segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Corrida ao Piratini

Abrindo uma série de entrevistas promovidas por Zerohora.com com os postulantes ao Piratini, o candidato Tarso Genro, do PT, respondeu às perguntas das jornalistas Rosane de Oliveira e Dione Kuhn, de Zero Hora, e de internautas, que enviaram seus questionamentos para o candidato.

Segurança pública

Sistema carcerário

Sobre os problemas de estrutura no Presídio Central, Tarso afirmou que, enquanto ministro da Justiça, o Governo Federal ofereceu recursos para a reforma estrutural da penitenciária:

— Tínhamos, no Brasil, duas manchas, que eram o presídio Aníbal Bruno, em Recife, e o nosso Presídio Central — relatou o candidato, acrescentando que a penitenciária pernambucana "já deve estar terminando as reformas".

Segundo o candidato, o Presídio Central não apresentou um projeto, na ocasião, para receber os recursos.

— Este Presídio Central vai ser eliminado ou tem de ser reformado, diminuindo a população carcerária — disse Tarso.

O candidato defendeu, ainda, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que pretende retirar do sistema carcerário tradicional até 400 jovens apenados, que cumprirão penas em prisões de média segurança e contarão com formação profissional.

Tarso afirmou que parcerias público-privadas podem ser concretizadas na administração dos presídios, mas disse que não recomenda este tipo de contrato:

— O que eu sou contra é que se entregue a administração da pena para a iniciativa privada.

A ideia do candidato é melhorar os salários dos agentes penitenciários e qualificar sua formação.

Policiamento de rua

Tendo em vista a Copa de 2014, o candidato foi questionado sobre o policiamento nas ruas. Tarso defendeu o uso da Força Nacional, como foi feito no sistema de segurança dos Jogos Pan-americanos de 2007, no Rio de Janeiro:

— Naquele momento, a Força Nacional teve um papel fundamental.

Déficit zero

O candidato afirmou ter preocupação "total" com o déficit zero do Rio Grande do Sul, mas criticou a maneira de "não gasto" com que o governo atual sanou as dívidas do Estado. Tarso acredita que é possível aliar o déficit zero ao desenvolvimento econômico:

— Fazer a sanidade fiscal crescendo: isso que é maestria — falou o candidato, acrescentando que presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhou desta maneira em seu mandato.

Funcionalismo público

Sobre a possibilidade de enfrentar uma greve de servidores em seu mandato, o candidato afirmou que cortaria o ponto dos grevistas:

— Eu considero uma humilhação não cortar o ponto do grevista

Perguntado por um leitor sobre uma possível diminuição na jornada de trabalho de servidores públicos, de oito para seis horas, Tarso afirmou que este não é o momento para tal decisão, mas que se esta opção se demonstrar a melhor, isto pode ser negociado.

Para o candidato, deve-se buscar o melhor pagamento ao funcionário público e exigir mais do servidor a fim de que preste um bom serviço à população.

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