Yeda (e outros) na Justiça. Leia aqui um trecho da ação. Este a mídia gaúcha decidiu esconder
Reportagem do Site de Claudemir Pereira.
Dê uma conferida num pequeno trecho da denúncia movida pelo Ministério Público Federal contra a governadora Yeda Crusius - e outras oito figuras públicas (e notórias) no Rio Grande do Sul. Curiosamente, embora disponíveis em formato “PDF” em algumas versões online, tanto nas versões impressas, menos ainda no rádio e na televisão, essa parte foi escondida. Deve haver alguma razão. Qual? Você decide, enquanto lê o que está na página 56 do trabalho sob análise da Justiça:
“..Os denunciados integrantes da quadrilha não descuidavam da imagem dos grupos familiares e empresariais, bem como da vinculação com a imprensa. O grupo investia não apenas na imagem de seus integrantes, mas também na própria formação de uma opinião pública favorável aos seus interesses, ou seja, aos projetos que objetivavam desenvolver. A busca de proximidade com jornais estaduais, aportes financeiros destinados a controlar jornais de interesse regional, frequentes contratações de agências de publicidade e mesmo a formação de empresas destinadas à publicidade são comportamentos periféricos adotados pela quadrilha para enuviar a opinião pública, dificultar o controle social e lhes conferir aparente imagem de lisura e idoneidade...”
UM COMENTÁRIO: é por essas e outras que fico profundamente irritado quando os mantras da “imparcialidade” são expostos em editoriais e até “carta de princípios” de veículos de comunicação e entidades que os representam. Quanto a mim, não sou imparcial, menos ainda neutro. Sou apenas, e me orgulho disso, independente. O que tem um preço, claro. Mas vale a pena pagar.
OUTRO COMENTÁRIO: não me cabe ficar julgando comportamentos. Sim, já fiz parte da mídia, digamos, tradicional. E até hoje agradeço imensamente aos meus patrões (a começar por Luizinho de Grandi e terminando em Zaira de Grandi, passando por Vicente Bisogno), por terem me conferido absoluta liberdade de pensamento e jamais me pediram para fazer A ou B, por força de algum interesse que não o do jornalismo que eu entendo o mais correto. Não foi fácil pra eles, nem pra mim. Mas sobrou profissionalismo. Até hoje tem gente (no poder ou na oposição), de Santa Maria especialmente, que não gosta do que faço e da forma como ajo. Azar. O deles.
Fonte: http://www.claudemirpereira.com.br/
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