Apenado é morto
Foragido do Presídio Regional foi atingido com três tiros Esclarecer as circunstâncias de um crime com diferentes versões e muitas informações desencontradas será o objeto de investigação da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Santa Maria nos próximos dias. Por volta das 8h25min, de ontem, uma briga entre irmãos resultou na morte de Darlei Sulimar de Souza Pena, 27 anos. A irmã do jovem, Maira Cenilde de Souza Pena, 26 anos, assumiu o crime e foi presa em flagrante. Mesmo com autor confesso, os motivos que levaram à morte e como ela aconteceu geram dúvidas à polícia.
Darlei era foragido do regime semiaberto do Presídio Regional e estava morando em uma casa na frente daquela onde a irmã residia, na Vila Marista 2, bairro Nova Santa Marta. Segundo depoimento de Maira à Polícia Civil, ela foi até a casa da ex-companheira de Darlei na noite de sábado. Lá, teria bebido cervejas e retornado na manhã de domingo. Ao chegar em casa, teria encontrado o irmão.
Um homem que forneceria drogas a Darlei teria chegado no local. Naquele momento, teria tido início uma discussão entre os irmãos. O jovem teria puxado uma faca e um revólver contra ela. Em briga corporal, eles teriam saído da casa, e ele teria deixado cair o revólver no pátio. Maira teria juntado a arma e disparado pelo menos três tiros.
Darlei, que era solteiro e tinha uma filha, foi atingido no tórax e na mão esquerda. No momento do crime, estariam em casa o companheiro de Maira, um calceteiro de 30 anos, e a mãe dos irmãos, de 53 anos. Ambos teriam presenciado o homicídio.
Maira chegou a acompanhar o irmão até o Hospital de Caridade, para onde ele foi levado pelos bombeiros. Mas o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu. Ao retornar para casa, Maira foi detida pela Brigada Militar. No local foram apreendidos uma faca, maconha e um cachimbo.
Segundo o delegado Sandro Meinerz, que registrou o flagrante, tanto a mãe dos irmãos quanto o companheiro de Maira disseram que o calceteiro interviu na briga e empurrou Darlei, que teria derrubado a arma, momento em que Maira teria pego o revólver a atirado. Maira nega. Segundo ela, o companheiro apenas “sumiu com a arma”. Ele apresentou um revólver 38 com numeração raspada.
A polícia vai investigar se a arma era de Darlei (ele cumpria pena por furto, roubo, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma) e se foi mesmo legítima defesa.
– Eu não queria matar meu irmão – disse a suspeita ao delegado
Fonte: www.diariosm.com.br
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