas próximas horas. A decisão é da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre e atende a um pedido feito pelo Ministério Público (MP).
O local já foi interditado na semana passada por causa da superlotação. As mulheres cumprem pena em um salão onde antes funcionava um auditório e também em uma sala. Uma auditoria do Judiciário e do MP constatou as más condições da casa de detenção no ano passado.
Fonte: www.zerohora.com
Parabéns ao GAES...Elevando o nome da nossa instituição..
OPERAÇÃO DO GAES PERCORRERÁ TODAS AS CASAS PRISIONAIS DO ESTADO

Operação surpresa apreendeu facas, celulares e ferramentas
Agentes especializados do Gaes revistaram alojamentos em busca de armas, drogas e celulares
No início da noite desta quinta-feira (8), o superintendente dos Serviços Penitenciários Mario Santa Maria Junior comandou a ação surpresa do Grupo de Ações Especiais da Susepe (GAES) na Casa do Albergado Padre Pio Buck.
A operação foi documentada pela Assessoria de Inteligência da Superintendência e acompanhada pela Corregedoria-Geral, e resultou na apreensão de 13 celulares, 12 facas, sete baterias de celular, aproximadamente oito carregadores. Ainda seis chaves de fenda, entre outras ferramentas.
As ações de revista relâmpago passam a fazer parte da rotina do Gaes que deverá realizar em todos as casas de detenção do Estado operações idênticas. Serão pelo menos quatro vezes por semana, com a meta de coibir a entrada desses objetos, que quando apreendido junto ao preso, passa a responder por um novo delito, além de aguardar decisão judicial em regime fechado.
Fonte: http://www.susepe.rs.gov.br/
Parabéns ao GAES e a todos os colegas que apoiam essa iniciativa, são ações como essa que mostram para todos que a SUSEPE tem condições de fazer todos os seus trabalhos sem depender de outras instituições como o BOE..., e ainda levar os créditos da ação, pois muitas vezes além de fazer o trabalho sujo, o crédito fica sempre nas mãos de quem não o executa.

Operação surpresa apreendeu facas, celulares e ferramentas
Agentes especializados do Gaes revistaram alojamentos em busca de armas, drogas e celularesNo início da noite desta quinta-feira (8), o superintendente dos Serviços Penitenciários Mario Santa Maria Junior comandou a ação surpresa do Grupo de Ações Especiais da Susepe (GAES) na Casa do Albergado Padre Pio Buck.
A operação foi documentada pela Assessoria de Inteligência da Superintendência e acompanhada pela Corregedoria-Geral, e resultou na apreensão de 13 celulares, 12 facas, sete baterias de celular, aproximadamente oito carregadores. Ainda seis chaves de fenda, entre outras ferramentas.
As ações de revista relâmpago passam a fazer parte da rotina do Gaes que deverá realizar em todos as casas de detenção do Estado operações idênticas. Serão pelo menos quatro vezes por semana, com a meta de coibir a entrada desses objetos, que quando apreendido junto ao preso, passa a responder por um novo delito, além de aguardar decisão judicial em regime fechado.
Fonte: http://www.susepe.rs.gov.br/
Parabéns ao GAES e a todos os colegas que apoiam essa iniciativa, são ações como essa que mostram para todos que a SUSEPE tem condições de fazer todos os seus trabalhos sem depender de outras instituições como o BOE..., e ainda levar os créditos da ação, pois muitas vezes além de fazer o trabalho sujo, o crédito fica sempre nas mãos de quem não o executa.
Assinar:
Postagens (Atom)