quarta-feira, 7 de outubro de 2009

É capa do Diário Gaúcho...!!!



Entrevista publicada na Zero Hora com o agente penitenciário que ontem foi assaltado


“Agarrei a arma dele e disparei minha pistola”, conta agente que reagiu a assalto

Os assaltantes tiveram “um segundo de bobeira”. É assim que o agente penitenciário de 33 anos define o momento, ao entardecer de ontem, no qual ele decidiu reagir à ação dos dois homens que o mantinham refém dentro da caminhonete que dirigia.

– Eles se distraíram, agarrei a arma do cara e disparei minha pistola – resumiu ele que, por medo de represálias, pediu para que seu nome fosse preservado.

Ex-PM, há seis anos atuando no Núcleo de Segurança e Disciplina da Susepe, o agente é robusto e tem cerca de 1m90cm. Poderia ter se atracado no soco com os assaltantes, brincam os policiais.

Usou a arma funcional, a pistola .40 e foi preciso e econômico nos tiros. Disparou quatro vezes, duas em cada assaltante, acertando três tiros.

Ele diz que só reagiu porque teve medo de morrer ao ser identificado pelos assaltantes. Isso poderia acontecer porque ele faz escolta, a cada dia de trabalho, de pelo menos 15 presos.

O agente concedeu entrevista a Zero Hora duas horas após matar os dois homens. Trêmulo, pouco antes de prestar depoimento na 8ª Delegacia da Polícia Civil (Petrópolis), ele revelou estar chateado:


Zero Hora – O que aconteceu?

Agente penitenciário – Eu estava de folga, esperando minha mulher na Avenida Lavras. Aí chegou um sujeito pelo meu lado, sacou uma arma e apontou para meu rosto. Mandou que eu fosse para o banco de trás. Fui, né... Aí entrou outro sujeito pela porta direita. Achei que estava armado também, parecia, pelo menos. Depois descobri que não.

ZH – Vocês foram muito longe?

Agente – Pouco mais de 200 metros. O motorista apontava o revólver 38 para mim, depois passava para o caroneiro, engatilhado, dizendo: “se ele se mexer, tu queima”. Às vezes, ele pegava a arma de novo e me apontava, virando a cabeça para trás. De repente eles frearam para evitar um carro. Vi que era o momento decisivo. Agi conforme me ensinaram no treinamento.

ZH – O que o senhor fez?

Agente – Agarrei a arma do cara com a mão esquerda e disparei minha pistola, que eu tinha sacado com a direita. Aí virei o cano para o lado e disparei contra o outro sujeito, duas vezes. O motorista ainda se agarrava em mim, aí disparei mais uma vez, na cabeça. E saí correndo pela porta de trás. Usei o treino, dois tiros e dois tiros, depois parei, apesar do ladrão-motorista ainda se mexer.

ZH – O senhor já tinha sido assaltado? Acha que eles o reconheceram, da sua profissão?

Agente – Nunca tinha sido assaltado, nunca tinha matado ninguém. Não conheço os bandidos e acho que eles também não me conheciam. Queriam apenas dinheiro, mas podiam ter me matado. É chato, cara. Mas é a vida.

Fonte:www.zerohora.com

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