
SOP APRESENTA NA ESP PROJETO DE PENITENCIÁRIA PADRÃO
A Secretaria Estadual das Obras Públicas (SOP) apresentou na tarde desta terça-feira (22) o projeto arquitetônico para construção da Penitenciária Padrão no Estado. O trabalho, segundo a arquiteta responsável, Lisiane Manasi Gomes, foi desenvolvido pela Sop, com apoio de outras secretarias como Educação, Saúde, Segurança, Turismo e Susepe. A apresentação aconteceu na Escola Penitenciária (ESP), no 3º andar da Susepe, com a presença do corpo técnico da instituição de diferentes áreas (assistência social, segurança, nutrição, informática) e foi conduzida pela arquiteta Lisiane Gomes, arquiteto Hélio Ricardo Boening e pelo diretor de Obras da Sop arquiteto Odir Baccarin.
O modelo desenvolvido tem área total de 10.863,40 m2 com capacidade para 600 vagas em regime fechado e 108 para o semi-aberto. Tendo como diretrizes básicas a flexibilidade de implantação, módulo de vivência compacto, parceria com mão-de-obra prisional, ressocialização dos apenados, sustentabilidade ambiental, sistema de gestão progressiva e economicidade na infraestrutura.
Estes conceitos resultaram em um complexo penitenciário de seis galerias compactas com 96 apenados, módulo de saúde já aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), área de ressocialização com quadra de esportes, pista de atletismo, palco, sala de aula, biblioteca e um pavilhão de trabalho com 650 m2. Entre outras inovações está o recolhimento e aproveitamento de águas pluviais proporcionando custos reduzidos na sua infraestrutura.
Segundo o diretor Baccarin o projeto foi pensado como um equipamento urbano que precisa estar inserido dentro do ambiente urbano e foi concebido para qualificar os ambientes para a efetiva ressocialização dos apenados e gerar condições melhores de trabalho para agentes e funcionários do sistema prisional. A padronização das edificações, identidade por volumetria e cores também foram considerados para melhorar a estética dos complexos prisionais do Estado, facilitando a inserção das casas prisionais nos municípios.
Os arquitetos responsáveis pela elaboração do projeto (Lisiane Gomes e Hélio Boening) ainda ressaltaram que os espaços físicos foram pensados para que possam agregar as novas tecnologias que podem futuramente serem implantadas. O valor orçado para a obra é de aproximadamente R$ 23 milhões dependendo da área em que for implantada.
Os projetos (arquitetônicos e complementares) estão prontos e aguardando o edital de licitação para os municípios de Alegrete, Camaquã, Guaíba e Venâncio Aires. Outras três cidades (Caxias do Sul, Erechim e Canoas) aguardam apenas o levantamento topográfico para continuidade do processo.
Fonte: www.susepe.gov.br
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