Pente-fino em presídio
Em busca de provas dos supostos crimes investigados desde o ano passado, promotores de Justiça deflagraram a mais abrangente operação no sistema prisional da Serra, que teve o apoio de 254 policiais militares de Porto Alegre. Na manhã de ontem, os PMs fizeram uma revista de sete horas na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul.
Além de apreender drogas, estoques e celulares nas celas, o objetivo era buscar documentos, livros-ponto e informações digitais referentes à administração da unidade e também da Delegacia Regional da Susepe, anexa à cadeia.
Há pelo menos oito meses, o Ministério Público (MP) apura denúncias sobre uma rede que supostamente se estabeleceu a partir do estreitamento das relações entre um grupo de agentes penitenciários e detentos dos regimes fechado e semiaberto e apenados em liberdade provisória. Ontem, foram apreendidos estoques, celulares, drogas e dinheiro. Quatro presos ficaram feridos devido a disparos com balas de borracha, sem gravidade.
Além do pente-fino em todas as dependências da cadeia, o MP cumpriu mandados de busca na casa funcional da Susepe, na moradia de um agente e nas residências de dois apenados. As investigações se iniciaram com informações anônimas, depoimentos de presos e descobertas de supostas irregularidades na gerência do presídio. Segundo as investigações do MP, alguns agentes estariam fazendo vistas grossas para a entrada de drogas e celulares, além de firmarem associações com detentos, acobertando ou sendo coniventes com delitos dentro e fora da penitenciária. Essas negociações envolveriam o pagamento de dinheiro.
A ação da força-tarefa não resultou em prisões. Não era o principal objetivo do MP. Os promotores buscavam elementos para serem usados na segunda fase da investigação, quando tentarão embasar os laços dos agentes com os detentos. Três presidiários que seriam de confiança dos agentes penitenciários foram transferidos para Porto Alegre ontem.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, disse que cumprirá qualquer determinação da Justiça. O órgão informou que esperará por um comunicado do MP explicando os motivos da ação e a descrição do material apreendido. Os responsáveis pela direção da cadeia e pela Delegacia Regional preferiram não se manifestar.
Além de apreender drogas, estoques e celulares nas celas, o objetivo era buscar documentos, livros-ponto e informações digitais referentes à administração da unidade e também da Delegacia Regional da Susepe, anexa à cadeia.
Há pelo menos oito meses, o Ministério Público (MP) apura denúncias sobre uma rede que supostamente se estabeleceu a partir do estreitamento das relações entre um grupo de agentes penitenciários e detentos dos regimes fechado e semiaberto e apenados em liberdade provisória. Ontem, foram apreendidos estoques, celulares, drogas e dinheiro. Quatro presos ficaram feridos devido a disparos com balas de borracha, sem gravidade.
Além do pente-fino em todas as dependências da cadeia, o MP cumpriu mandados de busca na casa funcional da Susepe, na moradia de um agente e nas residências de dois apenados. As investigações se iniciaram com informações anônimas, depoimentos de presos e descobertas de supostas irregularidades na gerência do presídio. Segundo as investigações do MP, alguns agentes estariam fazendo vistas grossas para a entrada de drogas e celulares, além de firmarem associações com detentos, acobertando ou sendo coniventes com delitos dentro e fora da penitenciária. Essas negociações envolveriam o pagamento de dinheiro.
A ação da força-tarefa não resultou em prisões. Não era o principal objetivo do MP. Os promotores buscavam elementos para serem usados na segunda fase da investigação, quando tentarão embasar os laços dos agentes com os detentos. Três presidiários que seriam de confiança dos agentes penitenciários foram transferidos para Porto Alegre ontem.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Junior, disse que cumprirá qualquer determinação da Justiça. O órgão informou que esperará por um comunicado do MP explicando os motivos da ação e a descrição do material apreendido. Os responsáveis pela direção da cadeia e pela Delegacia Regional preferiram não se manifestar.
Fonte: www.clicrbs.com.br/zerohora
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