sábado, 12 de março de 2011

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The Economist diz que “próxima batalha” é contra funcionários públicos e seus sindicatos.

A revista The Economist é o lugar onde são expostas com maior radicalismo – e também com talento – as teses ultraneoliberais. É conhecida a grande influência que este semanário britânico exerce sobre as autoridades políticas, influência esta que vai muito além do mundo anglosaxão. O que The Economist preconiza transmite-se frequentemente para as políticas dos governos, em primeiro lugar na Europa. Por isso, é preciso levar muito a sério a capa da edição de 8 de janeiro passado e o conteúdo do informe especial: “A próxima batalha. Rumo ao confronto com os sindicatos do setor público”.

A tese da revista é de uma simplicidade evangélica e pode ser resumida em três pontos: a) todos os Estados europeus enfrentam déficits públicos abismais; b) para reduzir o gasto público, é preciso reduzir os efetivos, os salários e os sistemas de pensões dos funcionários; c) os governos ganharão com maior facilidade a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público, que supostamente vivem a custa do conjunto dos contribuintes.

Em nenhum momento o informe recorda que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas colossais aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. Tampouco que estes déficits aumentaram devido aos presentes sob a forma de isenções fiscais outorgadas aos ricos. Nem sequer se deixa claro que, em troca de seu salário, os funcionários prestam serviços indispensáveis para o bom funcionamento da sociedade. Em particular os professores, atacados muito especialmente neste informe. O jornalista que escreveu um dos artigos deve estar muito desinformado sobre as reais condições de trabalho dos professores para ter coragem de escrever que “65 anos deveria ser a idade mínima para que essa gente que passa a vida em uma sala de aula se aposente”.

The Economist festeja que vários governos europeus – dois deles dirigidos por “socialistas”, Grécia e Espanha – tenham rebaixado os salários de seus funcionários e que, em toda a União Europeia haja “reformas” – seria mais justo falar de contrarreformas dos sistemas de pensões já realizadas ou em vias de realização.

Por ideologia, os liberais são hostis aos funcionários e demais assalariados do setor público. Em primeiro lugar porque privam o setor privado de novos espaços de lucro. Em segundo porque, protegidos por seu estatuto, podem ser socialmente mais combativos que seus companheiros do setor privado, até o ponto de que, às vezes, fazem greves “por delegação” e representam os trabalhadores do setor privado que não podem fazê-las. Esta solidariedade é a que os governos querem destruir a todo custo para reduzir a capacidade de resistência das populações contra os planos de ajuste e de austeridade implementados em toda a Europa. Os déficits públicos constituem assim um pretexto inesperado para modificar as relações sociais conflitivas em detrimento do mundo do trabalho.

Defender os serviços públicos é defender o único patrimônio do qual dispõem as categorias mais pobres da população. A aposta na caça aos funcionários públicos e a seus sindicatos proposta por The Economist não é apenas financeira. É política ou ideológica.

Fonte:http://rsurgente.opsblog.org
Velhos fantasmas...

Há fortes indícios de que a Prefeitura de Porto Alegre virou porto seguro para os derrotados nas eleições de 2010. O PMDB já emplacou Luiz Fernando Záchia na Secretaria do Meio Ambiente, com direito à indicação de vários CCs na pasta e em outros setores. Nos corredores da prefeitura e das secretarias circula a informação de que há uma lista de nomes do PMDB que devem ser encaixados no Executivo municipal, custe o que custar. Entre as novas “aquisições” do prefeito José Fortunati (PDT) aparecem os nomes de Ana Pellini (foto) e Pompeo de Mattos.

Ex-secretária geral de governo e ex-diretora presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Ana Pellini foi uma das responsáveis pelo desmonte dos órgãos ambientais do Estado no governo Yeda Crusius (PSDB). As ONGs Sociedade Amigos das Águas Limpas e do Verde (Saalve), Agapan, Igré, Instituto Biofilia e Mira-Serra ingressaram com uma Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa contra Ana Pellini, acusando-a de ter praticado assédio moral, ameaçando verbalmente e transferindo de postos, sem justificativa, técnicos da Fundação que se opuseram a mudar pareceres em favor de determinadas empresas durante o governo tucano no Rio Grande do Sul.

