sábado, 17 de abril de 2010

http://achcavalcanti.blogspot.com/

A Brigada Militar no sistema penitenciário gaúcho

BM nos presídios não é garantia contra a corrupção e maus tratos

Na parte podre imprensa riograndense tem sido veiculada a notícia de que a corrupção e os maus tratos "comprovadamente" diminuíram nos estabelecimentos penais que a Brigada Militar assumiu desde 1995.
Essa afirmação, além de mentirosa - na verdade, não houve qualquer estudo a respeito, que permitisse comprovar nada - demonstra o desrespeito de parte dos veículos de comunicação para com a categoria dos servidores penitenciários, manipulando as notícias de forma interesseira e mal intencionada.
Essa imprensa podre está há um bom tempo fazendo a apologia do caos no sistema penitenciário, mas se a situação estivesse de fato caótica, teríamos motins e rebeliões em série, fugas em massa, etc. Isso só não tem ocorrido por que o trabalho exercido pela grande maioria dos servidores penitenciários vale em dobro se comparado com o da BM nos presídios. Dobro ou triplo, já que no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária Estadual do Jacuí mantínhamos o controle da massa carcerária com aproximadamente 1/3 do efetivo militar hoje disponível.
Seria bom reavivar a memória dessa podre imprensa, lembrando que a única fuga acontecida na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, a PASC, foi a do senhor Cláudio Adriano Ribeiro, vulgo Papagaio. A administração e a segurança eram da BM, e sabemos muito bem como a fuga aconteceu.
Também não me venham com a história de que a BM não pratica agressões e maus tratos contra presos, pois todas as semanas chegam notícias na Corregedoria-Geral, através de familiares de presos recolhidos no PCPA e na PEJ, desses tipos de irregularidades, que logo são encaminhadas à Corregedoria da BM.
Um dos problemas do nosso quadro de servidores penitenciários é o da falta de uma boa gestão penitenciária. Não há procedimentos uniformes, cada direção que assume um estabelecimento penal adota uma forma de trabalhar conforme a sua visão do sistema penitenciário, já que não há uma orientação oriunda do órgão central, a SUSEPE, quanto ao correto funcionamento das prisões. Primeiro deveríamos definir como deve funcionar cada tipo de prisão, conforme o porte a as características, instituir um manual de procedimentos administrativos e operacionais e, de posse desse material, implementar cursos de capacitação para gestores incansavelmente, até que possamos atingir um nível de excelência em serviços prestados na área penitenciária que realmente nos orgulhe e imponha uma maior respeitabilidade junto à sociedade.

Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Nem precisa tanto, basta ir a qualquer galeria de qualquer EP e comentar "acho que a brigada vai tomar conta daqui" e ver a reação dos presos, eles alopram. Comerçam a falar em espancamentos e maus tratos gerais, não sei se é verdade mas...

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