quinta-feira, 13 de agosto de 2009

NOTA DE ESCLARECIMENTO SITE AMAPERGS SINDICATO


O GOVERNO VETOU TUDO!
Vetou o projeto e as emendas. Seguramente a categoria não se surpreendeu com mais esta ação governamental. O que poderíamos esperar de um governo que repetidamente descumpre os mais variados tipos de acordos? Um governo que NÃO TEM PALAVRA! Um governo que sequer tem um único discurso. Um governo dividido, inconstante e sem seriedade. O governo, além de não honrar os acordos, ainda tenta imputar responsabilidade a categoria, tenta com mentiras, desacreditar toda uma classe fazendo parecer que buscamos privilégios. Esta nova realidade, força-nos fazer uma retrospectiva, como forma de não deixar dúvidas sobre a grandeza da luta de nossa categoria:


a) Durante o ano passado, nossa classe realizou um movimento de greve que durou trinta e cinco dias, antes porém, foram incontáveis as vezes em que buscamos o entendimento por meio do diálogo, o que infelizmente restou infrutífero;

b) Buscando ainda uma derradeira alternativa de convergência, decidimos pela greve geral com 30 dias antes do seu efetivo inicio, prazo em que o governo foi notificado da decisão e teve conhecimento formal de nossa pauta de reivindicações;

c) O governo deixou para responder-nos apenas na véspera do inicio da greve, em uma demonstração clara de desinteresse com as nossas reivindicações, e as respostas em nada eram conclusivas deixando a categoria sem alternativa senão a de dar início ao movimento paredista decidido trinta dias antes;

d) Já durante a greve realizada, em nenhum momento negamo-nos ao diálogo, apesar da forma com que o governo tratou o movimento, chegando inclusive a questionar sua legalidade, no que não logrou êxito;

e) Nossa greve, pauto-se em diversos itens de reivindicação, dos quais grande parte não foi cumprida; (Não cumpridos: Aferição da insalubridade nos presídios, aquisição e acautelamento de armamento, aumento de 22 para 30 vales refeição mês, cumprimento da carga horária constitucional com o fim da dupla jornada, aumento do efetivo funcional)

f) Sem sombra de dúvidas o carro chefe do movimento constituía-se no PLANO DE CARREIRA e na REGULAMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA, sendo assim, com governo tendo se comprometido com estes itens, em documento assinado pelo Chefe da Casa Civil, a categoria compreendeu por terminar com a greve.

g) A categoria recebeu a primeira surpresa e demonstração clara da falta de seriedade, com o envio do projeto do plano de carreira para a Assembléia Legislativa. Naquele projeto (315/09), além de em nada se assemelhar com o debatido com a categoria durante meses, retirava direitos e SEQUER CITAVA A APOSENTADORIA;

h) Como o tema passava envolver outro poder (Assembléia Legislativa), a categoria decidiu que neste deveria ser buscada a solução, sendo assim, com o propósito de ajustarmos o projeto na forma acordada durante a greve, foram incluídas emendas;

i) No dia em que o projeto seria votado em plenário, na última hora, como de costume, o governo encaminhou um projeto substitutivo. Os deputados, sensíveis a nossa causa, convencidos da justiça e da legalidade, não só rejeitaram o substitutivo como aprovaram o projeto e as emendas.

j) O projeto então foi para apreciação da Governadora, esperávamos que o governo nos chamasse para discutirmos este novo momento, o que não ocorreu. Recebemos uma ligação da Casa Civil na véspera do veto, nos chamando para uma reunião que aconteceria as 19 horas. Em cima da hora, novamente, o governo desmarcou este encontro, e no dia seguinte, soubemos pelo diário oficial, do veto total ao projeto.

k) Não nos surpreendemos, afinal a história deixava clara a falta de seriedade deste governo. A categoria agora seguirá lutando por justiça, primeiro cobrando coerência. Buscaremos garantir que a assembléia legislativa repita o feito, e assim como aprovou o projeto e as emendas, DERRUBE O VETO, para que possamos virar esta página.

COMO DITO NO INICIO, O GOVERNO VETOU TUDO, PORÉM JAMAIS VETARÁ NOSSA DISPOSIÇÃO DE LUTA E NOSSA UNIDADE.

Fonte: http://www.amapergs-sindicato.org.br

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