quarta-feira, 21 de julho de 2010

Revista e transferência no presídio

A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) juntamente com o Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Santa Maria realizaram ontem a maior operação de revista no Presídio Regional de Santa Maria. Segundo Domacir Correia, delegado da Susepe na região, 70 agentes trabalharam na revista da celas. Já o comandante do BOE, tenente-coronel João Ricardo Vargas, reforçou a operação de revista com cerca de 135 policiais do BOE e do regimento da Brigada Militar. Segundo Correia, as operações dentro do presídio são constantes. “Dependendo da situação, de três em três meses nós fazemos uma operação pente fino. Vínhamos tentando fazer a operação há mais de 30 dias, mas as condições climáticas não colaboravam”, explicou.

Com um histórico de muitas revistas, o comandante do BOE, já esteve inúmeras vezes no apoio aos agentes da casa. “Fizemos uma análise e uma retrospectiva do efetivo que utilizávamos em revista de presídio. Quando se fala em números, nós temos que ter um efetivo proporcional as condições que vamos encontrar”, destacou Vargas.
A grande quantidade de material apreendido surpreendeu até mesmo quem convive diariamente com a rotina do Regional. “Me surpreendeu a quantidade de estoques, praticamente o dobro do que foi recolhido na última revista”, comenta Correia. Também foram encontradas cerca de 150 armas ou facas artesanais, uma pequena quantidade de drogas e 15 telefones celulares. “Se daqui a 15 dias fizermos outra revista, encontraremos mais armas, drogas e telefones” afirma Correia.

Quase chegando aos 600 presos, a alternativa encontrada pela Susepe e por Leandro Sassi,juiz responsável pela Vara de Execuções Criminais (VEC), foi transferir alguns presos para garantir a tranquilidade na casa prisional. A outra medida relatada pela reportagem de A Razão na edição de ontem, é a revisão dos processos de alguns presos. Segundo Sassi, 100 internos estão com seus processos trancados por alguma medida disciplinar. “Estamos revendo alguns casos com menor gravidade e a possibilidade de progressão de regime para alguns presos”, explica Sassi.
Além dos 15 presos que foram transferidos, outros nove já receberam o benefício e foram transferidos para o regime semiaberto. Outros 20 casos estão sendo analisados e podem receber o direito a qualquer momento. No Albergue Estadual, que fica no mesmo terreno que o presídio regional, a situação é mais tranquila, diz Correia. O número de presos já ultrapassou a lotação. No albergue ficam os presos que recebem o benefício de sair para trabalhar durante o dia e a noite retornam para dormir. Alguns presos do semiaberto estão permanecendo durante o dia todo no local, pois ainda aguardam por uma carta de trabalho para serem liberados.

Fonte: www.arazao.com.br

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