Celulares nas prisões
O uso de telefones celulares por presos volta a ser notícia
Desde que os telefones celulares começaram a aparecer e foram diminuindo de tamanho, além do aparecimento dos chips, estes equipamentos têm sido de alto valor para os presos, não apenas do nosso sistema carcerário, mas de todo o mundo.
Em primeiro lugar, é preciso contestar aqueles que aparecem na mídia se dizendo indignados com o fato de determinados bandidos continuarem a delinquir, mesmo estando presos, utilizando os celulares para se comunicar com comparsas e familiares e assim continuar a controlar o seu 'negócio'. Isso é uma grande bobagem, pois antes da existência da telefonia móvel, os chefes de qualquer organização criminosa continuavam a controlar os seus 'empreendimentos' utilizando os meios que dispunham na época, como cartas e contatos pessoais nos dias de visita. Sempre que algum bandido quisesse ordenar, por exemplo, a execução de determinada pessoa, isso era feito através dos meios tradicionais de comunicação que dispunham na época. Os celulares só têm servido como meio para agilizar essas comunicações, nada mais.
Outro ponto a ser abordado: os telefones móveis se constituíram em uma faca de dois gumes para os detentos, por causa das escutas telefônicas com autorização judicial, que são feitas pelas autoridades que investigam uma série de crimes, facilitando a formação de prova contra os acusados. Se não fossem as escutas de aparelhos celulares utilizados dentro das prisões, vários crimes não teriam sido descobertos, como, por exemplo, uma operação policial no ano passado, sobre execuções em Canoas, crimes que foram ordenados de dentro de algumas prisões.
Evidentemente, o sistema deve coibir ao máximo o uso desses aparelhos no interior das prisões, mas torna-se necessário encarar o problema com mais objetividade, sem estardalhaço ou chiliques.
Os bloqueadores testados - foram vários sistemas, sendo que alguns deles eu assisti apresentações - não são confiáveis e o custo é altíssimo. Além disso, não garantem o bloqueio para novas gerações de aparelhos celulares que surgem ano após ano. Assim, a decisão da Superintendência dos Serviços Penitenciários, de investir em equipamentos de alta eficiência na detecção de celulares e outros materiais ilícitos em revistas parece ser a mais adequada.
No Brasil, desde o ano passado, ingressar portando celulares nas cadeias passou a ser tipificado como crime. Por isso, até achei que o uso desses aparelhos nas prisões iria diminuir, entretanto, essa expectativa não vingou, ao menos aparentemente. Então é preciso investir pesado nas revistas dos visitantes - utilizando os equipamentos mencionados - e nas revistas das celas, de tal forma que o custo para os presos - financeiro e legal - iniba o uso desses equipamentos.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
O uso de telefones celulares por presos volta a ser notícia
Desde que os telefones celulares começaram a aparecer e foram diminuindo de tamanho, além do aparecimento dos chips, estes equipamentos têm sido de alto valor para os presos, não apenas do nosso sistema carcerário, mas de todo o mundo.
Em primeiro lugar, é preciso contestar aqueles que aparecem na mídia se dizendo indignados com o fato de determinados bandidos continuarem a delinquir, mesmo estando presos, utilizando os celulares para se comunicar com comparsas e familiares e assim continuar a controlar o seu 'negócio'. Isso é uma grande bobagem, pois antes da existência da telefonia móvel, os chefes de qualquer organização criminosa continuavam a controlar os seus 'empreendimentos' utilizando os meios que dispunham na época, como cartas e contatos pessoais nos dias de visita. Sempre que algum bandido quisesse ordenar, por exemplo, a execução de determinada pessoa, isso era feito através dos meios tradicionais de comunicação que dispunham na época. Os celulares só têm servido como meio para agilizar essas comunicações, nada mais.
Outro ponto a ser abordado: os telefones móveis se constituíram em uma faca de dois gumes para os detentos, por causa das escutas telefônicas com autorização judicial, que são feitas pelas autoridades que investigam uma série de crimes, facilitando a formação de prova contra os acusados. Se não fossem as escutas de aparelhos celulares utilizados dentro das prisões, vários crimes não teriam sido descobertos, como, por exemplo, uma operação policial no ano passado, sobre execuções em Canoas, crimes que foram ordenados de dentro de algumas prisões.
Evidentemente, o sistema deve coibir ao máximo o uso desses aparelhos no interior das prisões, mas torna-se necessário encarar o problema com mais objetividade, sem estardalhaço ou chiliques.
Os bloqueadores testados - foram vários sistemas, sendo que alguns deles eu assisti apresentações - não são confiáveis e o custo é altíssimo. Além disso, não garantem o bloqueio para novas gerações de aparelhos celulares que surgem ano após ano. Assim, a decisão da Superintendência dos Serviços Penitenciários, de investir em equipamentos de alta eficiência na detecção de celulares e outros materiais ilícitos em revistas parece ser a mais adequada.
No Brasil, desde o ano passado, ingressar portando celulares nas cadeias passou a ser tipificado como crime. Por isso, até achei que o uso desses aparelhos nas prisões iria diminuir, entretanto, essa expectativa não vingou, ao menos aparentemente. Então é preciso investir pesado nas revistas dos visitantes - utilizando os equipamentos mencionados - e nas revistas das celas, de tal forma que o custo para os presos - financeiro e legal - iniba o uso desses equipamentos.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
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