sexta-feira, 6 de março de 2009

Policiais denunciados pelo MP comandavam empresas de segurança privada

Investigação se iniciou após o PM José da Rosa ter sido encontrado morto em setembro de 2007


Fábio Almeida fabio.almeida@rdgaucha.com.br

Os 10 oficiais que integravam quadrilhas em Novo Hamburgo eram donos de empresas de segurança privada, no Vale do Sinos. Os 59 policiais militares do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM) do município foram denunciados pelo Ministério Público (MP). A investigação ainda é decorrente da operação "Duas Caras", que apurou a prática de crimes por integrantes da própria PM. Além disso, as investigações apontaram que os oficiais da Brigada Militar exerciam a gerência de empresas de segurança privada utilizando a estrutura do Estado.
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De acordo com a promotora de Justiça Sônia Eleni Corrêa Mensch, as denúncias englobam crimes como formação de quadrilha, receptação, furto, roubo, prevaricação, peculato, posse de substâncias entorpecentes, violação de sigilo funcional, entre outros. À Justiça de Novo Hamburgo foram denunciadas outras 11 pessoas, entre elas uma policial civil, suspeitos de participação nas ações criminosas. A análise dos autos do Inquérito Policial Militar resultou, também, em dois pedidos de arquivamento e cinco declinações de competência, três para a Justiça Federal e duas para os Juizados Especiais Criminais de Novo Hamburgo e Sapiranga. A investigação se iniciou após o PM José Luiz Ramires da Rosa ter sido encontrado morto em 7 de setembro de 2007, no porta-malas de um Santana com placas clonadas, em Novo Hamburgo. Ele também fazia parte da quadrilha de PM's que roubava carros e assaltava bancos. Eles cediam fardas, coletes e armas aos criminosos, além de desviar as viaturas dos locais em que seriam cometidos os crimes.

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