terça-feira, 8 de março de 2011

Presos da Gal ''A'' choraram quando o 2º BOE entrou na galeria.

Confusão na galeria
O tumulto começou por volta das 17h30min, depois do horário de visitas. Segundo a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), os presos da galeria A, em torno de 18, e uns seis da galeria B, atearam fogo em colchões e roupas, provavelmente com cigarros, quebraram prateleiras de concreto que ficam nas paredes laterais das celas e usaram os pedaços da estrutura para arrombar as portas. Os detentos de uma das celas usaram os fragmentos de concreto e ferro por entre as aberturas da parede e pela janela da porta para quebrar o cadeado.

Depois que os primeiros saíram da cela, começaram a libertar os de mais. Das 14 celas da galeria A, em torno de 10 teriam tido as portas arrombadas. No momento da rebelião, haviam 10 agentes no local. Os profissionais usaram mangueiras de combate a incêndio para apagar as chamas. Os presos ainda atiraram fragmentos de concreto (pedras) contra os agentes que revidaram com tiros de bala de borracha.

O delegado penitenciário regional da Susepe, Rogério Mangini, não sabe quantos disparos foram feitos. Segundo ele, ninguém ficou ferido. Parentes dos detentos que estavam no lado de fora da penitenciária disseram ter ouvido mais de 20 tiros. O Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar usou granadas de som e luz, que deixam as pessoas atordoadas, para conter a rebelião, que durou duas horas.

Os presos foram levados para o pátio para revista pessoal. As celas também foram revistadas. Alguns detentos foram trocados de celas, e cinco, transferidos. A Susepe não informou se houve objetos apreendidos. Ontem, os presos fizeram exame de corpo de delito no Pronto-Atendimento do bairro Patronato.

Reclamação – Familiares dos presos reclamaram das condições dentro da nova cadeia (veja no quadro).

Na semana passada, agentes penitenciários encontraram celulares e maconha com os presos.

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