Presos usam a gripe para serem liberados em Santa Maria.
Noticia vinculada no Jornal A Razão do Dia 25/07/2009
O delegado da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), Domacir Corrêa, disse na sexta-feira que existem presos do Albergue Estadual utilizando o quadro de gripe para obterem uma liberação em massa, forçando a permissão para cumprirem o restante da pena em prisão domiciliar. O caso veio à tona após entrevista concedido por ex-albergado à Rádio Santamariense.
O ex-detento, que teria sido liberado no início da semana, reclamou que existem colegas de albergue com febre alta e que apresentam sintomas de gripe, sem atendimento adequado e remédios, dormindo em colchões no piso da instituição penal.
“O pessoal pediu para que assim que eu saísse que tornasse pública essa situação. Eles reclamam de terem de ser levados algemados para o Pronto Atendimento Municipal (PAM) do Patronato e que por conta do constrangimento acabam desistindo de buscar esse tipo de atendimento”, salientou o ex-detento.
A resposta veio em alto e bom tom por parte do delegado da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Domacir Corrêa. Ele rebate as afirmações do ex-albergado e afirma que existem presos utilizando o quadro de gripe para tentar forçar uma liberação em massa, passando a cumprir as penas em prisão domiciliar.
“Já esperávamos por isso e até que demorou para acontecer. A situação começou com o incêndio no anexo do Albergue e agora estão usando a gripe e a imprensa para obter a condição de prisão domiciliar. Com certeza, eles não perderiam essa oportunidade”, disparou Domacir.
O delegado da Susepe garante que não existe nenhum foco gripal dentro do sistema prisional local e que na terça-feira, um médico de Cachoeira do Sul esteve em Santa Maria avaliando as condições de mais de 60 detentos. Apenas seis teriam apresentado quadro de gripe comum.
Domacir salienta que o cidadão comum tem mais dificuldade de obter atendimento médico do que os detentos do sistema prisional gaúcho. “O cidadão comum precisa entrar na fila de madrugada para tirar a ficha de atendimento. O preso é imediatamente atendido, tem enfermeiro no Presídio e se há necessidade o médico é chamado, inclusive, para atendimento domiciliar se for o caso do albergado”, afirmou.
O delegado da Susepe também falou sobre a questão do uso de algemas em detentos do regime que buscam atendimento médico. Ele reforça que os 28 mil presos no Rio Grande do Sul estão sob custódia e que as regras de segurança valem para todos.
“Existem situações que não são levadas ao público. Por exemplo: na semana passada, um detento simulou uma enfermidade, foi levado ao PAM sem as algemas e fugiu. Trata-se de um procedimento normal de segurança que precisa ser observado”, concluiu Domacir.
Fonte: www.arazao.com.br
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