terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Cúpula da Susepe se reúne com secretários

O superintendente da Susepe, os diretores dos departamentos e principais chefias, incluindo este blogueiro, mais a diretoria da Amapergs-Sindicato, estivemos reunidos até o início desta noite, com a secretária Ana Pellini e o secretário da Segurança Pública, Edson Goularte, quando foram apresentados os projetos de construção de várias prisões, abrindo milhares de novas vagas, incluindo edificações emergenciais.
Entre as emergenciais, há um grupo de albergues que serão erguidos em 30 dias, já que a estrutura não é de alvenaria, sendo utilizados materiais leves. Esses albergues proporcionarão ao sistema penitenciário mais 1.200 vagas para apenados do regime semiaberto.

A proposta apresentada pela secretária Ana Pellini

O projeto é colocar a trabalhar nesses albergues apenas servidores recém formados no último curso, que antes terão que passar por outra formação sob a coordenação de servidores da Brigada Militar. Segundo Ana Pellini, a idéia é a de formar uma equipe com uma nova mentalidade profissional, realizando uma carga horária diferenciada dos servidores antigos, em turnos e 6 a 8h no máximo e com as casas albergue sendo dirigidas por oficiais da BM.


A nossa reação


Nos manifestamos veementemente contrários à diferenciação da carga horária e ao tratamento a ser dispensado aos novos servidores e, principalmente, quanto à intenção de inserir oficiais de outra corporação nesse programa.
Falamos que a Susepe tem todas as condições de administrar essas novas casas prisionais, que deverão ser geridas por servidores penitenciários mais experientes. Um novo curso na área de gestão é muito bem vindo, mas deve ser organizado e ministrado pela nossa Escola dos Serviços Penitenciários.
Dissemos também que esse governo acerta quando prioriza investimentos no sistema penitenciário como nunca antes aconteceu, porém tratar de forma diferenciada os novos servidores e impor a coordenação da Brigada Militar provocará conflitos que podem e devem ser evitados, para que o governo não tenha que arcar com desgastes desnecessários.
Amanhã faremos um documento mostrando uma análise desses detalhes polêmicos do projeto e o enviaremos ao secretário Edson Goularte, para que possamos reverter algumas intenções manifestadas por Ana Pellini, e com isso evitarmos uma série de problemas que certamente acontecerão, caso o projeto original seja levado a efeito.

Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/

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