Governo descarta alocação de presos em delegacias no Rio Grande do Sul
Por decisão da Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital, o Presídio Central não poderá superar 4.650 apenados
O secretário estadual de segurança Airton Michels descartou a possibilidade de alocar detentos em delegacias do Rio Grande do Sul. A partir de agosto, o Presídio Central de Porto Alegre terá de limitar o número de presos. Por decisão da Vara de Execuções Criminais, o número de apenados não poderá superar 4.650.
— Esta hipótese não existe. Temos obras em andamento que possibilitarão gerar 1,5 mil vagas até o fim do ano — afirmou Michels, em entrevista à Rádio Gaúcha.
Atualmente, o Presídio Central tem 4.776 presos. Se a regra já estivesse em vigor, a Susepe teria que transferir, de imediato, 126 apenados.
O superintendente da Susepe, Gelson Traisliben, corrobora o pensamento do secretário de Segurança e assegura que até o fim de julho, novas vagas estarão disponíveis:
— Nós não teremos presos em delegacias. Estamos trabalhando com a reforma de um pavilhão no [Albergue] Pio Buck e teremos disponíveis, até o fim do mês, 120 novas vagas — disse Traisliben.
O pedido de interdição partiu da Promotoria de Controle e de Execução Criminal da Capital. A ordem é mais uma medida judicial, visando pressionar o governo do Estado a reduzir o déficit carcerário e resolver problemas históricos de superlotação do Presídio Central, atualmente com 140% acima da capacidade de 1.986 vagas.
O teto de 4.650 presos foi estabelecido por ser o número considerado suportável, mesmo que bem além da capacidade prevista. A medida visa, em especial, a limitar em mil presos o contingente em cada um dos pavilhões B, D e F, com sérias deficiências na rede de esgoto por conta do excesso de gente.
Fonte: www.zerohora.com
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