Comentários do vice-presidente da Amapergs sobre o veto ao plano de carreira
A decisão da governadora de vetar o projeto do plano de carreira, recentemente aprovado por unanimidade pelos deputados, indignou e frustrou a categoria
Flávio Berneira Jr, vice-presidente da Amapergs-Sindicato reclama que o projeto de lei original enviado pelo governo à Assembleia já não contemplava a questão da aposentadoria. Assim, os servidores recorreram aos deputados para garantir suas reivindicações por meio das emendas.
Flávio refuta o argumento do governo de que as alterações geram custos e lembra que outros estados dirigidos pelo mesmo partido de Yeda, como Minas Gerais e São Paulo, já regulamentaram a aposentadoria da categoria como está previsto na Constituição.
“Nenhuma emenda do projeto gera despesa ao Estado. Tem um artigo a que o governo tem se apegado, que é o do risco de vida. O que acontece é que o texto do projeto original fazia uma distorção e aí sim importava em alteração salarial. A própria assessoria da bancada do PSDB na Assembléia se deu conta disso e apontou que o artigo deveria ser corrigido. Nós fizemos isto por meio de uma emenda, que não cria nada de novo e nem aumenta as despesas do Estado”, explica.
No entanto, Berneira diz que não foi somente em relação à aposentadoria e à gratificação que a governadora Yeda descumpriu o acordo firmado com os servidores da Susepe no final da greve no ano passado. Na época, outros itens foram acordados, como condições de trabalho nos presídios e os tíquetes-alimentação, que acabaram sendo ignorados.
"Tão logo a greve terminou, o governo começou a demonstrar que não iria cumprir o acordo. Vou dar um exemplo. Um dos itens acordados era de em 10 dias o governo faria uma vistoria em todos os presídios para checar o grau de insalubridadde de trabalho. Passado um ano da greve, nenhum presídio foi vistoriado”, reclama.
A Amapergs-Sindicato conversará com os deputados da Assembléia, a fim de derrubar o veto da governadora. A decisão também será avaliada em assembléia pela categoria, que poderá definir mobilizações.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
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