“Nada é empurrado para debaixo do tapete”
Afonso Auler, superintendente substituto da SusepeO superintendente-substituto da Susepe, coronel da reserva do Exército Afonso Auler, 59 anos, diz que o órgão já vinha apurando a suspeita de venda de vagas. Abaixo, trechos de entrevista concedida por telefone.
ZH – Quantos casos da suposta venda de vagas no semiaberto teriam ocorrido?
Auler – Ainda não sabemos. Está sendo investigado pelo Ministério Público, mas foi levantado pela nossa delegacia regional. Também está sendo apurado por nossa corregedoria. Nada é escondido, nada é empurrado para debaixo do tapete.
ZH – Como o senhor avalia essa suspeita?
Auler – Nossos agentes trabalham 24 horas por dia dentro de casas fechadas, lidando com criminosos que sempre tentam subornar os funcionários. Se olhar o número total de agentes e o de deslizes e de faltas disciplinares, verá que esses casos são ínfimos.
ZH – Mas, em abril, ZH noticiou uma série de casos de corrupção entre agentes.
Auler – Estão sendo apurados. Estão no Ministério Público, estão na PGE (Procuradoria-geral do Estado).
ZH – Onde será locado o prédio para 300 presos do semiaberto?
Auler – Não estou nesse trabalho. Mas é uma questão que precisa ser repensada. Tinha deficiência de 1,2 mil vagas em dezembro. Com os albergues emergenciais, foram criadas as vagas, mas agora temos novas deficiências.
ZH – Mas os albergues ainda não estão todos ocupados. Há problemas em Novo Hamburgo e no Instituto Miguel Dario, na Capital?
Auler – O do Miguel Dario terá atividade diferenciada para tratamento da drogadição, e, em Novo Hamburgo, o problema do prédio está sendo solucionado.
Fonte: www.zerohora.com
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