Sargento diz que acessava dados a pedido de três oficiais lotados no Piratini
Dois deles, segundo sargento César Rodrigues de Carvalho, ainda atuam no Piratini
Preso em um quartel da Brigada Militar de Porto Alegre suspeito de extorsão contra operadores de máquinas caça-níqueis e espionagem de políticos, advogados e jornalistas, o sargento César Rodrigues de Carvalho disse que obedecia a ordens diretas de pelo menos três oficiais lotados no Palácio Piratini para acessar aos dados sigilosos. Dois deles ainda estão em atividade.
Confira a cronologia do caso
A declaração foi dada em entrevista realizada por meio de um bilhete entregue ao sargento por uma pessoa que o visitou. Um dos oficiais citado por Carvalho é o tenente-coronel Frederico Bretschneider, exonerado na última segunda-feira. Ele nega o fato.
Outro citado pelo sargento como um dos responsáveis pelas ordens é o tenente-coronel Marco Quevedo, ainda lotado no Piratini. Ele também nega a versão e diz ter sido vítima das espionagens — pela lista divulgada pelo Ministério Público, o militar também teve seu nome pesquisado pelo suspeito. O terceiro citado atua na chefia de operações da Casa Militar.
— Todos os acessos ao Sistema de Consultas Integradas foram de forma oficial e eram de conhecimento do comando. Eu só tinha a senha master (com acesso a todas as informações) porque foi pedida pelo comando da Secretaria de Segurança Pública — disse, por meio de um bilhete escrito de próprio punho.
Na entrevista, o sargento suspeito ainda classificou o episódio como "lamentável" e afirmou desconhecer o teor das investigações. Pelo bilhete, informou que, por orientação de sua defesa, não deverá depor na promotoria de Canoas nesta quinta-feira.
Segundo a defesa do militar, que a afirma não ter acesso à investigação, a divulgação do horário e local do depoimento pode submeter o seu cliente a uma exposição na mídia.
Sobre as suspeitas de envolvimento com contraventores, o sargento nega que tenha cobrado propina e recebido R$ 40 mil, como informa o Ministério Público. Ele afirma estar sendo usado como uma "espécie de bode expiatório".
A declaração foi dada em entrevista realizada por meio de um bilhete entregue ao sargento por uma pessoa que o visitou. Um dos oficiais citado por Carvalho é o tenente-coronel Frederico Bretschneider, exonerado na última segunda-feira. Ele nega o fato.
Outro citado pelo sargento como um dos responsáveis pelas ordens é o tenente-coronel Marco Quevedo, ainda lotado no Piratini. Ele também nega a versão e diz ter sido vítima das espionagens — pela lista divulgada pelo Ministério Público, o militar também teve seu nome pesquisado pelo suspeito. O terceiro citado atua na chefia de operações da Casa Militar.
— Todos os acessos ao Sistema de Consultas Integradas foram de forma oficial e eram de conhecimento do comando. Eu só tinha a senha master (com acesso a todas as informações) porque foi pedida pelo comando da Secretaria de Segurança Pública — disse, por meio de um bilhete escrito de próprio punho.
Na entrevista, o sargento suspeito ainda classificou o episódio como "lamentável" e afirmou desconhecer o teor das investigações. Pelo bilhete, informou que, por orientação de sua defesa, não deverá depor na promotoria de Canoas nesta quinta-feira.
Segundo a defesa do militar, que a afirma não ter acesso à investigação, a divulgação do horário e local do depoimento pode submeter o seu cliente a uma exposição na mídia.
Sobre as suspeitas de envolvimento com contraventores, o sargento nega que tenha cobrado propina e recebido R$ 40 mil, como informa o Ministério Público. Ele afirma estar sendo usado como uma "espécie de bode expiatório".
Fonte: www.zerohora.com
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