
Resumo do Problema. Solução tardia!
- Em efeito cascata, o sistema prisional caxiense começou a desmoronar em março. No dia 27, dois agentes teriam agredido presos da Pics por motivos ainda investigados pela Susepe. Por isso, detentos se amotinaram e somente a juíza Sonáli da Cruz Zluhan conseguiu contornar a situação. Os dois agentes foram transferidos para outras cadeias.
- Na sexta-feira passada, o delegado regional Carlos Moreira dos Passos foi substituído por Everson Corrêa Munhos. A queda de Carlinhos, como Passos é conhecido, se deu a partir dos problemas nas duas cadeias de Caxias do Sul. Ao deixar o cargos, ele afirmou ter feito o que podia com os recursos disponíveis.
- Na sexta-feira passada, agentes teriam agredido um apenado na Percs. Um dos agentes telefonou para a corregedoria da Susepe, informando o ocorrido. O corregedor-geral, Homéro Diógenes, solicitou auxilio da Justiça. Na madrugada de sábado, 15 agentes deixaram o Apanhador em viaturas da BM. Dentro das galerias, a massa carcerária explodiu em êxtase.
- A quase prisão dos agentes deu força aos apenados. Na noite de sábado, quando parte de um grupo especial da Susepe, acionado para reforçar a segurança, deixou o presídio, a cadeia ficou sob a responsabilidade de 10 agentes. Os detentos começaram uma “bateção” (quando eles chutam as portas das celas). Com poucos agentes, a visita de familiares de presos marcada para domingo atrasou. A cadeia quase “explodiu” (uma grande rebelião).
- No domingo, o superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, tinha uma visita programada à Percs, segundo a própria assessoria. Porém, ele não foi até a localidade de Apanhador. Ontem, alegou que revolveu as questões em um encontro com o novo delegado regional da Susepe. Mas fontes asseguram que Santa Maria só não foi à Percs por não haver segurança e risco de motim, o que, se ele estivesse na cadeia, seria um vexame para o governo.
- Como resultado do problema do final de semana, sete agentes suspeitos de agressões ao preso ficarão afastados das atividades até o final da investigação. Os outros oito servidores serão reintegrados na próxima segunda ao trabalho. Alguns solicitaram afastamento alegando problemas ocasionados pelo desgaste emocional, segundo Fabiano Hoff, presidente da Associação dos Servidores Penitenciários de Caxias.
Fonte: Jornal o Pioneiro de Caxias do Sul.
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