Com o histórico de Ana Pellini e Luiz Fernando Záchia na área ambiental e a proximidade da Copa do Mundo de 2014, movimentos sociais e organizações ambientalistas já acenderam a luz vermelha para tentar barrar a patrola “empreendedora” ávida por recursos e grandes obras na cidade, custe o que custar.

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terça-feira, 8 de março de 2011

Parabéns ao colega Adriano Martins, chefe de segurança do Presidio Regional de Sta Cruz do Sul, mais um da 1ª turma do 30º de Formação...

Vistoria apreende celulares, drogas e armas no presídio

Presídio fica em um plano mais baixo do que a rua, o que facilita as ações.
Uma vistoria realizada no Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, nesta terça-feira, evidenciou uma das principais dificuldades encontradas nas casas prisionais do País: a de impedir a entrada de celulares, drogas e armas. Durante o turno da tarde, de forma aleatória, foram realizadas vistorias estruturais nas celas e corporais nos apenados, onde foram encontradas drogas (maconha e cocaína), celulares, carregadores de celulares e facas artesanais, popularmente conhecidas como “estoques”.
De acordo com o Chefe de Segurança do presídio, Adriano Martins, a revista não foi de rotina, e surgiu graças a troca de informações com autoridades policiais e a própria comunidade. “A revista foi realizada a partir de uma suspeita. O que acontece, muitas vezes, é que o preso faz ameaças a familiares e conhecidos através de um celular. Então, a própria pessoa ameaçada faz a denúncia, seja diretamente no presídio ou na polícia, que nos repassa”, explicou.
Conforme Adriano, a porta de entrada de material ilícito no presídio de Santa Cruz do Sul é por via aérea, ou seja, por meio de pessoas que arremessam os objetos por cima dos muros da casa prisional. “As pessoas atiram os objetos nos horários de banho de sol dos presos. E isso é facilitado uma vez que a rua fica em um plano mais alto do que o presídio”, explicou. Uma vez dentro do pátio, fica praticamente impossível interceptar o material, devido ao grande número de apenados no local. “Mesmo assim, buscamos ter um cuidado especial com relação a este tipo de situação, colocando um número maior de agentes nos horários de banho de sol”, destacou. Cada agente conta com um rádio comunicador para avisar os demais sobre qualquer situação suspeita.
Para evitar que os objetos não permitidos ingressem no presídio em dias de visita, são realizadas revistas em todos os visitantes e nas mercadorias trazidas por eles. “As visitações são nas quartas-feiras e domingos. E temos duas supervisões nestes dias, uma para a guarda e outra para a sala de revistas. Isso faz com que seja quase impossível a entrada de material ilícito nas visitações”, garantiu.

Prevenção
O Diretor Bruno Carlos Pereira, que assumiu recentemente a casa prisional, afirmou que, além de coibir a entrada dos materiais ilícitos, também é realizado um trabalho de prevenção ao tráfico no presídio. “Existem projetos de prevenção ao uso de entorpecentes no intuído de orientar e alertar os presidiários sobre os malefícios dos mesmos. Uma das formas trabalhadas para evitar o tráfico de entorpecentes no presídio é através da orientação e informação dos prejuízos que proporcionam”, salientou. Segundo ele, o trabalho também favorece a ressocialização dos apenados. “O presídio dispõe de uma equipe de técnicos (assistentes sociais, psicólogos e dentistas) que trabalham em prol dos apenados, oferecendo assistência, orientações e informações para que, quando retornarem a sociedade, estejam aptos a viver de forma lícita”, concluiu.
recebido por e-mail.

Presos da Gal ''A'' choraram quando o 2º BOE entrou na galeria.

