sábado, 13 de março de 2010

Garcia critica postura americana ao julgar instituições brasileiras.

Nesta quinta-feira organismo americano denunciou a violência exercida pelas forças de segurança estaduais
O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, criticou nesta sexta-feira os Estados Unidos por querer assumir competências próprias de instituições internacionais, fazendo o país parecer titular de uma "missão civilizadora" no mundo.

— Nenhum país pode atribuir-se o que é próprio de organismos multilaterais, a não ser que creia ter uma missão civilizadora no mundo. Se acredita nisso, deve dar provas —, disse Garcia a correspondentes internacionais, em resposta ao relatório sobre direitos humanos feito pelo Departamento de Estado americano.

Garcia também criticou o fato de um país começar a distribuir certificados de bom comportamento, destacando que o Brasil jamais fez algo do gênero porque considera que não contribui para melhorar a situação dos direitos humanos no mundo.

O relatório entregue pelo Departamento de Estado nesta quinta-feira ao Congresso americano diz que o Brasil tem como grave problema a violência exercida pelas forças de segurança estaduais, incluindo assassinatos ilegais e torturas.

O assessor presidencial não hesitou em reconhecer que existem graves problemas sobre direitos humanos no Brasil.

— Se alguém diz que há problemas de violência policial, que temos números intoleráveis de jovens mortos e de pobres, em geral, que a situação das prisões é horrível, não está dizendo nada que não sabemos —, acrescentou.

Garcia explicou a situação com base na organização política brasileira, na qual, segundo ele, as responsabilidades sobre segurança estão compartilhadas entre a União, estados e municípios.

No entanto, embora tenha dito que o assunto "é tarefa para várias gerações", defendeu que houve "resultados extraordinários" em algumas das políticas adotadas e destacou programas de educação de policiais e a pacificação de algumas favelas no Rio de Janeiro.

Fonte: www.zerohora.com

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