quinta-feira, 10 de setembro de 2009


Impasse entre oposição e base governista transfere votações para terça-feira

Transferência da votação ocorreu por acordo entre as lideranças

A votação do veto total ao Projeto de Lei nº 315 /2008, do Poder Executivo, foi adiada para a próxima terça-feira (15) mais uma vez por falta de quórum. A matéria continua trancando a pauta. Desta vez, a decisão foi das bancadas de oposição que não confirmaram presença para forçar o adiamento. O veto ao Projeto, que trata sobre o plano de carreira dos servidores da Susepe, volta à pauta junto com os Projetos de Lei 68/2007, 257/2008 e 433/2006. A transferência da votação para terça aconteceu por acordo entre as lideranças.

Após a verificação de quorum, o líder do governo na AL, deputado Pedro Westphalen (PP) chamou a atenção da oposição: “A oposição não confirma presença, mas o veto terá que ser votado. Estamos abertos à negociação. Podemos e devemos evoluir”. O petista Raul Pont justificou: “Não marcamos presença para estabelecer as condições para a negociação. Esta não é matéria para ser apreciada na base do tudo ou nada”. O deputado Gilmar Sossela (PDT) contra-argumentou e disse que a base governista poderia ter garantido quórum porque tem maioria na Assembleia Legislativa.

Pont defendeu que o Executivo apresente um “substitutivo com aval da categoria”. Em nome do DEM, o deputado Marquinho Lang apoiou a apresentação de um substitutivo. Porém, o parlamentar Alexandre Postal (PMDB) foi pontual: “Não vamos enganar ninguém, terça-feira não haverá substitutivo. Teremos que derrubar ou acatar o veto. Acatando o veto, um novo projeto terá que ingressar no Legislativo”, explicou. Ele argumentou que a postura do governo “não é desumana” e que há intenção de resolver um problema de uma categoria.

A decisão de adiar a votação foi elogiada pelo deputado Raul Carrion (PC do B). Porém, na avaliação do parlamentar Adão Villaverde (PT) “não adianta empurrar para terça-feira, sem construir uma alternativa”. Villaverde sustentou que é papel do líder do governo no Legislativo contribuir com a elaboração de uma proposta que atenda os interesses da categoria.

CPI e impeachment

O resultado da reunião da CPI, de ontem (8) à noite, quando a base governista retirou quórum para não apreciar os requerimentos que estavam na ordem do dia, mobilizou a bancada petista. O líder Elvino Bohn Gass (PT) lamentou o que chamou de “atitude golpista” que, segundo ele, está em curso na Assembleia Legislativa. “Os deputados fugiram na hora da votação, poderiam e deveriam ter votado. Fazem tudo para esconder a corrupção”, indignou-se.

Bohn Gass elogiou a atuação da presidente da CPI, deputada Stela Farias (PT) e reforçou que “alguns deputados não querem investigar”. “Queremos a verdade e vamos buscá-la, não importa a quem vai doer”, completou o deputado Paulo Azeredo (PDT).

As notícias publicadas na imprensa local, referentes ao processo de impeachment motivou o deputado Iradir Pietroski (PTB) a questionar a possível decisão do presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan, de aceitar o pedido. “Que tome a decisão baseado em fatos e não em interesses políticos. O PT não pode ditar os rumos políticos deste Estado”, sustentou Pietroski.

Críticas e defesas

A coluna do jornalista Paulo Sant´Ana, “Dois governos”, publicada na Zero Hora, dia 3 de setembro, foi lida pelo deputada Paulo Brum (PSDB). No texto, o jornalista elenca as qualidades do governo tucano no RS. Após a leitura, Brum concluiu: “O Rio Grande tem um ótimo governo”.

O também tucano Pedro Pereira leu carta recebida por ele, denunciando a situação do município de Pinheiro Machado após o PT assumir a prefeitura. O deputado Dionilso Marcon (PT) respondeu: “Pinheiro Machado era ninho dos tucanos e o senhor tem direito de chorar”.

O tema do pré-sal foi mencionado pelo deputado Heitor Schuch (PSB), que avaliou a decisão do governo Lula como estadista, comprometida com a soberania nacional.

Preocupações

A parlamentar Marisa Formolo (PT) ocupou a tribuna para referir a discussão realizada em audiência pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, na manhã de hoje. “Pela manhã, vivemos um momento de profunda tristeza política”, comentou a deputada. Na audiência foi discutido o tema da criminalização nos movimentos sociais. As informações apresentadas na reunião revelaram ações de tortura que estão acontecendo no RS. “O que vamos fazer diante de um conjunto de denúncias?”, provocou.

Fonte: www.al.rs.gov.br

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