Atitudes de brigadianos revoltam servidores penitenciários
Atritos causados por brigadianos preocupam
Há uns vinte dias, eu e outro corregedor tivemos que nos deslocar à noite até o Albergue anexo da Modulada de Osório para atender problemas no relacionamento profissional entre agentes penitenciários e policiais militares da Brigada Militar (BM).
Na semana passada, na quinta-feira pela manhã, dia em que a Penitenciária Regional de Caxias do Sul (PRCS) teria a direção passada novamente para a SUSEPE, em evento com a presença da governadora Yeda Crusius e todas as principais chefias do sistema penitenciário, inexplicavelmente a direção da PRCS, até então comandada por brigadianos, liberou um grande grupo de presos para o pátio, onde começaram uma rebelião em protesto pela saída da BM da prisão. Os presos já sabiam que a SUSEPE retomaria a direção da casa e protestaram violentamente, já que estavam muito contentes com as diversas regalias concedidas pela direção militar.
Não respeitaram nem o superintendente, que estava no local e tentou entrar na área celular da PRCS para ver o que estava acontecendo, mas os militares não deixaram. Parece que a revolta maior nesse episódio era dos próprios policiais militares.
Lamentável também o que ocorreu hoje no Presídio Estadual de São Francisco de Paula. Atendendo uma ordem judicial, um grupamento da Brigada Militar entrou na cadeia, retirou os servidores penitenciários e realizou uma revista geral minuciosa. O problema é que resolveram revistar também o alojamento dos agentes penitenciários, revirando tudo e, segundo informações ainda não confirmadas, até inutilizando alguns materiais de propriedade particular dos servidores daquela casa prisional.
Qual é o problema desses policiais militares? Até lembro um motim ocorrido na Penitenciária Estadual do Jacuí, no final da década de 80, em que policiais militares atiraram em servidores penitenciários reféns dos amotinados, ocasionando a morte de dois colegas, além de ferimentos em outros.
Cabe a pergunta: esses péssimos profissionais da BM estão atuando assim a mando de quem, e com quais objetivos? Ou essas atitudes acontecem apenas por recalque?
O certo é que isso só atrapalha qualquer tentativa de que seja realizado um trabalho de qualidade e integrado na Segurança Pública, além de passar uma ideia de que está faltando comando na Brigada Militar, pois cada oficial age de acordo com suas preferências pessoais em relação aos profissionais com quem precisa operar.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
Atritos causados por brigadianos preocupam
Há uns vinte dias, eu e outro corregedor tivemos que nos deslocar à noite até o Albergue anexo da Modulada de Osório para atender problemas no relacionamento profissional entre agentes penitenciários e policiais militares da Brigada Militar (BM).
Na semana passada, na quinta-feira pela manhã, dia em que a Penitenciária Regional de Caxias do Sul (PRCS) teria a direção passada novamente para a SUSEPE, em evento com a presença da governadora Yeda Crusius e todas as principais chefias do sistema penitenciário, inexplicavelmente a direção da PRCS, até então comandada por brigadianos, liberou um grande grupo de presos para o pátio, onde começaram uma rebelião em protesto pela saída da BM da prisão. Os presos já sabiam que a SUSEPE retomaria a direção da casa e protestaram violentamente, já que estavam muito contentes com as diversas regalias concedidas pela direção militar.
Não respeitaram nem o superintendente, que estava no local e tentou entrar na área celular da PRCS para ver o que estava acontecendo, mas os militares não deixaram. Parece que a revolta maior nesse episódio era dos próprios policiais militares.
Lamentável também o que ocorreu hoje no Presídio Estadual de São Francisco de Paula. Atendendo uma ordem judicial, um grupamento da Brigada Militar entrou na cadeia, retirou os servidores penitenciários e realizou uma revista geral minuciosa. O problema é que resolveram revistar também o alojamento dos agentes penitenciários, revirando tudo e, segundo informações ainda não confirmadas, até inutilizando alguns materiais de propriedade particular dos servidores daquela casa prisional.
Qual é o problema desses policiais militares? Até lembro um motim ocorrido na Penitenciária Estadual do Jacuí, no final da década de 80, em que policiais militares atiraram em servidores penitenciários reféns dos amotinados, ocasionando a morte de dois colegas, além de ferimentos em outros.
Cabe a pergunta: esses péssimos profissionais da BM estão atuando assim a mando de quem, e com quais objetivos? Ou essas atitudes acontecem apenas por recalque?
O certo é que isso só atrapalha qualquer tentativa de que seja realizado um trabalho de qualidade e integrado na Segurança Pública, além de passar uma ideia de que está faltando comando na Brigada Militar, pois cada oficial age de acordo com suas preferências pessoais em relação aos profissionais com quem precisa operar.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
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