quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O objetivo é o fim da superlotação


Presídio Regional agora abriga 286 apenados.

Se as transferências de presos continuarem sendo feitas no mesmo ritmo de ontem, deve ter fim, em breve, a diferença no número de ocupantes das duas cadeias de Santa Maria. Há anos operando acima da capacidade que é 250 detentos, mas que, em setembro do ano passado, chegou a abrigar 602 pessoas, o Presídio Regional de Santa Maria ficou mais vazio.

Agora, há 286 apenados no local. Em contrapartida, o primeiro módulo da Penitenciária Estadual da cidade, que fica no distrito de Santo Antão, recebeu a maior quantidade de presos transferidos desde que começou a operar, em janeiro: 47 detentos chegaram para ocupar as novas celas ontem. Com isso, o espaço, que tem capacidade para receber 336, pessoas agora abriga 213 presos.

O grupo que foi levado para a nova cadeia e outros dois presos, que foram para a Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas, viviam na galeria C do Regional. Com a transferência, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) evacuou o local. Além disso, as três galerias do Regional passaram por um pente-fino. Com a ação, capitaneada por agentes penitenciários com auxílio de policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar foram, foram encontrados cinco celulares, três chips, 46 facas artesanais e cinco pedras de crack apreendidos.

Conforme o delegado penitenciário regional, Vanderlei Righi, se a transferência foi a maior da nova cadeia até agora, também marcou a história do Regional. Apenas uma megaoperação, em 2001, foi maior que a de ontem. Na ocasião, um incêndio levou à retirada de 60 homens do local, que foram para a Penitenciária Modulada Estadual de Uruguaiana.

Reformas: Segundo o diretor do Regional, Domacir Correia, a galeria C vai abrigar agora os 78 homens que cumprem pena em regime fechado na galeria B. A mudança vai possibilitar uma grande reforma na ala B. O espaço vai ganhar novas instalações elétricas, hidráulicas, acabamento e pintura. O valor será de cerca de R$ 15 mil, dinheiro já garantido pela Susepe. A mão de obra será dos próprios detentos. Tudo deve começar a sair do papel, conforme Correia, em até 30 dias. O objetivo é transformar o local em uma ala feminina.

É uma página virada na história do Regional. Queremos harmonizar as relações e vamos mudar procedimentos. Em dias de calor, quando estava superlotado, algumas celas ficavam abertas. Isso não será mais permitido explica Correia.


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