terça-feira, 13 de abril de 2010

Ciro Fabres - Mirante, Jornal Pioneiro

QUEM NÃO FEZ AGORA CORRE

O que houve na sexta-feira na Penitenciária Regional, no Apanhador, deve ser muito bem esclarecido. Denúncias existem para serem apuradas. Independentemente disso, a turbulência do sistema penitenciário em Caxias do Sul reflete as dificuldades de gestão resultantes do tratamento negligente dado pelo Governo do Estado aos investimentos necessários.

Desprezou-se acordo com o Ministério Público homologado pela Justiça que previa ocupação gradual condicionada à construção de muralha e guaritas. E faltou investimento em pessoal, em agentes penitenciários. Só agora são nomeados 185 para todo o Estado. Por várias vezes, houve pressão das autoridades do Judiciário para aparelhamento da casa prisional, mas sem consequência.

O resultado dessa defasagem toda se dá agora, sob forma de fuga e de tensão causadas pela dificuldade do contigente de servidores em administrar o ambiente carcerário.

O governo, apesar do discurso da penitenciária modelo, sempre negligenciou na atenção à unidade do Apanhador. Agora precisou vir às pressas a Caxias, com o superintendente-geral da Susepe e o secretário de Segurança Pública, para tentar controlar a situação e oferecer satisfações à Justiça e a comunidade. Tomara aprenda a lição e faça o dever de casa.


A PROPÓSITO - Imagem comprometida

A governadora Yeda Crusius (PSDB), pré-candidata à reeleição, bem que tinha vontade de apresentar aos gaúchos suas ações na área carcerária como exemplares. As turbulências recentes em Caxias, porém, comprometem seus esforços e indicam uma dificuldade especial de gestão. Existe até um programa estruturante, mas ele não resultou no investimento onde ele é imprescindível.

Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxias do Sul.

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