Confusão na galeria
O tumulto começou por volta das 17h30min, depois do horário de visitas. Segundo a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), os presos da galeria A, em torno de 18, e uns seis da galeria B, atearam fogo em colchões e roupas, provavelmente com cigarros, quebraram prateleiras de concreto que ficam nas paredes laterais das celas e usaram os pedaços da estrutura para arrombar as portas. Os detentos de uma das celas usaram os fragmentos de concreto e ferro por entre as aberturas da parede e pela janela da porta para quebrar o cadeado.

Depois que os primeiros saíram da cela, começaram a libertar os de mais. Das 14 celas da galeria A, em torno de 10 teriam tido as portas arrombadas. No momento da rebelião, haviam 10 agentes no local. Os profissionais usaram mangueiras de combate a incêndio para apagar as chamas. Os presos ainda atiraram fragmentos de concreto (pedras) contra os agentes que revidaram com tiros de bala de borracha.

O delegado penitenciário regional da Susepe, Rogério Mangini, não sabe quantos disparos foram feitos. Segundo ele, ninguém ficou ferido. Parentes dos detentos que estavam no lado de fora da penitenciária disseram ter ouvido mais de 20 tiros. O Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar usou granadas de som e luz, que deixam as pessoas atordoadas, para conter a rebelião, que durou duas horas.

Os presos foram levados para o pátio para revista pessoal. As celas também foram revistadas. Alguns detentos foram trocados de celas, e cinco, transferidos. A Susepe não informou se houve objetos apreendidos. Ontem, os presos fizeram exame de corpo de delito no Pronto-Atendimento do bairro Patronato.

Reclamação – Familiares dos presos reclamaram das condições dentro da nova cadeia (veja no quadro).

Na semana passada, agentes penitenciários encontraram celulares e maconha com os presos.

Pobres inocentes, maltratados pelo estado...e enquanto isso na rua milhares com fome e frio!

Confira algumas reivindicações dos presos e o que diz a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe)

As reclamações dos detentos, por
meio de familiares.

Alimentação – As refeições na nova
penitenciária seriam compostas apenas
arroz e feijão.

Água – A água teria gosto ruim.

Revistas – Procedimentos seriam
exagerados. Presos teriam de ficar sem
roupa na frente dos outros e de agentes
penitenciários femininos.

O que diz o delegado penitenciário
regional da Susepe, Rogério Mangini

Alimentação – A comida é a mesma
servida no Presídio Regional, e as condições
de higiene na nova casa prisional
seriam melhores.

Água – É da Corsan. Pode ter algum
gosto diferente por causa do encanamento,
que é novo.

Revistas – Os procedimentos são
mais rigorosos porque se trata de uma
penitenciária e não de um presídio.

A minha também!

A primeira rebelião

Presos da nova cadeia fizeram tumulto para pedir mudanças
Uma rebelião protagonizada por cerca de 25 presos, no final da tarde de sábado, revelou uma possível fragilidade da Penitenciária Estadual de Santa Maria. Este foi o primeiro tumulto na nova cadeia, no distrito de Santo Antão, que começou a receber detentos em janeiro e não foi inaugurada oficialmente ainda. Hoje, o local abriga 72 apenados. Eram 77, mas cinco foram transferidos após a confusão de sábado. Três dos detentos foram enviados para o Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, e dois, para o Presídio Estadual de Lajeado.

De acordo com o delegado penitenciário regional da Susepe, Rogério Mangini, a rebelião teria sido motivada por uma reivindicação dos presos. Os detentos querem que um apenado de cada galeria fique com as chaves de todas as celas. Com isso, eles poderiam circular pelo corredor da galeria. O esquema funciona no Presídio Regional. Segundo o delegado, a solicitação não será atendida:

– Aqui é diferente. A penitenciária é outro modo de vivência. Eles (presos) querem mandar na cadeia, e não vamos deixar. Eles têm de cumprir a pena, conforme a lei, com disciplina.

Na nova cadeia, os presos passam 22 horas do dia nas celas e duas horas no pátio. A população carcerária ainda não tem atividades, como cultos religiosos, ações de lazer ou de trabalho. Segundo Mangini, as atividades devem ser implantadas em breve.

