sábado, 10 de abril de 2010

Lamentável...

Agentes penitenciários de Caxias nomeiam advogado e prometem processar o Estado

Defensor classifica de palhaçada a condução dos servidores por policiais militares

Os agentes penitenciários conduzidos ao Plantão da Polícia Civil por soldados da Brigada Militar (BM) constituíram o advogado criminalista Luiz Fernando Possamai para defendê-los. O representante legal diz que foram 15 os agentes levados por policiais militares para prestarem esclarecimentos na Polícia Civil sobre a denúncia de suposta tortura que teria sido praticada por oito deles, conforme acusa o preso Alexandro da Rosa.

Possamai critica a forma como ocorreu o episódio e antecipa que ingressará com ação reparatória contra o Estado por dano moral.

— É uma situação lamentável, uma palhaçada. Os agentes foram expostos a uma situação humilhante e vexatória perante aos presos, que assistiram eles sendo conduzidos pela BM. Como vão trabalhar com os detentos a partir de agora? — questiona Possamai.

Segundo o defensor, as imagens de circuito interno comprovam que não houve prática de tortura e sim medida de contenção do apenado:

— A filmagem mostra que quem agrediu um agente foi o próprio preso.

Em uma reunião dos agentes, advogado e representantes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) entre a manhã e tarde deste sábado, ficou acertado que apenas dois agentes, sendo um chefe da segurança e outro da guarda, vão prestar esclarecimentos à corregedoria da Susepe.Possamai antecipa, no entanto, que tal procedimento não configura a abertura de sindicância ou de processo administrativo.

O advogado não deixa de tecer críticas ao Estado e à Susepe pela situação no sistema prisional de Caxias.

— A juíza Sonáli tem cobrado providências na área de segurança, e o Estado e a Susepe têm tratado com descaso a exigência do Judiciário. Essa falta de atenção acaba atingindo os dois lados mais fracos: os presos e os agentes — pontua o advogado.

A Susepe ainda não se pronunciou sobre os últimos acontecimentos. A informação é de que o órgão vai se manifestar após a apuração do fato.

Fonte: http://www.zerohora.com/

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