Pombo eletrônico
O pombo já foi símbolo da paz. Depois de ontem, virou sinônimo de quanto espaço para espertezas é gerado pela ociosidade dos presos.
Cômico, o episódio do pombo (eletrônico) é mais um no ranking das mil e uma estratégias das quadrilhas para introduzir telefones nos presídios. Recentemente foram presos oito agentes da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), suspeitos de tortura a detento. Os funcionários foram libertados há poucos dias, mas pesa sobre alguns deles a suspeita de que facilitavam o ingresso dos aparelhos no presídio.
Em junho, um caminhão que buscava lixo foi barrado na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas. Levava 14 celulares a presos. Ao delegado Pedro Urdangarin, o motorista confessou já ter introduzido 40 celulares naquele presídio, num período de três meses.
Quando isso vai parar? Talvez quando instalarem bloqueadores de celular nos presídios, algo debatido há seis anos. As tentativas de instalação esbarram na desconfiança com a eficácia do bloqueador. Sem falar na estimativa de preço, algo como R$ 500 mil por presídio. Pelo jeito, assassinatos e assaltos continuarão sendo tramados e comandados das cadeias.
Fonte: http://achcavalcanti.blogspot.com/
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