A rebelião surpreendeu o comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar, tenente-coronel João Ricardo Vargas:

– A penitenciária está com menos de um terço da capacidade e já aconteceu isso lá.

Fragilidade – Sobre a possível fragilidade da penitenciária, considerada de segurança média, o delegado regional da Susepe disse que o modelo foi copiado do norte do país e teria de ser adequado à realidade gaúcha.

– Eles (presos) não têm como sair. Ganharam força por um erro de engenharia, que foi a construção daquelas prateleiras. É um modelo que não é da cultura gaúcha e tem de ser adaptado. Também vamos rever o módulo novo – diz Mangini, referindo-se ao segundo módulo que está em construção.

O delegado informou que, nos próximos dias, um engenheiro da Susepe deve vir à cidade para vistoriar as celas danificadas. O relatório, que deve propor mudanças, será enviado à Secretaria Estadual de Obras Públicas, que fiscaliza a construção. Conforme Mangini, para dar maior segurança ao local, ainda há necessidade de mais agentes e mais equipamentos.

Devido ao feriadão de Carnaval, o Diário não conseguiu contatar a Vara de Execuções Criminais para repercutir sobre o assunto.
Pente-fino no Presídio e no Albergue

O dia recém iniciava em Santa Maria, mas o prenúncio era de uma das maiores ações de revista já realizadas no Presídio Regional e no Albergue Estadual simultaneamente em conjunto entre a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), Polícia Civil, Brigada Militar (BM), com o apoio do Corpo de Bombeiros. Uma ampla e minuciosa varredura foi feita nas duas casas prisionais e também em residências situadas no entorno do Presídio Regional, no Bairro Medianeira. O mesmo tipo de ação foi executado no anexo do Albergue, na BR-287.

A mobilização reuniu mais de 300 agentes que fecharam o cerco contra presos que fazem das galerias e celas do presídio depósitos para celulares, drogas e estoques, espécie de facas artesanais confeccionadas nas próprias celas. E o saldo foi positivo. Conforme levantamento feito na tarde de ontem pela Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), foram apreendidos, apenas no presídio, 56 aparelhos de telefone celular, 61 chips, 115 estoques e mais de 360 gramas de maconha, cocaína e crack.

Para que a operação chegasse a esses números a movimentação começou cedo. Por volta das 5h30 os presos do Abergue foram levados ao refeitório para que os agentes da Susepe dessem início às revistas dentro das celas. Muitos detentos ainda sem entender o expressivo número de agentes e de policiais que tomavam conta das galerias, eram levados até a área externa enquanto os agentes da Susepe e do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar buscavam por indícios que apontassem a existência de drogas, estoques e celulares dentro das celas A, B e C. Do lado de fora das duas casas prisionais, os policiais da Brigada Militar mantinham o perímetro das ruas do entorno do Presídio sob vigilância de homens armados que vigiavam a tudo atentamente.

A operação desencadeada pela Polícia Civil e pela Brigada Militar foi motivada por duas razões. A primeira devido às constantes tentativas de homicídio no entorno do Presídio Regional. O segundo motivo da ação foi a fuga de oito detentos no último dia 8 de fevereiro. Na época, os presos cavaram um túnel que dava para os fundos da cadeia. Para evitar que casos semelhantes voltem a se repetir a Susepe mobilizou uma ampla força-tarefa junto às polícias para minimizar esse tipo de ação orquestrada por detentos de dentro da cadeia. De acordo com o comandante do BOE, tenente-coronel João Ricardo Vargas, foram encontrados celulares, drogas e estoques que dão dimensão da ousadia dos presos que insistem em desafiar as direções das duas casas prisionais. “Para se ter ideia em um único buraco recolhemos 25 celulares, drogas e estoques”, disse Vargas.

