Bandeira: Vamos priorizar reajuste para quem recebe menos no serviço público estadual
Secretário do Planejamento diz que professores e brigadianos devem ter preferência, mas não há previsão de aumento imediato
Apesar das dificuldades financeiras do Estado provocadas pela queda na arrecadação, o secretário do Planejamento, Mateus Bandeira, disse hoje, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, que vai defender reajuste salarial para servidores que recebem menos. Bandeira encaminhará hoje à governadora Yeda Crusius uma série de projeções sobre o que é — e o que não é — possível conceder às classes insatisfeitas.
— Espero que o espaço fiscal que ainda temos seja direcionado para quem recebe menos, como o magistério e a Brigada Militar. Não seria conveniente aprovar reajuste para as categorias que mais recebem no Estado. Acredito que não é razoável. Vou defender que a gente possa priorizar quem recebe menos no serviço público estadual — afirmou ele, sobre projetos que devem ser votados na Assembleia, mas sem citar índices de reajuste.
Bandeira deixou claro que não há previsão de aumento salarial a curto prazo para policiais militares e técnicos científicos, por exemplo.
— Não estamos trabalhando com essa perspectiva de reajuste imediato. Nosso limite é o estabelecido pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o ano que vem. A governadora sempre nos pautou sobre o equilíbrio das receitas e despesas. Temos nosso limite que é a capacidade financeira do Estado — explicou.
Representantes de diferentes categorias, como militares, professores, técnicos-científicos, têm encontros previstos nos próximos dias com o governo para negociar aumento.
— Ao longo deste ano e no ano passado nós conversamos com diversas categorias de servidores para discutir um conjunto de medidas para valorizar o serviço público. Isso é o que deseja a governadora para melhorar a qualidade do serviço oferecido à população.
Bandeira destacou o aumento na folha de pagamento nos últimos anos:
— A folha de pessoal, a grosso modo, foi aumentando de R$ 9 bilhões, em 2006, R$ 10 bilhões, em 2007, R$ 11 bilhões, em 2008, e caminha para um fechamento de R$ 12,1 bilhões neste ano. Portanto, tem aumentado cerca de R$ 1 bilhão por ano
Fonte: www.zerohora.com
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