Vizinhos – A ação também contou com a verificação de sete casas localizadas nas proximidades do complexo penitenciário da Rua Isidoro Grassi, no Bairro Medianeira, onde situam-se o Presídio Regional e o Albergue Estadual. A ampliação do leque das ações foi motivada devido à utilização de algumas residências como estacionamentos para motos e carros dos presos dos regimes aberto e semiaberto que passam o pernoite no Albergue Estadual (leia mais na matéria abaixo). O receio das autoridades é que os presos possam se valer dessas casas para esconder armas e drogas.

Celulares e drogas apreendidos no Albergue

Um dos alvos de revista da ação coordenada pela Susepe, Polícia Civil e Brigada Militar, o Albergue Estadual traz consigo uma situação diferenciada. Por lá ficam apenas os presos dos regimes aberto e semiaberto. Muitos deles passam grande parte do dia fora da casa penitenciária, mas isso não quer dizer que todos tenham atividades lícitas. Essa é a avaliação feita por um agente que trabalha no Albergue e que preferiu manter preservada a sua identidade. O funcionário da casa penitenciária diz que muitos apenados fazem do horário e do tempo livre fora das dependências do Albergue um momento para reincidir no crime. “Eu não vou generalizar, mas o que se vê aqui dentro é que tem muitos (presos) que saem, a princípio para trabalhar, mas acabam caindo na criminalidade. Esse tipo de ação dá uma noção do que ainda acontece debaixo do nariz da gente”, assegura o agente.

Conforme o administrador do Albergue Estadual, Florinal Matte, há, hoje, aproximadamente 140 presos nos regimes aberto e semiaberto que transitam pelas galerias do complexo. Ele conta que o prédio comporta 160 apenados, tendo capacidade para receber mais 60 presos no anexo, que fica localizado na BR-287. Matte explica que há dois tipos de albergados que podem ficar no local. O primeiro grupo é daqueles que aguardam por uma carta de emprego e que ficam detidos dentro das dependências do albergue. O segundo é composto pelos que retornam apenas à noite para dormir. Ou seja, são aqueles que estão no mercado de trabalho.

O Albergue Estadual conta com 20 agentes que dão suporte dentro das cinco galerias. Da janela de uma das galerias dos quartos onde ficam os albergados, um detento falou por trás das grades para a reportagem de A Razão das condições insalubres do prédio. “É um horror. Só vendo de perto o que é isso aqui. No calor a gente quase derrete e no inverno é muito frio. Os banheiros são sujos, as camas não são camas, a gente foi jogado e esquecido pelo governo”, desabafou o detento, dizendo já nem lembrar mais a idade que tem. Mesmo com todas as dificuldades encontradas, ele disse que os agentes fazem o melhor para deixar mais suportável a permanência deles no local. Na tentativa de ocupar os apenados ociosos a direção utiliza a mão de obra dos albergados para atividades na cozinha e na padaria. “Não são todos que conseguimos contemplar, mas é o que temos no momento”, reconhece Matte.

Moradores reclamam

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão realizados pela Polícia Civil, moradores e proprietários de algumas das casas por onde os policiais passaram elogiaram a operação, mas reclamaram da abordagem policial. “A operação faz sentido e está dentro da lei. O fazer não é o problema, o que não está certo é como eles fizeram”, desabafou um funcionário público aposentado que teve parte do muro de casa derrubado pelos policiais durante a entrada. “Quem vai assumir a responsabilidade quanto aos danos? Não podem destruir a propriedade dos outros”, disse o morador.

Todos os veículos dos apenados foram checados no sistema da polícia para ver se tinham alguma irregularidade. Nas casas onde foram cumpridos os mandados, celulares dos apenados foram aprendidos, além de pertences e equipamentos para verificação de procedência. Nas motocicletas foram verificados as placas, os números dos motores e a identidade dos proprietários.

Uma moradora que aluga a garagem para os apenados há mais de 10 anos diz que ações como a de ontem deveriam ser realizadas mais vezes. Ela diz não ter gostado de policiais invadindo a sua casa, mas concorda que a ação “foi boa”. “É um estresse acordar com isso sempre. Não deu problema em nenhuma moto que estava aqui na minha casa. Eles deveriam estar sempre aí”, afirmou a mulher.

Fonte: www.arazao.com.br